Posts tagged Web 2.0
Global e Transmissível!
Jun 14th
A Globalização foi um dos elementos fulcrais na expansão de conteúdos graças ao aparecimento dos mídia de distribuição de informação/conhecimento a uma escala global. Na verdade, global torna-se um conceito importante, pois com a globalização económica e de informação o mundo mudou: o que era longe passou a ser perto, o que era local passou a ser global. A globalização teve a capacidade de criar uma ideia global e que através dos seus processos técnicos a adapta às diferentes culturas, que por sua vez a torna particular de um local, como afirma Malcolm Waters (1999:131), “ A globalização é de um modo geral, um processo de diferenciação e de homogeneização. Pluraliza o mundo ao reconhecer o valor dos nichos culturais e das capacidades locais.” Instalou-se assim a era da informação. As organizações insistiam numa desmedida passagem de informação, muitas vezes sem a articulação necessária com a própria organização e seus interesses. O termo “sociedade da informação” parece ter surgido no Japão em meados dos anos 60, segundo Denis Mcquail (2003:123), embora a sua genealogia seja associada ao conceito de sociedade “Pós-Industrial”.
Com a massiva passagem de informação através dos órgãos de comunicação de massas, as organizações perceberam que não bastava passar informação. Era fundamental comunicar. Para Nuno Brandão, “Comunicar significa estabelecer uma relação de partilha, de passagem ao individual ao colectivo e de transmissão de sentidos. Mas implica também possuir uma atitude crítica perante realidades vistas e estudadas na vida quotidianas, de modo a que seja possível que a comunicação proporcione a união do cidadão e das suas comunidades, aproximando-os dos seus valores e das suas diferentes e particulares culturas, com vista a atingir o indispensável conhecimento, com a comunicação gerada e a consequente diminuição das distâncias que ela proporciona.” (Brandão, 2005: 15).
Shannon criou a teoria da informação com o objectivo de melhorar a velocidade da transmissão de informação, diminuindo distorções, aumentando assim o rendimento global do processo de comunicação. A teoria de Shannon é largamente aplicável a todas as questões da comunicação humana. Distingue três momentos fundamentais: A velocidade de transmissão das mensagens; A medida da quantidade de informação e Rendimento informacional.
Umberto Eco relativamente à teoria da informação salienta que, “Ligada a uma hipótese comunicativa, ela não é garantia de comunicação mas de coerência estrutural, de trâmite entre sistemas diferentes. (…) Que depende de uma dupla acepção de comunicação: como transferência de informação entre dois pólos e como transformação de um sistema em outro sistema, ou em elementos do mesmo sistema.” (Eco, 1991:150)
Considerando isto, podemos falar de informação sem comunicação mas não podemos falar de comunicação sem informação. A informação limita-se à transmissão de dados quantificáveis, a comunicação estimula a relação entre pessoas e contribui para a alteração de comportamentos, pois “ é precisamente no contexto em que as empresas se movimentam, que se determina a forma como elas influenciam e são influenciadas pelo seu meio ambiente.” (Quintela, 2006:36)
Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos
Para que a comunicação (interna ou externa) das organizações seja eficaz, para que não haja más interpretações da mensagem nem erros na transmissão de informação, é necessário que alguns conceitos estejam bem claros e definidos. Conceitos como Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos dentro da organização de modo a auxiliar qualquer acção, atitude e/ou evento que a mesma queira realizar tendo sempre em consideração os seus interesses bem como os interesses dos seus envolventes.
Ao definir Identidade, antes de mais, devemos sempre saber separá-la de Imagem. Apesar de interligados estes conceitos diferem bastante no sentido em que a identidade é gerida pela organização em si, baseando-a nos valores que esta pretende transmitir, é o modo como a organização pretende “ser vista” pelos outros; Kapferer (1991:75) descreveu a identidade precisamente como o conjunto de características específicas da marca, resultantes da sua história, dos seus valores, das suas propriedades, do seu aspecto físico, do clima de relação que mantém com o público, do reflexo.
Já a imagem é a ideia que os outros têm da organização; “A imagem de uma organização são percepções que estão na cabeça dos públicos ou das pessoas individualmente, formadas pelo contacto directo ou não com essa organização”(Ruão, Teresa, 2008), é o modo como os outros “vêem” a organização. Encontramos então aqui uma das maiores dificuldades na definição de Identidade, visto que o objectivo final de qualquer organização é que os seus públicos a vejam como ela quer ser vista. Aaker (1996) escolhe falar de identidade nuclear e extensa: no primeiro caso referindo-se à ideia de elementos intemporais, tal como no ser humano, a sua personalidade, os seus valores, a sua moral, enfim os seus elementos mais profundos e no segundo caso reportando a uma ideia mais momentânea, tal como as particulares físicas, ou os espaços de inscrição e leitura.
Google Buzz
Feb 10th

Denominada Google Buzz, a nova ferramenta está a ser incluída no Gmail e permite partilhar actualizações, fotografias, vídeos e aceder a serviços de mensagens instantâneas em tempo real com os contactos de e-mail, o que poderá ser uma aplicação para competir com o Twitter.
Outra das características do Buzz semelhante à das redes sociais é o facto de sugerir amigos ao utilizador do Gmail em função das mensagens trocadas e do histórico das conversas.
Segundo a Google a aplicação suporta a integração com outros serviços, como o Picasa, o Google Reader, o Flickr, o Blogger ou o Twitter.
A nível de privacidade, a empresa refere que a informação partilhada através do Buzz pode ser tornada pública ou privada pelo utilizador.
Na versão da aplicação para telemóvel, surge ainda a possibilidade de apresentar informação com a localização do utilizador.
A chegada do Buzz às contas do Gmail deverá ocorrer nas próximas semanas.
fonte: SOL
Da web 2.0 para a 3.0 e a geração Proconsumer!
Feb 6th
Depois do artigo de introdução ao marketing digital, irei trazer uma abordagem que para muitos é familiar mas que para outros ainda está muito distante – A Web 2.0.
A Web 2.0, como referimos no artigo de introdução, veio potencializar a partilha de informação, mas mais do que isso, veio desenvolver uma nova geração – a geração Proconsumer (produtor – consumidor).
Existe muito texto escrito sobre a Web 2.0 e suas potencialidades, com bastante informação de qualidade e de referência, por isso vou procurar dar uma abordagem diferente ao assunto.
A Web 2.0 é alimentada pela geração dos PROCONSUMER, que dedicam o seu tempo à produção de conteúdos, mas que por outro lado são autênticos “infoholics” (dependentes de informação).
Com a geração Proconsumer , com a Internet e com a Web 2.0, surge o conceito Consumer-Generated Media (CGM), que é um termo utilizado para descrever o conteúdo que é criado e divulgado pelo próprio consumidor. Com o surgimento da Internet e o avanço das tecnologias digitais, da mesma maneira que o acesso dos consumidores à informação teve um aumento significativo, aumentou também a facilidade dos consumidores em expressar suas opiniões (in wikipedia).
Os mercados estão mais exigentes!
A capacidade de um Proconsumer é reconhecer a importância da partilha de informação, divulgado o seu conhecimento e know how, fazendo com que o mercado e as profissões se tornem cada vez mais exigentes. Antes a “teoria” vendia, agora qualquer um, em qualquer lugar, tem acesso à teoria. Falta é a prática.
Mas o que é que isto tem a ver com Marketing Digital?
Tudo!
Os profissionais têm de se tornar proconsumer´s e têm que saber aproveitar todo o potencial dos seus clientes “opinion leaders” que gostam que a sua mensagem chegue a todo o lado.
Uma das formas de tirar proveito desta geração, é incentivar os “Proconsumers” a colaborarem com as marcas, procurando criar novo valor acrescentado para os seus clientes. Afinal o que poderá ter mais sucesso que um produto criado pelos nossos próprios clientes, com custos reduzidos e boas garantias de sucesso?
Grandes empresas têm tirado muito bem proveito desta realidade. A nike, já criou sucessos de vendas a partir de opiniões de “Proconsumers” dedicados à marca, a custo 0!
Outra forma de potencializar esta geração, é criando grupo de “testers” para utilizarem os produtos antes de eles irem efectivamente para o mercado. Surgem opiniões e abordagens simples de resolver que podem ditar o sucesso do produto.
É uma geração que gosta e tem poder de opinião, que quer estar ao lado das marcas e já não admite que não lhe seja oferecido um valor extra pelos produtos que compram.
Promover o Buzz-net!
Muitos destes “consumidores” orgulham-se de fazer parte da criação de um produto/serviço, o que irá, naturalmente, gerar um “buzz” muito interessante.
Mais do que estratégias de SEO, o “Buzz-net” tem provas dadas e a sua eficácia é inquestionável. Como exemplo temos os vídeos do youtube, que quando adquirem fama atingem todo o mundo em poucos dias, sem qualquer “promoção” intencional do vídeo. Naturalmente a informação é partilhada e as pessoas têm orgulho em partilhar bom conteúdo junto dos seus pares.
É importante gerar valor e conteúdo valioso para promover o Buzz. Esta é uma regra base para qualquer criação nesta nova era global.
Os paradigmas do Marketing, alteram-se!
As empresas/marcas deixaram de ter apenas que publicitar conteúdo, agora têm que saber interagir e têm que procurar ter recursos e meios para dar respostas aos seus clientes, é um facto imprescindível nos dias de hoje.
Outra grande mudança prende-se com a própria colocação de anúncios na Web 2.0. Com esta evolução, as empresas já não têm que pagar “xapa 5” pela publicidade, agora podem pagar em função do retorno que têm, pelos resultados que recebe – Marketing de Performance.
Hoje em dia, as empresas pagam, pelo número de cliques ou visualizações que o seu anúncio online tem.
Estar na internet, só para não ficar fora dela, não serve de nada. Apenas serve para desiludir consumidores e denegrir imagens.
As acções Cross – media, que reúnem os diversos “mídias”, assumem cada vez mais destaque. Existem vários anúncios que começam num jornal, revista, rádio ou TV (meios tradicionais) adquirindo continuidade no meio online (meios digitais), permitindo ás empresas/marcas manter o contacto com o cliente, com custos muito mais baixos, tendo possibilidade de promover a participação da geração Proconsumer.
Quando os anúncios são de informação massificada, é essencial que se promova o Buzz –net através de estratégias de Marketing Viral.
A informação está por todo o lado, não há segredos!
Não só para as empresas, mas para os profissionais, é importante que comecem a “dar a cara”, produzindo valor para a internet, trabalhando a sua “marca” de forma eficiente e produtiva. É importante que os nossos pares reconheçam valor no nosso trabalho, para que seja promovido o debate e a discussão, que quase sempre se traduz em aprendizagem para os intervenientes. A Web 2.0, quando bem utilizada, permite-nos uma aprendizagem que de outra forma seria impensável. Antigamente tinha que se ler dezenas de livros para perceber um conceito ou uma abordagem, hoje em dia discute-se e pergunta-se nas redes sociais, nos fóruns ou nos blogues.
Antigamente era também um “trunfo” ter conteúdos exclusivos, hoje em dia os conteúdos estão em todo o lado, já não há segredos, nem deve haver!
Mas qual a essência desta geração?
Mais do que Produtores, cada vez mais, o utilizador de internet é proactivo, sabe tomar iniciativa e cria projectos que de outra forma seria impensável. Temos como exemplo o Marketing Portugal, que já conta com mais de 1500 visitas, mais de 2.000 fãs no facebook, mais de 400 membros no grupo do linkedin. E isto no espaço de menos de um mês. É preciso procurar onde estão os nossos “alvos”, os nossos leitores e os nossos “proconsumers” para trabalharem ao nosso lado.
Esta geração está disponível para partilhar, partilhar e partilhar! Todos querem partilhar e ser reconhecidos por isso, o feedback é indispensável e a colaboração está cada vez mais acentuada. É possível ir mais longe, fazer coisas diferentes, com valor acrescentado e tudo graças a uma Web 2.0 recheada de oportunidades!
Tim O’Reilly (creditado como o criador da expressão Web 2.0) define a web 2.0 como;
“Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva”
Qual o principal desafio dos utilizadores de internet?
Obviamente que nem tudo é um “mar de rosas”, se esta “porta” está aberta para bons profissionais, também está aberta para maus profissionais que utilizam a Web 2.0 para divulgar maus conteúdos, para denegrir imagens de terceiros, para destruir marcas ou para apenas “fazer barulho”. É indispensável que as marcas, as empresas e as pessoas estejam na Web 2.0 em força, mesmo que isso exija tempo. É a única forma que têm de estar a par do que se passa e do que dizem delas, será catastrófico para uma empresa não estar na Web 2.0, não estar junto dos consumidores e permitir que se fale dela, bem ou mal, sem nenhum controlo e acompanhamento.
Outro desafio grande que nós, utilizadores, temos é “filtrar” a informação credível e correcta, mas para isso temos que saber quem está por trás dessa informação, seja uma pessoa ou uma entidade. Como exemplo deste facto temos a grande enciclopédia online (wikipedia) que pode ser editada por qualquer um (motivação proconsumer), mas já assumiu uma credibilidade muito interessante. Neste momento a famosa “Wiki” é mais credível do que muitas enciclopédias em papel, para além da quantidade de informação disponível e da facilidade que temos em pesquisar na plataforma.
Entramos na Web 3.0 ?
Existem muitas teorias a prever o que vai ser a futura Web – Web 3.0 – mas ninguém tem duvidas que vamos entrar na era da semântica, em que o utilizador não precisa de recorrer a milhões de paginas para procurar uma informação, a informação é lhe dada, exactamente como ele a deseja receber, com uma simples pesquisa.
Várias fontes referem que a 3ª geração da internet estará no “ar” mais rápido do que se pensa e diversos autores defendem que esta geração irá servir para organizar, de forma inteligente, toda a informação existente na internet.
Iremos começar uma travessia, que irá por numa margem a World Wide Web (rede mundial) e na outra a World Wide Database (base de dados mundial).
Certamente iremos ver programas a crescer, que servirão para dar respostas precisas ao seu utilizador – capacidade semântica.
Actualmente se quisermos saber alguma coisa sobre Marketing, pesquisamos num motor de busca – Marketing. E a resposta é equivalente a todos os sites que fazendo referência à palavra Marketing – por exemplo, no google, aparecem cerca de 475.000.000 de alternativas.
Com a capacidade semântica, Web 3.0, iremos poder pesquisar – Marketing, o que é? – e iremos ter uma resposta directa, de fontes de informações (dados) que nos indiquem o que é o Marketing, sem mais alternativas.
A yahoo e o Skype prometem novidades, já numa perspectiva de semântica.
Vamos aguardar para ver e ficar na expectativa desta evolução que será certamente produtiva para todos nós!
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Introdução ao Marketing Digital
Jan 22nd
Introdução ao Marketing Digital
A ideia deste artigo é fazer uma abordagem introdutória ao Marketing Digital. O artigo irá ser complementado com outros artigos, divididos da seguinte forma:
- Web 2.0
- Geração “proconsumer”
- Redes sociais e Networking
- Comportamento de compra e consumo via Internet
- Segmentação de mercados
- Novas formas de pensar (Marketing Mix).
A geração “y” tem uma taxa de utilização de internet, próxima dos 100%
- Cada vez mais há utilizadores de internet e quanto mais jovens são as pessoas, maior é o seu conhecimento e capacidade de adaptação a novas tecnologias.Relembro uma notícia do Publico, publicada a 16.10.2009:
O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest.
Este valor é altamente significativo e não deixa dúvidas de que a internet, independentemente da indústria onde trabalhamos, deve ser uma aposta clara.
O estudo refere ainda:
Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento – mais 863 por cento do que então, indica o relatório.
A profissão dos utilizadores é ainda marcante no acesso à Internet: entre as domésticas apenas 9,1 por cento assume aceder à Web, ao passo que entre os estudantes a percentagem aumenta para 98,5 por cento.
Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3 por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam.
Os dois sexos apresentam igualmente diferenças: 62,19% dos homens acede à Internet, ao passo que esse valor baixa para 46,5% junto das mulheres.
Entre as regiões é onde encontramos menor heterogeneidade, embora os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto apresentem taxas superiores de utilização de Internet: 63,0 por cento e 60,8 por cento, respectivamente.
Não tenhamos dúvidas que os “novos clientes” já estão pela internet à procura de informação. Será através da internet que vão ser influenciados iniciando o seu processo de decisão de compra (que falaremos noutro artigo)
Internet e Web são a mesma coisa?
Para começar a falar sobre este assunto, convém perceber um pouco alguns conceitos que por vezes se misturam.
Recorremos ao livro de Filipe Carrera – Marketing digital na versão web 2.0 para encontrar algumas definições.
É preciso clarificar que Internet é diferente de Web (World Wide Web, que em português significa “Rede de alcance mundial”), ou seja, de uma forma simplista, podemos assumir que a Web é uma ferramenta da Internet.
Para além da Web, a Internet tem outras ferramentas, como por exemplo o correio electrónico e os chats (messenger, skype, etc.).
É de facto extraordinário tentar perceber todas estas definições que se interligam, mas não é esse o motivo para que serve este artigo. Aqui procuro dar uma visão que, ao contrário do que se possa pensar, adapta-se à nossa Indústria, a Indústria Farmacêutica.
Nos dias de hoje, é indispensável que os Marketeers e Gestores olhem para a Internet como uma ferramenta única, que merece uma análise individual e particular, tem variáveis próprias que têm e devem ser analisadas.
Toda a estratégia deve passar pelo mundo Digital, mesmo que seja apenas numa perspectiva Institucional.
É essencial que as empresas e o Marketing se adaptem à nova realidade, estruturando os seus recursos, procurando tirar o maior partido deste mercado. É importante que haja uma estratégia clara, que integre o Marketing Tradicional com o Marketing Digital, porque a Internet veio para ficar e está em forte crescimento.
Web 2.0 e a geração PROCONSUMER
A “nova” Web, chamada de Web 2.0, veio impulsionar a geração proconsumer (produtor + consumidor), a geração que para além de se servir da Internet para recolher informação, também a partilha, entrando numa óptica de produtor/consumidor de conteúdos e informação.
Criámos um quadro para exemplificar melhor as alterações da antiga Web (designada por web 1.0) para a recente Web 2.0.
| Web 1.0 | Web 2.0 |
| Eu publico, tu lês | Nos publicamos, nós lemos |
| Eu forneço | Nós partilhamos |
| Era da Produção | Era da colaboração |
| Webpage, site | Wiki, Blog, CMS (Content Management Systems), LMS (Learning Management Systems) |
| Sociedade da Informação | Sociedade do conhecimento |
Fonte: Marketing Digital na versão 2.0
A mobilidade causada pelos gadgets (dispositivos electrónicos portáteis), e pelo forte aumento da velocidade de banda larga, tem vindo a aumentar a interacção na Internet e permitiu que cada vez mais se partilhassem conteúdos e informação. Actualmente, em qualquer lado do mundo, uma pessoa pode aceder à Internet, partilhando ou recolhendo informação em tempo real.
Aguarde pelo próximo artigo, onde aprofundarei o tema WEB 2.0 (fazendo referência à web 3.0)
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Entrevista Sérgio Bastos
Jan 5th
Sérgio Bastos é consultor de Marketing Online e Comunicação.
Sendo um utilizador activo na internet, fundador e colaborador de vários blogues, quisemos saber como se consegue gerir tanto trabalho em simultâneo e qual a sua perspectiva relativamente ao impacto da Web 2.0 no mundo dos negócios.
Para saber mais sobre o Sérgio, basta segui-lo através das suas redes sociais.
Vale a pena visitar os ”espaços” em que está envolvido:
SERGIOBASTOS.NET
LOWCOSTPORTUGAL
EBOOKPORTUGAL
DIARIO2
doVINILaoDIGITAL
Sérgio – A resposta reside nos vários caminhos que aponta. A nível profissional costuma-se dizer que “os contactos são tudo”. O meu número de amigos de Facebook tem um pouco de “networking”, laços de amizade antigos, pessoas que conheço indirectamente e entrei em contacto e, sobretudo, convites que me fazem. Tal se deve à minha colaboração em plataformas de online como o Diário2 e LowCostPortugal
MKTPortugal – De facto, para quem segue o seu trabalho, é fácil perceber a sua relação com as redes sociais. O que considera indispensável para ter uma rede de contactos digital eficaz?
Sérgio – Foco, persistência e satisfação. O “networking” digital ou “analógico” é idêntico. Fora da rede existem eventos, almoços, entrevistas mais ou menos profissionais onde se trocam cartões, referências e se fazem “amizades”. Quem invista na interacção via redes sociais, pode fazer o mesmo numa outra escala. Ambas as formas de “networking” são complementares.
MKTPortugal – Na sua opinião, quais as principais desafios que as redes sociais vêm trazer para o mercado? Estarão os “decisores” das empresas preparados para investir, cada vez mais, neste tipo de canal?
Sérgio – Nós, humanos, somos seres sociais desde que nos conhecemos. A Web 2.0, ou Social Media, são um prolongar desta característica na forma digital. O mercado está a adaptar-se a uma mudança repentina de modelo de negócio especialmente nas indústrias culturais. Em uma década deixámos de ver lojas de discos na rua, as bancas de jornais começam a rarear, assim como o aluguer de vídeos. Por outro lado, o “e-commerce” cresce e torna-se um novo meio de empresas venderem os seus produtos. Agora, o cliente está online e as empresas não descuram esta realidade.
Indicadores vindos dos EUA dizem que o investimento na área será o melhor de sempre em 2010. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, país no qual a aposta no “digital” por parte das empresas parece crescer timidamente. Há profissionais com vontade e boas ideias, há consumidores online, falta que as marcas sintam-se à vontade com as formas de marketing na Web.
MKTPortugal – O Sérgio é um dos apaixonados pela WEB 2.0. Participa activamente em redes sociais, é fundador de blogues, e é sem dúvida um “proconsumer”. De que forma a WEB 2.0 tem contribuido para o seu desempenho pessoal e profissional?
Sérgio – Tem criando oportunidades, factor essencial para qualquer profissional. Oportunidades como a apresentação no Upload Lisboa, ou como a escrita para do artigo “Has Politics 2.0 arrived in Portugal?” para o Personal Democracy Forum, blogue do principal evento na área da Política 2.0, ou colaboração no blogue do Expresso Do Vinil Ao Digital.
Do ponto de vista pessoal, reforço a valência da Web 2.0 a nível do conhecimento. Hoje em dia, a leitura e prática via informação online é a melhor forma de nos actualizarmos profissionalmente.
MKTPortugal – Falemos de um projecto em que o Sérgio está envolvido, o Diário2. Quais são os principais objectivos desse projecto e qual a razão da sua existência?
Sérgio – O Diário2 é um espaço que tem por objecto a Web na era do “tempo real”. É uma evolução do blogue TwitterPortugal e reúne jornalistas, profissionais da área do Marketing, meros ”pró-sumers” da área Web, entre outros. Tem colaboradores tanto de Portugal como do Brasil e acompanha diariamente os desenvolvimentos da internet social mundialmente.
MKTPortugal – o que é preciso fazer para se ter um blogue de referência?
Sérgio – Repetindo uma afirmação de há pouco: foco, persistência e satisfação. Inicialmente é necessário escolher o tema evitando ser mais um, mas se possível o primeiro a falar sobre este objecto ou pelo menos a fazê-lo com mais preponderância. Exemplifico com o LowCostPortugal. Quando iniciei-lo em Dezembro 2006, recordo-me só de um blogger português a focar-se sobre o assunto, mas não na forma noticiosa. Actualmente conheço mais de uma dezena com este enfoque directo ou indirecto. Por outro lado é necessário ser-se persistente colocando vários artigos por semana coisa que fazendo contrariado é impossível. Daí o apelo à satisfação. Este trabalho acaba, mais mês menos mês, por trazer os seus frutos. Três anos depois, o LowCostPortugal é lido por profissionais da área, turistas, aficionados, etc. Criei relações com os departamentos de comunicação das marcas envolvidos no negócio “low cost”. Finalizando, acrescentaria que é importante ter-se alguns conhecimentos de programação e webdesign.
Sérgio – É uma questão de coordenar tarefas e gostar do que se faz.
Sérgio – Em dez anos o uso da internet passou de uma “brincadeira” para um serviço de primeira necessidade nas nossas vidas, tal como a água ou electricidade. Para os bloggers, as redes sociais são uma ferramenta indispensável, são a extensão da caixa de comentários do seu espaço. Resistir a Web Social é uma opção de vida, mas geralmente as pessoas que o fazem, criticam-na gratuitamente sem a entenderem.






