Posts tagged REDES SOCIAIS
Blended Reputation – Integração do “Online” no “Offline”
Sep 9th
Tenho procurado estudar a relação entre o mundo online e o mundo offline nos seus diversos contextos e tenho verificado que, não há nada mais eficaz para a reputação de uma marca, organização ou mesmo de uma pessoa, do que a coerência entre a comunicação que exerce online, e a “realidade” que transmite offline.
Quero com isto dizer que este tema tem sido alvo de reflexão para mim e gostava de partilhar convosco a minha visão, não deixando de ouvir as vossas opiniões.
Cada vez mais vivemos num mundo tecnológico, em que o contacto pessoal parece perder terreno, é um facto. O que também é um facto, é que o ser humano, é um ser que vive não só do relacionamento, mas também, do contacto pessoal.
A nossa reputação depende da nossa coerência, como tal, devemos ter uma estratégia de Marketing Online integrada na estratégia de Marketing Offline.
Podemos definir então Blended Reputation como a estratégia de integrar a comunicação do mundo “online” na comunicação do mundo “offline, tendo como objectivo a construção de uma reputação positiva, coerente e eficaz, seja de uma empresa, de uma pessoa ou de qualquer organização.
Entrevista: André Telles (Marketing Digital)
Aug 2nd
Graduado em Publicidade e Propaganda pela PUC-PR em 1995, o publicitário André Telles possui Pós Graduação em Marketing na FAE Bussiness School em 1996 . Tem um MBA com ênfase em direção estratégica na FGV Fundação Getúlio Vargas em 2008
Tem em seu currículo diversos cursos de extensão ligados a marketing digital e Internet, no Brasil e exterior. Foi o primeiro brasileiro a publicar um livro sobre Social Media Marketing, em 2005, intitulado “Orkut.com”.
Em 2008 escreveu sua segunda obra, intitulada “Geração Digital”. Em 2010 lançou seu terceiro livro de marketing digital, pela editora M. Books, intitulado “A revolução das Mídias Sociais”.
Realizou diversas palestras e ministra aulas sobre marketing digital e mídias sociais em Universidades e Escolas de Marketing e Propaganda importantes como a ESPM e Universidades Federais. Realizou a convite do Google Internacional palestra para os Googlers, funcionários da gigante de buscas.
Atualmente é CEO da agência especializada em marketing digital; Mentes Digitais.
Marketing Portugal – André, quando falamos em Marketing Digital, “Mídias Sociais” e Redes Sociais, por vezes os conceitos são confusos. Como caracterizaria cada um destes conceitos?
André Telles – Temos os conceitos de marketing como grandes fundamentos, sem eles não podemos pensar em Marketing Digital. O Marketing tem diversas ramificações, como o marketing Social, o Marketing Esportivo, o Marketing Cultural dentre outros. As Mídias Sociais e as Redes Sociais estão abaixo do grande guarda-chuva do Marketing Digital, sendo assim:
Marketing Digital – é um conjunto de estratégias de marketing que visam a satisfação dos desejos do consumidor virtual e a venda de um produto/serviço por meio do ambiente digital. Temos uma gama de nos comunicarmos melhor com esse consumidor: SEO (otimização de sites para mecanismos de busca), SEM (administração de links patrocinados), e-mail marketing, mobile marketing, mídias sociais, contrução de sites e blogs modernos e interativos, entre outras estratégias.
Mídias sociais – o termo é recente, e só nos últimos anos passou a ser difundido, deixando para trás o termo “new media”, como era chamado em 2005, época do meu primeiro livro. O seu significado está voltado para a característica dos sites, nos quais o conteúdo é gerado para e pelo usuário. Sendo assim, sites como o Twitter (microblogging), Youtube (compartilhamento de vídeos), SlideShare (compartilhamento de apresentações), Digg (agregador), Flickr e Twipic (compartilhamento de fotos) são juntamente com as Redes Sociais (Orkut, Facebook, MySpace, LinkedIn), as quais considero uma categoria a parte.
Redes sociais – são ambientes virtuais cujo foco é reunir pessoas, os chamados membros, que, uma vez inseridos, podem expor seu perfil com dados como fotos pessoais, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando listas de amigos e comunidades. Lembrando que no aspecto sociológico, Redes Sociais são grupos de pessoas e não ferramentas, mas como estamos conceituando dentro do Marketing Digital o termo se aplica de modo similar.
Marketing Portugal – Hoje em dia, com o crescimento das soluções de Marketing Digital, quase que se tornou obrigatório para uma empresa estar ligado à Internet. Qual a sua visão sobre este assunto?
ESTUDO: 73.5% dos internautas nacionais acederam ao facebook
Jul 29th
De acordo com o novo estudo da Marktest sobre redes sociais, no primeiro semestre do ano, três milhões de portugueses acederam ao Facebook a partir dos seus lares.
O estudo sobre redes sociais que a Marktest está a apresentar com base noNetpanel mostra que, nos primeiros seis meses de 2010, o Facebook liderou em todos os principais indicadores quando analisados os sites sociais.
Foram 3025 mil os residentes no Continente com 4 e mais anos que acederam a partir dos seus lares ao site do Facebook, um número que representa 73.5% dos internautas nacionais e 87.7% daqueles que navegaram em suas casas neste período.
Mas nem sempre foi o Facebook o líder entre os sites sociais. A preferência dos portugueses por este site veio a tomar fôlego em Outubro de 2009, quando o site liderou em tempo dedicado, ultrapassando o Hi5, que liderava até aí. Mas esta primazia apenas se consolidou em Janeiro de 2010, quando passou também a liderar em número de utilizadores únicos e em páginas visitadas.
Entre Junho de 2009 e Junho de 2010, o Facebook quase quadruplicou o número de utilizadores únicos e aumentou mais de vinte vezes o número de páginas visitadas e o tempo de acesso.
Ferramenta: Análise de Links no Twitter
Jul 25th
A ferramenta que hoje vimos apresentar, funciona como um motor de busca, especifico para o twitter que nos permite saber que referências foram feitas para determinado link.
É bastante útil para, rapidamente, sabermos as referências que temos para um site do nosso interesse. É uma ferramenta que deve ser incluída no processo de análise de sites, porque, embora não seja a única métrica a avaliar, permite-nos ver a probabilidade que um site tem de causar um efeito viral.
Esta ferramenta também nos pode ajuda a estudar a nossa concorrência e perceber o seu impacto numa rede social como o Twitter.
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Esta ferramenta, através da sua pesquisa avançada, também nos permite fazer uma pesquisa por data, o que pode ser muito útil para analisar o “buzz” durante um determinado período de tempo (serve por exemplo para monitorizar o efeito de uma campanha no Twitter)
Obviamente que não devemos tirar conclusões apenas por esta “busca”, devemos ter a capacidade para cruzar esta informação com muitas outras. Ter mais resultados que a concorrência, não é , obrigatoriamente, sinal de mais sucesso.
Boas pesquisas!
Impedir acesso a medias sociais nas empresas, why?
Jul 18th
Hoje venho partilhar convosco a minha opinião sobre um assunto que tem preocupado muitas empresas, que corresponde à utilização das redes sociais em horário de trabalho.
Muitas empresas, têm decidido cortar o mal pela raiz, bloqueado o acesso aos diversos medias sociais.
No meu ponto de vista, esta situação levanta dois inconvenientes imediatos para a empresa;
1º consiste na procura de soluções por parte dos funcionários que acedem através do telemóvel ou pesquisam formas de desbloquear conteúdo. Correm o risco de entrar num ambiente de “caça ao rato”.
2º desmotivação que será, cada vez mais, uma problemática, tendo em conta as gerações que entrarão para o mercado,
As gerações são envolvidas por épocas, marcadores temporais e valores. A geração “Y “é marcada pela época da “conectividade”.
ESTUDO: Comportamento dos internautas portugueses (Redes Sociais)
Jul 7th
O estudo sobre redes sociais que a Marktest está a apresentar com base no Netpanel mostra que, nos primeiros seis meses de 2010, cerca de 3,5 milhões de portugueses acederam a sites relacionados com redes sociais.
Este número representa 83.8% do universo em análise, os residentes no Continente com 4 e mais anos que acedem à Internet a partir dos seus lares, e significa por isso que o acesso aos sites “sociais” é das práticas mais frequentes entre nós.
Por mês, um mínimo de 2289 mil utilizadores únicos e um máximo de 2534 mil utilizadores únicos acederam a redes sociais a partir de suas casas no primeiro semestre do ano.

12 dicas para promover o Word-of-Mouth (Social Media Marketing)
Jun 17th
1. Criem conteúdo relevante, de interesse e que consiga gerar conversa…evitem o ruído.
2. Identifiquem os influenciadores e os líderes de opinião/prescritores de informação. Certamente eles irão ajudar a espalhar a mensagem junto do nosso público-alvo
3. Envolva este segmento de pessoas e criem um compromisso com eles para que participem activamente nas campanhas e acções em causa.
4. Contactem emocionalmente com a vossa audiência e identifiquem os seus objectivos para lhes conseguirem oferecer valor acrescentado, satisfazendo as suas necessidades.
5. Animem e motivem os que participam activamente na campanha de Social Media, criando círculos de influência (amigos, familiares, contactos de rede, etc.)
6. Recompensem a actividade dos líderes de opinião e dos membros mais activos (descontos, promoções, ofertas, etc..)
7. Identifiquem a acção e a mensagem que passou para o vosso público depois de contactarem com eles.
8. Mantenham-se atentos e estejam presentes em plataformas interactivas (twitter, Facebook, Digg, Tuenti, Del.ici.ous, blogosféra, etc.) para recolher feedback e para dar resposta às exigências do vosso ”target”
9. Reconheçam e agradeçam a todos os que têm ajudado, enviem mensagens personalizadas (evitem as mensagens massificadas). Procurem transmitir a importância desse envolvimento e dessa colaboração em todo o processo (distinguindo-os publicamente, por exemplo)
10. Contactem com o vosso público – alvo e criem uma comunidade à volta da tua marca, seja qual for. Cria uma “tribo”. É um processo delicado, lento e que exige bastante dedicação.
11. Sejam transparentes, conscientes, realistas e sinceros com os envolvidos no processo de comunidade. Não criem falsas expectativas.
12. Tenham muito desejo, ambição, vontade e paciência. Ao contrário do que se quer fazer parecer, uma estratégia de Social Media Marketing pode demorar a atingir resultados eficazes.
Workshop sobre a matéria:
Slides
Vídeo Workshop:
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Era uma vez na galáxia das Redes Sociais
Jun 7th
Era uma vez uma galáxia onde as Redes Sociais proliferavam uma Rede porventura desconhecida pela grande maioria. O seu nome era Picotea. Picotea? Sim, escutaram bem, Picotea. Este nome nada mais acrescentaria a essa bela e florescente Galáxia se não fosse um “Twitter versão espanhola”.
Esse “Twitter” começou como uma ferramenta de comunicação entre trabalhadores de várias lojas. Mais tarde, optou-se por utilizar essa aplicação como “Ferramenta para Comunicação Interna em Organizações”.
Esta Rede começou a ganhar notoriedade em Espanha e em Países de Expressão Hispânica. Estarão a perguntar-se: Quais eram as diferenças entre este “Twitter” e o “Original”?
Procurar-se-á, no seguinte quadro, estabelecer esse paralelo:
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Picotea |
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-Grupos; -Eventos; -Círculos de Conversa; |
- Grupos; -Eventos; - Inexistência de Círculos de Conversa; |
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- Sincronização com o Twitter, FriendFeed e Facebook (o que poderá ser uma mais-valia ao nível do Posicionamento); |
- Inexistência de Sincronização com o Picotea; |
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- Próxima versão terá ainda mais possibilidades de Sincronização; |
- Não aplicável ao Twitter; |
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- Num futuro próximo será utilizado como Media Digital [permitir aos meios de comunicação divulgar as suas notícias e vídeos e permitir a interacção com os “picoteadores” (utilizadores do Picotea)]; |
- Não aplicável ao Twitter; |
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Mensagens com 160 Caracteres; |
Mensagens com 140 Caracteres; |
A nível da sua utilização, o Picotea, é bastante simples e intuitivo. Esta rede poderá ser encontrada em http://picotea.com/es/. O registo na mesma é gratuito e bastante célere.
Actualmente, a Rede conta com alguns utilizadores com grande notoriedade social. Temos como exemplo: O Palácio da Moncloa que actualiza diariamente os seus conteúdos relativos à actividade política do Governo Espanhol.
De realçar que esta estratégia de Comunicação por parte do Governo Espanhol tem sido bastante proveitosa.
Imagem 1- Página de Perfil do Governo Espanhol “Desde la Moncloa” no Picotea
Esta tipologia de Redes Sociais, de âmbito nacional, poderá ser um trunfo a utilizar pelas empresas que pretendam penetrar em dados mercados. Neste caso, uma estratégia de divulgação dos produtos da empresa X tendo em mente o mercado espanhol seria sem dúvida proveitosa.
Serão as Redes Sociais de âmbito nacional o futuro no que ao Web Social Marketing diz respeito?
Abordando uma particularidade desta rede, o tamanho neste contexto poderá revelar-se fulcral. No Twitter as mensagens podem conter até 140 caracteres, enquanto que no Picotea elas podem conter até 160 caracteres. 20 caracteres; poderão parecer irrelevantes aos olhos do comum dos mortais, mas aquando da divulgação dos conteúdos poderão ser de extrema importância.
Convido-vos a “picotear”! Deverão antes disso ver o vídeo do Criador do Picotea:
¡ Hasta pronto en Picotea!
Referências:
http://picotea.com/es/ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://picotea.com/es/como-funciona [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://twitter.com/ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://www.youtube.com/watch?v=If7tdN2-EJQ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
Sobre o autor:
Licenciado em Tradução e Assessoria de Direcção pela Escola Superior de Educação de Castelo Branco. Curioso de Web Social Marketing e amante da comunicação na sua vertente escrita, oral e digital.
Workshop “Online” Social Media Marketing
May 31st
Paulo Morais esteve a representar o Marketing Portugal evento online promovido pela equipa Multimedia-Pro.net
Se não aparecer a “caixa do vídeo”, clique AQUI
Faça “reload” para o vídeo carregar e ajuste o volume para se ouvir (se for preciso faça duplo clique no “ícon” do som).
Material de apoio disponível AQUI
Redes Sociais – Um fenómeno das sociedades actuais
May 23rd
Se o Facebook fosse um país, os seus cerca de 400 milhões de “habitantes” fariam dele um dos países mais povoados do mundo. O Twitter (criado em 2006) com os seus 105 milhões de utilizadores equivaleria quase a um Japão virtual. Tudo isto em poucos anos e sem sabermos “onde vai parar”.
Subitamente as Redes Sociais adquiriram uma quase dimensão planetária, transformando comportamentos, hábitos e consumos. De repente podemos ter 200/300 (supostos) “amigos” e partilhar informação livremente (e ao segundo).
No entanto, é urgente ter consciência daquilo que partilhamos (e com quem partilhamos) e das mensagens e imagem que de nós passamos. Expor orgulhosamente fotografias dos nossos filhos “ao mundo”, dizer que somos “anti-isto” ou “anti-aquilo”, que estamos de férias (portanto podem-nos assaltar a casa à vontade) pode ter consequências a evitar. E, se tiver o seu patrão como “amigo”, lembre-se que ele poderá saber de tudo…
Há estudos que referem que se passa hoje mais tempo nas Redes Sociais do que a consultar, por exemplo, o correio electrónico.
Apesar das Redes Sociais – nomeadamente o Facebook – terem sido criadas a pensar na pessoa como individuo, as empresas cada vez mais têm que estar atentas a este fenómeno, e tirar partido das suas potencialidades para comunicar com os clientes. Como em todos os canais, físicos ou digitais, de nada adianta uma empresa “estar” numa rede social se não gerar e disponibilizar informação relevante, de qualidade, consistente com a imagem da empresa e que produza um efeito positivo junto do seu público-alvo.
É pois importante que as empresas tenham noção que algo de novo se está a passar e, embora com a cautela que deve caracterizar estes tempos conturbados, não percam mais este “comboio”.
TENDÊNCIAS
Uma das maiores dificuldades é saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Outra questão importante é determinar o ROI (Return of Investment).
No entanto, com o que existe hoje, é possível antever algumas tendências:
- Perfil único: os utilizadores tenderão a exigir um único perfil que será transversal a todas as Redes Sociais.
- Modelo de Negócio: as acções de Marketing serão valorizadas de acordo com a influência social dos utilizadores. Haverá assim uma disputa entre Redes Sociais para se conseguir ter os utilizadores com maior influência. Cada um de nós terá o seu próprio CPC (Cost per Click).
- Centralização de Gestão: ferramentas específicas irão aparecer permitindo optimizar a gestão das relações e da comunicação. As ferramentas de correio electrónico e web introduzirão funcionalidades para os utilizadores estarem informados da actividade social da sua rede de contactos.
- Semântica: os utilizadores irão ter experiências cada vez mais interactivas e ricas. No futuro, as aplicações passarão a interagir entre si, criando espaços mais transparentes e adaptados a cada um de nós.
Sobre o autor
Carlos Lopes
Director de Marketing
Formação em Gestão de Marketing, IPAM
Formação em Auditoria da Qualidade, Excelente Especialista em Google
AdWords, Webglocal Formação de Vendas, Infos Formação de Web Design, Infos
“Tyrannybook” – Testemunhas da Tirania
May 12th
Numa época em que as redes sociais fazem cada vez mais parte do dia-a-dia dos cidadãos, as instituições governamentais, empresas, e organizações não governamentais aperceberam-se de quão estes websites são ferramentas de comunicação e networking incrivelmente poderosas e eficazes. Se os novos média sociais se encontram já a ser explorados, com a criação de perfis no Hi5, LinkedIn, Facebook, Twitter, entre outros, bastante generalizada, parece ter chegado a altura de dar o passo seguinte.
Assim, aliando o networking social à luta pela defesa dos Direitos Humanos, surge o “Tyrannybook” (livro da tirania), o novo projecto da Amnistia Internacional Portugal em colaboração com a agência de publicidade Leo Burnett Iberia. Com um design derivado do Facebook, o “Tyrannybook” apresenta-se como uma plataforma de comunicação e partilha de informação, permitindo aos seus utilizadores, através de um sistema de seguidores, tornarem-se testemunhas dos atentados aos Direitos Humanos perpetrados por alguns dos maiores ditadores do mundo contemporâneo e participar na denúncia dos seus crimes.
Robert Mugabe, presidente do Zimbabwe, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão ou Kim Jong-il, líder de facto da Coreia do Norte, são apenas alguns dos “tiranos” cuja actividade o utilizador pode seguir através de notícias colocadas nas várias páginas. O “Tyrannybook” permite também convidar amigos a tornarem-se nossos “aliados” na troca de pontos de vista e discussão das problemáticas inerentes à violação dos Direitos Humanos.
Irene Rodrigues, Directora de Comunicação e Imprensa da Amnistia Internacional Portugal, aceitou amavelmente responder a algumas perguntas sobre esta nova plataforma social:
Marketing Portugal – O que é e como surgiu o conceito “Tyrannybook“?
Irene Rodrigues – O conceito do “Tyrannybook” vai ao encontro da intenção da Amnistia de criar um movimento global de Direitos Humanos que passa também por promover redes sociais de activistas e pessoas preocupadas empenhadas em observar alguns dos líderes mundiais que mais atentam contra os Direitos Humanos. Este conceito foi-nos proposto pela agência de publicidade, Leo Burnett.
Marketing Portugal – Quais os objectivos por detrás da criação desta rede social?
Irene Rodrigues – Promover a consciencialização dos seus seguidores para as violações de Direitos Humanos perpetradas pelos líderes mundiais visados e levar os mesmos seguidores a actuarem contra essas violações. O dever de promover os Direitos Humanos e denunciar a violação é de todos os Seres Humanos (não só de organizações como a Amnistia Internacional) pois os Direitos são de todos.
Marketing Portugal – Porquê a opção por uma rede social distinta para desenvolver este projecto e não apenas fazê-lo através dos perfis que a organização tem em outros websites de networking social como o Hi5 ou o Facebook?
Irene Rodrigues – Pelo impacto que pode ter e para distinguir precisamente das redes já existentes. O conceito sendo parecido é distinto uma vez que em todas as outras redes os utilizadores procuram ser os pólos aglutinadores de amigos, partilhando com eles todo o tipo de informação. Aqui o conceito é mais partilhar informação com os amigos sobre alguns dos líderes responsáveis pelas violações dos Direitos Humanos.
Marketing Portugal – Como pretendem divulgar a existência desta nova plataforma?
Irene Rodrigues – Através da imprensa, da internet, das redes sociais existentes, entre outros.
Marketing Portugal – Quais as metas em termos de utilizadores que se propõem atingir até ao final de 2010?
Irene Rodrigues – Não colocámos qualquer meta. Pretendemos sim consciencializar os utilizadores, levando-os a actuar em prol dos Direitos Humanos. A nossa meta final é dar a perceber aos lideres responsáveis pelos atropelos aos Direitos Humanos que as pessoas estão atentas e que não toleram a sua actuação.
Marketing Portugal – Tendo em conta a diversidade de redes sociais existentes e, apesar do carácter distintivo do “Tyrannybook”, como pretende a Amnistia Internacional dinamizar esta nova rede?
Irene Rodrigues – Será dinamizada de acordo com a disponibilidade da organização, sempre que se justifique e que existam informações. Com recurso às notícias produzidas pela organização sobre as violações aos Direitos Humanos nos países dos líderes no “Tyrannybook”, proporemos às pessoas formas de actuarem para pressionar estes mesmos líderes para que cessem essas violações.
Marketing Portugal – De que forma é que este tipo de projectos de marketing social acrescenta valor a uma organização como a Amnistia Internacional Portugal?
Irene Rodrigues – Pode ajudar a fazer chegar mais longe e a mais pessoas o trabalho desenvolvido pela organização e a própria consciencialização para os Direitos Humanos.
Marketing Portugal – Qual o impacto observado resultante da presença da Amnistia Internacional Portugal nos vários websites de networking social em que se encontra inscrita?
Irene Rodrigues – A Amnistia Internacional Portugal está presente no Facebook, no Twitter, no Youtube, no LinkedIn e no Hi5 e usa estas ferramentas como forma de publicitar e dinamizar as suas acções, mas o impacto ainda não é o desejado ou o possível.
Sendo uma das mais antigas Organizações Não Governamentais bem como uma das com maior grau de notoriedade, a Amnistia Internacional percebeu já claramente as vantagens de se associar aos média para o melhoramento da sua Comunicação com a sociedade. Isto traduzir-se-á no reforço da sua imagem de marca, o que, por sua vez, reflectir-se-á num maior número de doações e voluntários, levando a que os cidadãos se sintam mais parte integrante e activa dos projectos da organização.
A luta contra a violência doméstica sobre as mulheres, a procura de soluções para um maior controlo das armas, o repúdio da discriminação nas suas mais variadas formas, o combate ao terrorismo sem o recurso à tortura de prisioneiros e o fim da pena de morte são apenas algumas das bandeiras de luta mais conhecidas da Amnistia Internacional. Acima de tudo, é através de plataformas como o “Tyrannybook” que é possível angariar fundos para utilização em iniciativas que pelo seu menor mediatismo não atraem normalmente a atenção do cidadão comum.
O “Tyrannybook”, website de networking social de alerta e combate aos ditadores do século XIX, é apenas a mais recente iniciativa de Comunicação da Amnistia Internacional. Afinal, que melhor maneira de alcançar o público mais jovem, muitas vezes dessensibilizado para os conflitos políticos e humanitários que decorrem nos vários cantos do mundo, do que através do apelo à discussão e partilha de informação de modo interactivo para fortalecer a causa dos direitos humanos e formar uma comunidade global de defensores dos Direitos Humanos? Abaixo a tirania!
Sobre o entrevistador:
A frequentar o 3º ano da Licenciatura de Gestão da Faculdade de Economia do Porto (FEP).
Estudante Erasmus na Universidade Robert Gordon no Reino Unido, no período de Setembro de 2009 a Janeiro de 2010.
Certificate of Proficiency in English (CPE).
Um movimento no Facebook, faz com que o Fizz limão regresse
May 10th
A Marketeer publicou uma notícia sobre o regresso do gelado Fizz Limão, que passamos a citar;
Depois do Nuno Markl ter anunciado, na primeira Caderneta de Cromos do ano na Rádio Comercial, ser um dos maiores fãs do Fizz Limão, a Olá trouxe o gelado de volta. Foram duas mil pessoas que se juntaram ao grupo “Fizz Limão – Eu Quero” no Facebook que pedia este regresso. Na sexta-feira, data de apresentação do mítico gelado, Nuno Silva, director de marketing da Olá, referiu “fomos completamente apanhados de surpresa com todo este movimento. Estamos por isso muito sensibilizados. Quisemos dar uma resposta a todos estes ouvintes, que ao longo do tempo se juntaram à petição e partilharam a saudade do Fizz”.
O gelado estará à venda em todo o país a partir de hoje e terá uma campanha de publicidade que terá Nuno Markl como protagonista.
A importância desta notícia é muito mais do que um comunicado sobre o regresso do saboroso Fizz. É importante que se vá a fundo na questão e se tire conclusões sobre a importância de estarmos em sintonia com os diversos meios de comunicação e com a sua capacidade de influência.
O grupo do Facebook da Caderneta de Cromos, já conta com mais de 67.000 pessoas, é um excelente exemplo de como uma estratégia “blended” pode ser altamente eficaz para uma organização.
Nuno Silva, o director de Marketing da OLÁ assumiu que foi, agradavelmente surpreendido, mostrando-se altamente sensibilizado, correspondendo ao pedido dos consumidores.
Esta é uma história feliz em que uma entidade, mesmo sem saber, conseguiu que os seus consumidores criassem um movimento que se transformou num benefício para o negócio da organização
Este cenário foi altamente gratificante para a empresa, mas as questões que se levantam são inevitáveis
- E se a história fosse no sentido oposto?
- E se este movimento fosse contra algum produto?
- Como teria a OLÁ gerido a situação?
- Quanto tempo demoraria a dar resposta ao movimento?
Esta é a eterna questão e é um dos grandes desafios para as empresas nesta era de “revolução digital”.
É indispensável saber e ter capacidade para dar resposta a este tipo de consumidor, quer em movimentos que se traduzem em beneficio para a empresa, quer em movimentos, da mesma dimensão, que se podem tornar “demolidores” para uma empresa.
Nos movimentos a favor da empresa, devemos “premiar” os impulsionadores do movimento, envolvendo-os com a empresa, procurando que estes se tornem fieis “difusores” de toda a informação
Nos movimentos “contra” a empresa, devemos ter a capacidade para responder rapidamente e procurar os “opinion makers” do movimento para tentar mudar a sua opinião, nem que isso se traduza em custos para a empresa.
Há grupos no Facebook que se estão a tornar autênticos “postos de opinião” para muita gente e podem ser completamente avassaladores se as marcas/empresas não actuarem com rapidez e segurança junto dos principais influenciadores.
Através desta notícia, que felizmente nos transmite algo positivo para uma empresa, deixamos o alerta:
Nem sempre o final deste tipo de movimento é feliz para as empresas, por isso procurem estar presentes nas redes sociais, façam pesquisas sobre a vossas marcas, abram muito bem os olhos e os ouvidos, utilizem ferramentas que permitem gerir o “buzz” da vossa empresa e controlar o que se passa nos “novos meios” e não se deixem surpreender.
Cada vez mais os consumidores estão “à distância de um clique”, sem fronteiras, influenciando-se mutuamente, para o bem e para o mal.
Óbvio que é impossível controlar tudo, mas há “zonas obrigatórias” e mais vale estar em cima do acontecimento e criar cenários de contingência, do que ignorar os factos.
Para os resistentes das redes sociais, fica mais uma “dica”
- Deixem de tentar resistir às redes sociais e ao desenvolvimento da geração WEB, mais vale dar o “braço a torcer” enquanto é tempo. Se não estivermos presentes, não saberemos o que dizem de nós!
“Perfil” dos utilizadores portugueses no Facebook
May 7th
Number of users on Facebook in Portugal: 2 347 140
Number of male users on Facebook in Portugal: 1 146 160
Number of female users on Facebook in Portugal: 1 167 780
Penetration in Portugal: 21.92 %
Online penetration in Portugal: 52.44 %
Avarage CPC in Portugal: $ 0.2
Avarage CPM in Portugal: $ 0.09
User Growth – Facebook Portugal
User Age Distribution – Facebook Portugal
Male/Female User Ratio – Facebook Portugal
Male/Female User Growth – Facebook Portugal
Age Growth – Facebook Portugal
Neste último quadro, especial atenção para o crescimento da classe etária + 65 anos.
Fonte: Facebakers
Redes Sociais: 12 dicas para quem procura emprego
Apr 8th
Trabalhe a sua imagem online, o seu Marketing Pessoal, transmita conteúdos e partilhe informação que faça com que a sua rede o(a) percepcione exactamente como deseja.
Você tem que ser o melhor vendedor da sua imagem, da marca “eu” e melhor que ninguém saberá o que quer e o que procura. Transmita isso à sua rede, puxe pelas suas competências, ofereça valor acrescentado aos seus contactos, procure diferenciar-se e arranjar algo que o identifique no meio de tantos contactos.
Não se desvirtue dos objectivos, seja você mesmo!
1º Seja você mesmo, não queira “voar alto”. Seja realista e mantenha uma postura nas redes sociais igual ao que representa fisicamente. Não crie falsas expectativas.
2º Olhe para todos os contactos como uma oportunidade. Oportunidade de aprender, de partilhar, de interagir e quem sabe..de arranjar um emprego.
3º Não se mostre desesperado(a) na procura de emprego. Tenha calma, a “excitação” e o “desespero” podem condicionar o seu sucesso e a eficácia na procura.
4º Está desempregado(a), não está morto, por isso seja pro-activo(a) e mostre o que tem na cabeça. Participe em discussões dentro da sua área de interesse.
5º Não seja conflituoso(a). Seja educado(a) e saiba ouvir opiniões contrárias. Evite tocar em assuntos delicados e polémicos (sexo, futebol, religião, etc.)
6º Apareça nos eventos “off line” promovidos pelos grupos do seu interesse. Certamente fará bons contactos.
7º Saiba ouvir. Nas redes sociais há gente muito competente, com muita experiência, que em comentários simples nos dão dicas essenciais para evoluir.
8º Procure uma oportunidade para ter o seu próprio negócio. Puxe pelo seu espírito empreendedor. Esteja atento(a) a tudo o que o(a) rodeia, às pessoas, aos comentários, aos sites, etc. Quem sabe se num destes dias não sente o “clique” para avançar com algo próprio.
9º Se não tem nada de valor para acrescentar a uma discussão, esteja calado(a)! O silêncio é mais relevante que um comentário despropositado e fora do contexto
10º Acredite e trabalhe a sua “marca pessoal”, seja optimista e mantenha essa postura optimista nas redes
11º Não partilhe conteúdo que o(a) possa vir a prejudicar numa fase de recrutamento, tudo fica “armazenado” na WEB. Partilhe conteúdo e informação que o(a) credibilizem
12º Se procura emprego numa área específica, concentre-se nessa área. Por exemplo, se anda à procura de emprego em Marketing, não perca muito tempo a falar de Arte, ou de desporto (a menos que isso lhe traga alguma satisfação pessoal). O importante é que quando se pesquisa sobre si, apareça logo conteúdo dentro da área de trabalho.
Recomendo a leitura do artigo – Planeie a sua presença online
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Entrevista: Jorge Lascas
Mar 31st
Jorge Lascas é licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e frequenta uma pós-graduação em Gestão no ISEG.
Tem desenvolvido actividade profissional na área comercial, marketing e comunicação, sempre ligado aos ramos da construção e imobiliário.
Está nomeado para os prémios “Linkedin European Business Awards 2010″ na categoria “Rising Star of the Year”.
Marketing Portugal – Como e quando começou a sua dedicação às redes sociais?
Jorge Lascas – A minha primeira experiência foi há cerca de 10 anos com o hi5. Entretanto abandonei a sua utilização quando comecei a levar mais a sério a vida profissional por não ver na mesma utilidade para a minha actividade. Após um interregno de cerca de 5 anos voltei a utilizar quando em Agosto de 2009 descobri o linkedin e o considerei adequado a uma utilização profissional. Pouco depois criei também perfil no facebook e no twitter, apesar de não estar ainda activo no último. Como sou responsável pelo site da Monofásica (www.monofasica.pt) decidi também criar para a empresa uma presença nas redes sociais como parte da estratégia de comunicação interna e externa.
Marketing Portugal – O Jorge está presente em várias redes sociais. Quais são as suas favoritas e porquê?
Jorge Lascas – Sem dúvida a minha preferida é o linkedin por permitir identificar em cada perfil o nome do utilizador, a empresa onde trabalha e a sua função. Tem um potencial enorme no desenvolvimento da minha actividade comercial. Do tempo que dedico às redes sociais, 90% é passado no linkedin. Acredito que o facebook também tem imenso potencial, até mais do que o linkedin para certas actividades, mas para mim continuo a preferir o linkedin.
Marketing Portugal – Como se consegue gerir tantos grupos, com tantos membros, procurando estar sempre presente, perde-se muito tempo?
Jorge Lascas – Não é fácil fazer uma gestão efectiva de todos os grupos sem despender muito tempo. Normalmente o que faço é no momento de redigir a newsletter mensal de cada grupo fazer uma arrumação e limpeza dos grupos. Poderia efectivamente fazer melhor, mas precisaria investir mais tempo que não tenho. Quando surge alguma discussão que me interessa pessoalmente participo como qualquer utilizador, partilhando a minha opinião com os restantes membros.
Marketing Portugal – Qual o segredo para ter 4 grupos de tanto sucesso no Linkedin (Sales & Marketing Portugal, Business Ideas Portugal, Business & Jobs EUROPE e Business & Jobs PORTUGAL)?
Jorge Lascas – Quando na questão refere “sucesso” penso que se refere a ter muitos membros. Antes de responder permito-me esclarecer que o sucesso de um grupo não tem que ser medido pelo número de membros. Por exemplo um grupo com 100 membros, mas muito específico no seu âmbito pode ser mais interessante para certos utilizadores do que um grupo com 5.000 membros mas muito abrangente.
Quanto ao segredo para ter um grupo com muitos membros, posso dar alguns tópicos:
1 – Nome e âmbito: Um nome e âmbito abrangente irão atrair muito mais utilizadores. O “Business & Jobs Portugal” é o caso. A grande maioria dos utilizadores do linkedin tem ou quer ter um emprego ou um negócio. Assim, é muito fácil os utilizadores identificarem-se com o grupo e quererem tornar-se membros.
2 – Comunicação activa: Comunico regularmente com os membros dos grupos através da newsletter mensal e anúncios regulares, onde faço sempre um apelo à sua actividade no grupo e divulgação junto dos seus contactos. Há sempre membros que respondem positivamente ao apelo e apoio a expansão dos grupos. É aos membros que devo a expansão dos grupos.
Marketing Portugal – Muitas pessoas questionam – O que ganha uma pessoa em criar grupos e “perder” o seu tempo a dinamiza-los. Quer responder?
Jorge Lascas – A minha actividade online é parte de uma estratégia de marketing pessoal. Utilizo a minha presença online como uma ponte para um conhecimento offline, para um conhecimento real das pessoas. Nesse aspecto é muito gratificante, pois muitas das pessoas que conheço no decorrer da minha actividade já tiveram de alguma forma um contacto comigo online, o que facilita a aproximação e a criação de uma relação de confiança. Na minha actividade comercial na Monofásica recebo pedidos de cotação para trabalhos vindos de contactos que conheço online. Organizo regularmente eventos e workshops em que os participantes vêm exclusivamente da divulgação nas redes sociais. Sou regularmente contactado por empresa de executive search, interessadas em saber mais sobre a pessoa por trás de tanta pró-actividade online. Para mim é como estar a investir num seguro de saúde, acidentes pessoais, trabalho e vida, num só pacote.
Marketing Portugal – É financeiramente viável e recompensador este trabalho online?
Jorge Lascas – Na minha actividade profissional é muito difícil medir o retorno do investimento de tempo passado nas redes sociais no curto prazo. Para mim é um investimento a médio prazo (3 a 5 anos) e ainda é cedo para fazer um balanço, mesmo que provisório. No entanto acredito que para certas actividades, como por exemplo um consultor financeiro, o retorno financeiro possa ser muito mais rápido, mesmo até a partir do primeiro dia.
Marketing Portugal – Mudando de assunto. O Jorge assume publicamente que tem como objectivo ser o especialista, número 1, em Marketing Pessoal. Em que consiste esta temática e o que o tem fascinado para traçar objectivos tão ambiciosos?
Jorge Lascas – Tenho efectivamente investigado e desenvolvido o conceito de Marketing Pessoal. Existem várias razões para esse posicionamento. Em primeiro lugar porque gosto do tema. Interessa-me. Também porque não identifiquei em Portugal ninguém que tivesse abordado o tema da forma que o vejo. Há portanto uma porta aberta para este posicionamento. Tenho visto algumas coisas sobre Marca Pessoal, mais focado na imagem do que na essência do indivíduo. O conceito de Marketing Pessoal que quero desenvolver começa por olhar primeiro para o interior da pessoa, os valores, os objectivos, a estratégia para depois passar para a comunicação, a imagem e o restante mais exterior, de forma transversal, coerente e equilibrada. O meu objectivo não é inventar nada, até porque acho que não há nada para inventar neste campo. Acho o desafio é sistematizar, desenvolver uma metodologia que seja fácil de transmitir e se possa relacionar com resultados.
Marketing Portugal – De que forma o Marketing Pessoal pode ajudar um profissional?
Jorge Lascas – O Marketing Pessoal na forma que o entendo ajuda qualquer pessoa, quer na sua relação com a família ou os amigos, quer na sua actividade profissional. Abordando o lado profissional, todas as pessoas, de forma mais ou menos sistematizada fazem acções de Marketing Pessoal na sua actividade profissional. Um funcionário que tem como hora de entrada na empresa as 9h00 e que religiosamente chega às 8h50, está a promover o seu Marketing Pessoal. Já o funcionário que sistematicamente chega às 9h30, com desculpas esfarrapadas, está a prejudicar a sua imagem na empresa. O Marketing Pessoal é um processo de melhoria contínua, que se pode começar em qualquer idade ou fase da vida, e que nunca deve parar. O que obtemos está directamente relacionado com o que somos e o que fazemos. Se estivermos sempre a melhorar quem somos, se fizermos mais e melhor, estaremos em condições de atingir mais rapidamente e ter objectivos mais ambiciosos.
Marketing Portugal – As pessoas, nomeadamente os profissionais, já estão consciencializados para a importância do Marketing Pessoal?
Jorge Lascas – Existem muitos profissionais que de forma intuitiva já o praticam há muitos anos. Basta que pensemos nas pessoas que consideramos como especialistas, vencedores, gurus, em qualquer actividade profissional, académica, desportiva, do espectáculo. São casos de sucesso em Marketing Pessoal. Penso que poucas pessoas olham para o tema e o abordam de forma metódica e sistematizada. Assim como há muitas pessoas que são verdadeiros casos de estudo de anti-marketing pessoal.
Marketing Portugal – Pode dar-nos algumas dicas, genéricas, de como podemos trabalhar o nosso Marketing Pessoal?
Jorge Lascas – Posso falar de algumas ferramentas muito úteis para desenvolvimento do Marketing Pessoal:
1 – Programação Neuro Linguística: Ferramenta muito útil para para conhecer a forma como o nosso cérebro processa a informação.
2 – Coaching: Conhecer o processo de coaching, as suas metodologias e abordagens pode ajudar o indivíduo a atingir resultados mais rápidos no processo de evolução e melhoria pessoal.
3 – Networking: Uma coisa que nunca vai mudar é que o mundo é comandado por relações pessoais. As empresas são compostas por pessoas. As decisões são tomadas por pessoas. A nossa evolução pessoal e profissional está directamente relacionada com as pessoas que conhecemos e como interagimos com elas. Temos que apostar no crescimento da nossa rede de contactos.
4 – Redes Sociais – A presença nas redes sociais deve fazer parte da estratégia de Marketing Pessoal. São um excelente catalisador. Podem fazer as coisas acontecer mais rapidamente e de forma global, sem fronteiras.
Marketing Portugal – O Jorge está altamente empenhado em dinamizar a sua rede. Criou agora o OPEN NETWORKING LUNCH. Qual o objectivo e como tem corrido esta iniciativa?
Jorge Lascas –O Open Networking Lunch permite que qualquer pessoa saiba que tem um local onde pode ir e conhecer pessoas novas, qualquer que seja o seu objectivo. É um almoço que acontece todas as sextas-feiras no restaurante Brisa do Rio situado em Lisboa no Parque das Nações Norte e de forma aberta recebe todos os participantes numa perspectiva de partilha, de entre ajuda profissional. Já aconteceu 3 vezes com cerca de 15 pessoas de cada vez, onde há sempre repetentes e novos participantes. Qualquer pessoa pode ir só uma vez, todas as semanas ou quando puder e quiser. Penso que é um formato de sucesso e que irá expandir até para outras cidades.
Marketing Portugal – No Ignite Lisboa, começou a sua apresentação como um verdadeiro humorista. Considera esta característica indispensável para um orador se aproximar da plateia? Que outras características destaca para se ser um bom orador?
Jorge Lascas – É talvez a pergunta onde estou menos à vontade. No Ignite foi a terceira vez que falei em público, tendo a primeira vez acontecido há cerca de 2 meses. Tenho pois uma reduzida experiência. Não quer dizer que não tenha a minha opinião sobre o assunto. Dependendo do local, do público, do tema, pode ou não ser adequado lançar uma piada. Mas normalmente começar uma apresentação com uma piada ajuda a soltar o orador, o público e criar ligação entre ambos. A piada não estava prevista na minha apresentação, mas achei adequada por fazer ligação à apresentação de outro orador. Isto também acho importante quando fazemos uma apresentação numa sequência de oradores, procurar ligar a nossa apresentação com as outras. Existem também questões mais técnicas como a postura, a colocação da voz, a forma de olhar para a plateia, os gestos. Mas aqui também ainda muito tenho a aprender e desenvolver.
Marketing Portugal – Sabemos que o Jorge Lascas tem inúmeros projectos. O que poderemos esperar de Jorge Lascas nos próximos tempos?
Jorge Lascas – A novidade que posso lançar em primeira mão é que estou a escrever um livro sobre Marketing Pessoal. Sobre o meu conceito de Marketing Pessoal. Espero fazer o pré-lançamento online nas redes sociais no fim de Abril e que esteja pronto em Dezembro deste ano. É um grande desafio mas que é fundamental para sistematizar o conceito de Marketing Pessoal e massificar a sua divulgação.
Marketing Portugal – O Jorge já escreveu um artigo para o Marketing Portugal, sobre Marketing Pessoal. Porque decidiu entrar neste “barco” e de que forma considera que o Marketing Portugal poderá ser uma mais-valia para os seus leitores?
Jorge Lascas – A colaboração com o Marketing Portugal engloba muitos dos temas abordados nesta entrevista. Conheci o Paulo Morais online, nas redes sociais, e iniciou-se uma comunicação regular entre nós. O Paulo ficou a saber o que eu faço e eu fiquei a saber o que o ele faz. Daqui surgiu o contacto com o projecto com o qual me identifiquei. Apresentei logo a minha disponibilidade para colaborar. Penso que o Marketing Portugal é um excelente projecto do qual beneficiam pessoas e empresas. Os profissionais e estudantes de marketing têm uma fonte de informação e conhecimento de qualidade. As empresas têm acesso a profissionais em diversas áreas do marketing que podem consultar para melhorar o seu negócio. Será interessante ver o desenvolvimento e consolidação do projecto e é uma honra poder participar.
Planeie a sua presença online
Mar 29th
A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas ”plataformas”, das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais.
A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online.
Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.
Estudo: redes sociais no mundo
Mar 23rd
Entrevista Pedro Caramez
Mar 12th
Rui Pedro Caramez, é autor do livro “Linkedin – Como rentabilizar a sua presença online”.
O livro é um excelente guia para a utilização da plataforma Linkedin, revelando ao leitor português todas as dicas para um bom uso da mesma. Cada capítulo oferece uma característica importante, à volta da qual se preparam estratégias para uma melhor rentabilidade da presença online. Esta plataforma é uma montra virtual fundamental para qualquer empresário, empreendedor que se pretende afirmar neste mercado competitivo.
Com formação superior em Gestão no âmbito das organizações desportivas, desenvolve funções docentes no Instituto Superior da Maia e é formador em várias organizações de formação profissional.
Formador acreditado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tem coordenado e conduzido formação nos últimos 12 anos para diversos tipos de público.
Marketing Portugal – Sendo o Pedro um Networker activo em diversas redes sociais, como caracteriza cada rede em que está inserido?
Caramez – Antes de mais, agradeço o convite para a realização desta entrevista. De facto, o universo das redes sociais é gigantesco e serve naturalmente diferentes grupos e áreas de interesse. Dado o meu interesse e curiosidade em analisar as várias redes sociais, estou envolvido em cerca de 30. Cada uma delas tem as suas características. O utilizador comum consegue gerir activamente 2 a 5 redes sociais (últimos estudos).
Marketing Portugal – Sendo o Pedro um especialista da rede Linkedin, de que forma esta rede pode ajudar as empresas?
Caramez – os benefícios são variados dependendo do que vêm à procura. Aumento da carteira de contactos, a comunicação dos seus produtos ou serviços (boca-a-boca), a contratação dos melhores talentos, o desenvolvimento de estudos de mercado, estarem actualizados com as últimas tendências da indústria, referências para negócios por partes dos membros da sua rede de contacto… poderia continuar a enumerar mais benefícios.
Marketing Portugal – O Pedro, no grupo do Linkedin – LinkedPortugal – presta um serviço de excelência dando dicas indispensáveis para se rentabilizar a presença no Linkedin. Pelo número de pedidos de avaliações de perfil que temos assistido, parece ser uma tarefa delicada que exige tempo e dedicação. É compensador partilhar este tipo de informação a troco de, aparentemente, nada? Qual o objectivo?
Caramez – Desde início, tive necessidade de mostrar às pessoas todo o potencial que esta rede lhe podia trazer. Imaginei que as pessoas viriam à procura de mais dicas para melhor orientarem o seu perfil. A avaliação procura ser muito detalhada e, na maioria dos casos, as pessoas ficam surpreendidas com toda a análise. Esta avaliação cobre todos os elementos chave do Perfil desde a foto do perfil aos grupos.
Tem sido muito gratificante, já fiz centenas de avaliações. Tem sido uma oportunidade excelente de ver tantos perfis de portugueses nas variadas áreas de negócio e em várias situações profissionais.
Marketing Portugal – e as pessoas (individualmente)? Conhece casos de sucesso de pessoas que, atravésdo Linkedin, tenham progredido profissionalmente ou encontrado um novo emprego?
Caramez – Claro que sim, são vários os exemplos. Todos os dias recebo na minha caixa de correio, evidências destes “happy endings”.
Marketing Portugal – “Linkedin – Como rentabilizar a sua presença online”, o que podemos aprender com este livro? Quais os “ponto-chave?”
Caramez – Este livro pretende ser um manual de apoio à utilização do Linkedin. Foi redigido de forma a percorrer as diversas funcionalidades ao serviço do utilizador. A secção de destaque é a do perfil – o novo cartão de negócios virtual.
Marketing Portugal – Já existem muitas empresas a recorrer ao Linkedin para “procurar talentos”?
Caramez – Apesar de muitas empresas de recrutamento ainda usarem sistemas tradicionais para a captação de talentos, a quantidade e qualidade de perfis que estão no Linkedin, tem sido decisiva para os fazer usar esta plataforma. O quadro de empregos lançados no Linkedin de empresas portuguesas tem aumentado e as solicitações activas e reactivas dos recrutadores são de momento muito frequentes.
Marketing Portugal – Na sua vida profissional, de que forma tem tirado partido das redes sociais?
Caramez – As redes sociais permitem-me levar a minha mensagem a muitas pessoas. Adoro a componente social e tenho tirado enormes proveitos profissionais seja nas constantes actividades formativas em Universidades europeias, seja nas actividades de consultoria e formação. Tem sido cada vez mais interessante!
Marketing Portugal – No Net Connections, em Lisboa, juntamente com Filipe Carrera, analisou os vários tipos de redes sociais e “lançaram” algumas dicas para seleccionar as melhores redes para intervir profissionalmente. É possível partilhar connosco algumas dessas dicas?
Caramez - O evento foi muito interessante dado que pudemos compreender o fenómeno online e offline do networking. O Filipe já foi entrevistado aqui no Marketing Portugal e dispensa apresentações. No processo de selecção das redes sociais, a importância reside na formulação dos objectivos de comunicação da empresa. O que queremos comunicar? Que objectivos pretendemos atingir?
Marketing Portugal – Como tem sido a aceitação das pessoas relativamente às redes sociais? As pessoas e as empresas estão mais conscientes da importância destas redes e do que podem beneficiar com a sua utilização?
Caramez – Já não tenho dúvidas sobre o nível de aceitação das pessoas e empresas face às redes sociais. Os números de utilizadores não param de aumentar! Uma das edições da Revista Exame deste ano bem como vários jornais já evidenciam o trabalho desenvolvido por várias empresas.
Marketing Portugal – Recentemente tivemos o prazer de estar presentes num Webinar de Pedro Caramez . Esta vai ser uma aposta como “Speaker”? Quais as principais vantagens?
Caramez – Este ano já realizei 3 webinars que contaram com mais de 100 pessoas. As plataformas para a realização de webinars que tenho testado ainda não me inspiram total confiança mas é sem dúvida uma nova forma de oferecer formação aos utilizadores sem que estes saiam de casa. A maior vantagem está relacionada com o facto do formando e formador estarem à frente dos seus computadores, sem qualquer constrangimento de deslocação. No entanto, o carácter impessoal e distante entre formando/formador ainda impõe algumas limitações. Vou continuar a desenvolver esses momentos formativos com temáticas específicas.
Marketing Portugal – O que podemos esperar de Pedro Caramez nos próximos tempos?
Caramez – De momento, estou apostado em dar apoio aos membros do grupo Linkedportugal e acorrer às solicitações das empresas para a realização de formações in-company. No mês passado, iniciei um novo serviço altamente personalizado de e-coaching para a optimização do perfil Linkedin de utilizadores – designado de Programa 777.
Marketing Portugal – Quais os próximos eventos em que estará presente?
Caramez – Em relação a próximos eventos, estarei no dia 13 de Março no Congresso da Federação de Junior Empresários em Viana do Castelo, no dia 16 de Março promovo um Clinic sobre Linkedin no Porto; 9 e 10 de Abril em Lisboa com a Mindcoach e muito mais evento que já estão agendados.
Redes sociais & Networking para empresas
Feb 20th
Aqui no Marketing Portugal, já tivemos um especialista a falar em Networking – Filipe Carrera.
Já restam poucas dúvidas da importância do Networking numa carreira profissional e todos sabemos que quanto maior for a nossa rede de contactos, maior é a probabilidade de sucesso e de progredir na carreira (noutro artigo abordarei a importância das redes sociais para as pessoas, individualmente).
Inevitavelmente, falar de Networking, nos dias de hoje, é falar de Redes Sociais. Estas redes vieram potencializar a utilização de contactos, sejam profissionais ou não, em prol de um objectivo. Sempre que estabelecemos um contacto (seja online, ou não..) estamos a trabalhar a nossa rede.
Neste artigo e mantendo a continuação dos artigos de Marketing Digital, vou me concentrar nas redes sociais e partilhar de que forma se pode tirar partido de algumas dessas redes (twitter, linkedin, facebook e youtube), aumentando a relação, em rede, com o público-alvo (cliente, colaboradores, investidores, etc..)
Vamos então abordar de que forma as redes sociais podem-se tornar numa verdadeira “vantagem competitiva”, na óptica das empresas.
É indispensável relembrar que as redes sociais devem ser utilizadas como um meio (canal de comunicação) que pretende atingir um fim (objectivo). Tal como outro qualquer canal de comunicação, temos que definir o nosso público-alvo, definir a mensagem que queremos passar e devemos estabelecer objectivos (quantificáveis) para medir o sucesso do investimento.
Cada rede social funciona como um canal de comunicação. Cada um tem as suas características próprias e diferem umas das outras (tal como a TV difere da rádio..). Temos que pensar, estrategicamente, se faz sentido entrar em todas as redes ou se devemos ser selectivos. É importante saber onde estamos e para onde queremos ir e de que forma as redes sociais nos podem ajudar nesse percurso.

Um estudo da consultora Brand Republic, mostra claramente que não serve ter uma grande quantidade de “seguidores” no twitter, o importante é saber trabalha-los.

A “gigante” Google, apresenta mais do dobro de “followers” da Starbucks, mas a Starbucks conseguiu gerar 3 vezes mais comentários que a Google, principalmente porque a Starbucks é das marcas que melhor trabalha as redes sociais. Dá resposta aos seus “seguidores” e procura estar presente em todas as redes. Não entrou nas redes por entrar, está presente de forma activa e proactiva, ao contrário do que se passa com muitas marcas que apresentam uma postura “reactiva”, esperando que o cliente se manifeste e transmita informação útil.
Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet.
É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada.
O Twitter é uma rede importante para:
Gerar BUZZ
Comunicar novos serviços
Comunicar novas campanhas
Recolher informação sobre o público-alvo

O Facebook é uma rede com características únicas. As empresas devem utilizar esta rede, focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção.
Já muitas marcas estão presentes no Facebook, mas se analisarmos algumas, verificamos que pouco fazem com a sua rede. Não lançam promoções especializadas, não cativam os utilizadores e limitam-se a “despejar” conteúdo. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas.
O Facebook tem uma aplicação que permite às empresas criarem anúncios. Estes anúncios têm uma particularidade que permite segmentar de uma forma incrível, ao pormenor, o que torna a nossa campanha mais eficaz.

Como podemos ver no exemplo anterior, com 40,12€, um anúncio obteve mais de 750.000 impressões e recebeu quase 400 cliques.
O que nos leva a tentar perceber, quanto vale um novo utilizador?
Não é dos serviços mais baratos, mas é bastante eficaz!
Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:
Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
Comunicar novos serviços
Comunicar novas campanhas
Criar anúncios segmentados
Recolher informação sobre o seu “alvo”
No Facebook temos a função de criar grupos, o que nos permite comunicar, apenas com um clique, com um conjunto de pessoas.
É importante relembrar que estes grupos têm que ser dinamizados, porque os utilizadores do Facebook, muitas vezes, têm um papel reactivo no que toca aos grupos, ou seja, ficam à espera que a informação lhes chegue e não têm a iniciativa de acompanhar tudo o que é dito/partilhado no grupo.

O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube.
Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo.
O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores.
Devemos utilizar o Youtube para;
Comunicar novas campanhas
Criar acções de marketing viral
Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

O Linkedin é a principal rede social para se estabelecer contactos profissionais.
O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos.
Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido.
Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível.
A marca nesta rede deve entrar como uma mais-valia na partilha de informação. É escusado criar grupos publicitários. A forma mais eficaz de trabalhar esta rede é criando grupos de conhecimento e partilha de informação sobre o sector em que estamos inseridos.
Devemos utilizar o Linkedin para;
Estabelecer contactos profissionais
Dinamizar utilizadores com poder de compra
Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

É de facto comum, cada vez mais, vermos empresas com a sua própria rede social.
Estas empresas, por vezes, não tiram partido desta rede e de tudo o que podem fazer com ela. Digamos que o principal ponto, é a obtenção de dados e o envolvimento do seu “target”.
É importante trabalhar muito bem uma rede própria, porque se for mal gerida acaba por ser uma “mancha” na companhia.
Através de uma rede social própria, podemos conquistar novas ideias, de forma eficaz e com baixo investimento. É uma forma pertinente de por os clientes e potenciais clientes a debater sobre uma ideia ou mesmo um produto.
Muitas marcas já lançam produtos, apenas para os “testers” da sua rede, pois daqui surgem pequenas criticas que podem ditar o sucesso, ou insucesso, do produto. Geralmente são clientes já envolvidos com a marca, que gostam de participar no seu desenvolvimento e vão sentir orgulho em estar no processo, gerando BUZZ entre os seus pares.
No caso de a empresa/marca, ter a sua própria rede social, é importante que haja uma sincronização entre as redes públicas (facebook, twitter, linkedin, etc.) e a rede social privada, da empresa.
Os principais objectivos de uma rede social própria podem ser;
Envolver colaboradores
Envolver clientes
Promover as sugestões de ideias
Agrupar e organizar “testers”
Influenciar KOL´s
Dar resposta a todos os comentários (mesmo que negativos)
Contacto One to One

Transversalmente a todas as redes, deixo alguns objectivos a considerar;
Criar um grupo de testers
Criar “opinion leaders”
Trazer mais-valias para os utilizadores das redes
Criar simuladores (para as pessoas e para empresas) – por exemplo, no caso da banca, disponibilizar simuladores de crédito
Recolher opiniões (feedback e novas ideias)
Identificar e detectar necessidades
Segmentar utilizadores
Obter o máximo de informação sobre os utilizadores. (por exemplo, se detectar que uma maioria gosta de Golfe, se calhar faz sentido promover um serviço com uma oferta relacionada com esta temática)
Postura nas redes;
Dar resposta a todas as questões
A entidade deve ser “proactiva” e não “reactiva”.
A geração “proconsumer” não admite ser ignorada e quer sempre receber “feedback”. Devemos felicitar as iniciativas, mesmo que não sejam as melhores para os objectivos da marca.
Cuidado com o seu comportamento e dos seus colaboradores. Os clientes estão em todo o lado
Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede.
O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço.
Como recomendação final, aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.
De uma forma genérica, se as marcas souberem tirar partido das redes sociais irão concluir que;
O ROI é bastante favorável
É possível satisfazer e superar as expectativas dos clientes
Aumentam e melhoram o relacionamento com clientes (fidelização)
Conseguem angariar novos clientes com campanhas personalizadas (oferecendo o que o cliente procura), o que de outra forma seria impossível
É possível e gratificante envolver os clientes com a marca e com os produtos/serviços
Conseguem motivar, envolver e avaliar os colaboradores
Algumas curiosidades sobre as redes mencionadas (estes valores não são exactos):

Este artigo vem no seguimento de:
Da web 2.0 para a 3.0 e a geração proconsumer
Introdução ao Marketing Digital
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Google Buzz
Feb 10th

Denominada Google Buzz, a nova ferramenta está a ser incluída no Gmail e permite partilhar actualizações, fotografias, vídeos e aceder a serviços de mensagens instantâneas em tempo real com os contactos de e-mail, o que poderá ser uma aplicação para competir com o Twitter.
Outra das características do Buzz semelhante à das redes sociais é o facto de sugerir amigos ao utilizador do Gmail em função das mensagens trocadas e do histórico das conversas.
Segundo a Google a aplicação suporta a integração com outros serviços, como o Picasa, o Google Reader, o Flickr, o Blogger ou o Twitter.
A nível de privacidade, a empresa refere que a informação partilhada através do Buzz pode ser tornada pública ou privada pelo utilizador.
Na versão da aplicação para telemóvel, surge ainda a possibilidade de apresentar informação com a localização do utilizador.
A chegada do Buzz às contas do Gmail deverá ocorrer nas próximas semanas.
fonte: SOL
WEBMarketing – Parte II
Feb 2nd
Blogues, Fóruns
Estes permitem que nós, ao colocarmos conteúdo este deve ser dar conhecimento e ouvir as opiniões de pessoas que nos visitam. Estes blogues devem ter artigos com menos de 500 palavras (podem existir excepções á regra) deve ser combinado com texto e imagem para ser agradável a vista das pessoas. Lembre-se que hoje em dia existe muito a chamada leitura em Z e temos de tentar captar a atenção de quem nos visita. É uma óptima forma de apresentar-nos e mostrar o que fazemos e que produtos e serviços podem ser de valor para o cliente e que nos diferencia da restante concorrência.
Redes Sociais
Com desenvolvimento da tecnologia na Internet, permitiu que o utilizador da Internet fica-se no centro da Web, desta forma podem produzir conteúdos e estabelecer uma comunicação em tempo real. Para que as empresas utilizem este meio é preciso verificar a sua necessidade, pois estes meios são mais adequados B2C do que a B2B, mas cada caso é um caso. Ter sempre em mente que tem de haver comunicação e permitir que as pessoas entrem nesta “conversa” Deve ter em conta que deve utilizar com algum tacto e estratégia. Como as redes sociais estão abertas e pretendem que assim fiquem, desta forma colocam-se também, outras questões tais como definir uma politica, para o uso de redes sociais por parte dos colaboradores, as grandes empresas mundiais, mas as PMEs também deverão ter em conta.
No fundo é mais uma forma de comunicação, só que desta vez podemos ouvir a VOZ do Cliente, ou, potencial cliente, resta pois salientar que outros meios de comunicação não o permitem.
Web Analytics
Depois de todas as campanhas e testes efectuados com usabilidade temos de efectuar de medir os resultados de forma a conseguir atingir os objectivos a que nos propomos.
Temos de responder a determinadas questões:
• Como chegam os nossos visitantes?
• Porquê?
• O que paginas tem mais e menos interesse.
• Quais os objectivos
• Que retorno tem para o seu negócio.
Esta análise vai-nos permitir saber o custo de aquisição de novos clientes e também a taxa de conversão das nossas campanhas. Se for uma campanha através do vosso blogue e a pessoa tiver lido através do leitor de Rss é necessário adicionar estes resultados aos nossos relatórios para poder analisar as fontes e os retornos respectivos.
Web Marketing ROI
Para as empresas é importante que esta medição, se faça embora, não seja fácil se a empresa não tem uma filosofia de eBusiness para medir também as conversões offline.
Vejamos algumas perguntas que a pessoa mais importante da empresa (PMIE):
• Qual a campanha que deu maior retorno?
• Qual o custo de aquisição de novos clientes?
• Qual o valor/numero de Cross-Selling e Up-Selling?
• Qual a eficácia no segmento seleccionado para campanha?
Na próxima vez irei abordar cada um destes tópicos conforme for oportuno.
Autor
Introdução ao Marketing Digital
Jan 22nd
Introdução ao Marketing Digital
A ideia deste artigo é fazer uma abordagem introdutória ao Marketing Digital. O artigo irá ser complementado com outros artigos, divididos da seguinte forma:
- Web 2.0
- Geração “proconsumer”
- Redes sociais e Networking
- Comportamento de compra e consumo via Internet
- Segmentação de mercados
- Novas formas de pensar (Marketing Mix).
A geração “y” tem uma taxa de utilização de internet, próxima dos 100%
- Cada vez mais há utilizadores de internet e quanto mais jovens são as pessoas, maior é o seu conhecimento e capacidade de adaptação a novas tecnologias.Relembro uma notícia do Publico, publicada a 16.10.2009:
O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest.
Este valor é altamente significativo e não deixa dúvidas de que a internet, independentemente da indústria onde trabalhamos, deve ser uma aposta clara.
O estudo refere ainda:
Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento – mais 863 por cento do que então, indica o relatório.
A profissão dos utilizadores é ainda marcante no acesso à Internet: entre as domésticas apenas 9,1 por cento assume aceder à Web, ao passo que entre os estudantes a percentagem aumenta para 98,5 por cento.
Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3 por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam.
Os dois sexos apresentam igualmente diferenças: 62,19% dos homens acede à Internet, ao passo que esse valor baixa para 46,5% junto das mulheres.
Entre as regiões é onde encontramos menor heterogeneidade, embora os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto apresentem taxas superiores de utilização de Internet: 63,0 por cento e 60,8 por cento, respectivamente.
Não tenhamos dúvidas que os “novos clientes” já estão pela internet à procura de informação. Será através da internet que vão ser influenciados iniciando o seu processo de decisão de compra (que falaremos noutro artigo)
Internet e Web são a mesma coisa?
Para começar a falar sobre este assunto, convém perceber um pouco alguns conceitos que por vezes se misturam.
Recorremos ao livro de Filipe Carrera – Marketing digital na versão web 2.0 para encontrar algumas definições.
É preciso clarificar que Internet é diferente de Web (World Wide Web, que em português significa “Rede de alcance mundial”), ou seja, de uma forma simplista, podemos assumir que a Web é uma ferramenta da Internet.
Para além da Web, a Internet tem outras ferramentas, como por exemplo o correio electrónico e os chats (messenger, skype, etc.).
É de facto extraordinário tentar perceber todas estas definições que se interligam, mas não é esse o motivo para que serve este artigo. Aqui procuro dar uma visão que, ao contrário do que se possa pensar, adapta-se à nossa Indústria, a Indústria Farmacêutica.
Nos dias de hoje, é indispensável que os Marketeers e Gestores olhem para a Internet como uma ferramenta única, que merece uma análise individual e particular, tem variáveis próprias que têm e devem ser analisadas.
Toda a estratégia deve passar pelo mundo Digital, mesmo que seja apenas numa perspectiva Institucional.
É essencial que as empresas e o Marketing se adaptem à nova realidade, estruturando os seus recursos, procurando tirar o maior partido deste mercado. É importante que haja uma estratégia clara, que integre o Marketing Tradicional com o Marketing Digital, porque a Internet veio para ficar e está em forte crescimento.
Web 2.0 e a geração PROCONSUMER
A “nova” Web, chamada de Web 2.0, veio impulsionar a geração proconsumer (produtor + consumidor), a geração que para além de se servir da Internet para recolher informação, também a partilha, entrando numa óptica de produtor/consumidor de conteúdos e informação.
Criámos um quadro para exemplificar melhor as alterações da antiga Web (designada por web 1.0) para a recente Web 2.0.
| Web 1.0 | Web 2.0 |
| Eu publico, tu lês | Nos publicamos, nós lemos |
| Eu forneço | Nós partilhamos |
| Era da Produção | Era da colaboração |
| Webpage, site | Wiki, Blog, CMS (Content Management Systems), LMS (Learning Management Systems) |
| Sociedade da Informação | Sociedade do conhecimento |
Fonte: Marketing Digital na versão 2.0
A mobilidade causada pelos gadgets (dispositivos electrónicos portáteis), e pelo forte aumento da velocidade de banda larga, tem vindo a aumentar a interacção na Internet e permitiu que cada vez mais se partilhassem conteúdos e informação. Actualmente, em qualquer lado do mundo, uma pessoa pode aceder à Internet, partilhando ou recolhendo informação em tempo real.
Aguarde pelo próximo artigo, onde aprofundarei o tema WEB 2.0 (fazendo referência à web 3.0)
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Estudo: 57% dos internautas portugueses activos em redes sociais
Jan 18th

18 de Janeiro de 2010 , por Maria João Lima In Meios & Publicidade
Nos últimos seis meses, 57% dos internautas portugueses criaram ou geriram um perfil numa rede social online, 54% deixaram comentários em sites ou blogues e 55% partilharam ficheiros de música com os amigos. Estas são alguma das conclusões do primeiro estudo Power to the People realizado em Portugal. Entre os internautas portugueses, 43% confiam na opinião dos bloguers sobre produtos e serviços (a nível global o valor é de 33%). Mas há mais: 65% consideram-se opinion makers junto dos amigos no que se refere à compra de produtos. Procuram informação junto dos seus pares, aquando da compra de produtos como hardware (19%), produtos financeiros (17%), serviços de saúde e automóveis (16%), tecnologia doméstica (15%) e bens de grande consumo (14%).Os hábitos de social media dos portugueses estão alinhados com os restantes países estudados no Wave – Power to the People, um relatório da agência de meios UM. Neste estudo, que vai na quarta edição, foram ouvidos 23.200 internautas, entre os 15 e os 54 anos, de 38 países, tendo Portugal participado pela primeira vez. “Este estudo vem permitir compreender em profundidade as dramáticas mudanças impulsionadas pela adesão às redes sociais, nomeadamente como os consumidores as utilizam, quais as suas motivações e como são influenciados por elas no momento da compra” explica em comunicado Pedro Batista, director-geral da UM.
A nível global, no último ano o número de contactos médio online de cada internauta, cresceu mais de 40%. Em termos das actividades que mais cresceram, mais 22% de internautas afirmam já ter colocado posts online, mais 17% referiram já terem iniciado um blogue e subiu em 16% os internautas que já comentaram sites de notícias. Em média, 74% dos internautas do estudo já leram blogues e 40% afirmam já ter começado a escrever um.
Facebook cresce em Dezembro
Jan 13th
O domínio Facebook.com, da rede social Facebook, continua a ser o que maior crescimento tem, no que toca a visitantes únicos.
Por outro lado, o badoo.com, foi o que apresentou maior crescimento no que toca a páginas visitadas.
Estes valores só surpreendem quem não acompanha a evolução do Facebook que tem uma taxa de actividade altíssima. A adesão a campanhas de solidariedade é surpreendente e consegue “movimentos” nunca antes vistos.
A Marktest avaliou este crescimento, divulgando o seguinte “relatório”;
Em Dezembro de 2009, 3 275 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram em suas casas na internet, o que representou uma pequena descida de 0.2% relativamente ao mês anterior mas um aumento de 2.0% face ao mês homólogo de 2008, de acordo com os resultados do estudo Netpanel da Marktest.
O domínio facebook.com registou novamente o maior aumento mensal em número de utilizadores únicos, enquanto o badoo.com foi este mês o que mais cresceu em páginas visitadas a partir do lar.

Neste mês, foram visitadas um pouco menos de 3 mil milhões de páginas, o que equivaleu a uma descida mensal de 2.4% e homóloga de 1.3%. Cada utilizador viu, em média, 912 páginas, o que significou uma descida de 2.3% e de 3.3% face a Dezembro de 2008.
O número de horas de navegação mensal superou 31 milhões, o que representou um decréscimo mensal de 1.0% mas uma subida homóloga de 10.9%.
O tempo despendido por utilizador baixou para 9 horas e 28 minutos, menos 4 minutos do que em Novembro mas mais 46 minutos do que no mesmo mês de 2008.
Na lista de domínios com mais utilizadores únicos, o google.pt mantém-se na liderança, com 2 947 mil indivíduos, seguido do sapo.pt, com 2 282 mil utilizadores únicos. O live.com, com 2 215 mil utilizadores únicos, sobe à terceira posição.
Em utilizadores únicos, a maior subida face a Novembro observada na lista dos 20 domínios mais visitados ocorreu de novo no domínio facebook.com, que cresceu 15.0% para os 1 427 mil utilizadores únicos (9ª posição). Pelo contrário, o domínio bing.com foi o que mais baixou entre os domínios do top 20, para os 724 mil utilizadores únicos (17ª posição), baixando 16.5% face ao mês anterior.

Quanto a páginas visitadas, a lista dos domínios com mais visualizações mantém-se encabeçada pelo google.pt, com mais de 314 milhões de páginas visitadas, seguido do hi5.com, com 290 milhões e do facebook.com, com mais de 274 milhões.
Em páginas visitadas, a maior subida face a Novembro foi observada no badoo.com, que mais que duplicou os números do mês anterior: cresceu 105.0% para os 18 milhões de páginas (15ª posição). No netlog.com observou-se, pelo contrário, a maior descida mensal, com uma quebra de 42.3% para 12 milhões de páginas (19ª posição).
A análise tem como base informação do Netpanel da Marktest, um estudo que analisa o comportamento dos internautas portugueses a partir de um painel de utilização doméstica. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto
fonte: Marktest
Estes valores não podem ser desprezados pela Gestão e pelo Marketing, é mais um estudo que revela o potencial destas redes sociais e a capacidade de influência que têm junto dos seus consumidores.
A maior surpresa para alguns pode estar nos motores de busca. Quando se previa que o “BING” vinha em crescimento para fazer frente ao poderoso Google, obtém a maior “queda” nos domínios do Top 20.
É surpreendente continuar a ver o Hi5, uma rede dada por “morta” por muita gente, como nº 2 (a seguir ao gigante Google.com) no TOP de paginas visitadas (com 290 milhões), deixando o Facebook para o terceiro lugar. Não é de surpreender que na próxima análise o Facebook atinja o 2º lugar.
É de recordar que o Facebook, por 2 dias já teve mais visitas que o gigante Google.com.
Deste estudo destaco ainda o crescimento da Badoo.com, que embora pouco familiar dos portugueses, apresentou um crescimento de 105.0% para os 18 milhões de páginas visitadas. É mais um dado importante a reter.
Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Entrevista Sérgio Bastos
Jan 5th
Sérgio Bastos é consultor de Marketing Online e Comunicação.
Sendo um utilizador activo na internet, fundador e colaborador de vários blogues, quisemos saber como se consegue gerir tanto trabalho em simultâneo e qual a sua perspectiva relativamente ao impacto da Web 2.0 no mundo dos negócios.
Para saber mais sobre o Sérgio, basta segui-lo através das suas redes sociais.
Vale a pena visitar os ”espaços” em que está envolvido:
SERGIOBASTOS.NET
LOWCOSTPORTUGAL
EBOOKPORTUGAL
DIARIO2
doVINILaoDIGITAL
Sérgio – A resposta reside nos vários caminhos que aponta. A nível profissional costuma-se dizer que “os contactos são tudo”. O meu número de amigos de Facebook tem um pouco de “networking”, laços de amizade antigos, pessoas que conheço indirectamente e entrei em contacto e, sobretudo, convites que me fazem. Tal se deve à minha colaboração em plataformas de online como o Diário2 e LowCostPortugal
MKTPortugal – De facto, para quem segue o seu trabalho, é fácil perceber a sua relação com as redes sociais. O que considera indispensável para ter uma rede de contactos digital eficaz?
Sérgio – Foco, persistência e satisfação. O “networking” digital ou “analógico” é idêntico. Fora da rede existem eventos, almoços, entrevistas mais ou menos profissionais onde se trocam cartões, referências e se fazem “amizades”. Quem invista na interacção via redes sociais, pode fazer o mesmo numa outra escala. Ambas as formas de “networking” são complementares.
MKTPortugal – Na sua opinião, quais as principais desafios que as redes sociais vêm trazer para o mercado? Estarão os “decisores” das empresas preparados para investir, cada vez mais, neste tipo de canal?
Sérgio – Nós, humanos, somos seres sociais desde que nos conhecemos. A Web 2.0, ou Social Media, são um prolongar desta característica na forma digital. O mercado está a adaptar-se a uma mudança repentina de modelo de negócio especialmente nas indústrias culturais. Em uma década deixámos de ver lojas de discos na rua, as bancas de jornais começam a rarear, assim como o aluguer de vídeos. Por outro lado, o “e-commerce” cresce e torna-se um novo meio de empresas venderem os seus produtos. Agora, o cliente está online e as empresas não descuram esta realidade.
Indicadores vindos dos EUA dizem que o investimento na área será o melhor de sempre em 2010. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, país no qual a aposta no “digital” por parte das empresas parece crescer timidamente. Há profissionais com vontade e boas ideias, há consumidores online, falta que as marcas sintam-se à vontade com as formas de marketing na Web.
MKTPortugal – O Sérgio é um dos apaixonados pela WEB 2.0. Participa activamente em redes sociais, é fundador de blogues, e é sem dúvida um “proconsumer”. De que forma a WEB 2.0 tem contribuido para o seu desempenho pessoal e profissional?
Sérgio – Tem criando oportunidades, factor essencial para qualquer profissional. Oportunidades como a apresentação no Upload Lisboa, ou como a escrita para do artigo “Has Politics 2.0 arrived in Portugal?” para o Personal Democracy Forum, blogue do principal evento na área da Política 2.0, ou colaboração no blogue do Expresso Do Vinil Ao Digital.
Do ponto de vista pessoal, reforço a valência da Web 2.0 a nível do conhecimento. Hoje em dia, a leitura e prática via informação online é a melhor forma de nos actualizarmos profissionalmente.
MKTPortugal – Falemos de um projecto em que o Sérgio está envolvido, o Diário2. Quais são os principais objectivos desse projecto e qual a razão da sua existência?
Sérgio – O Diário2 é um espaço que tem por objecto a Web na era do “tempo real”. É uma evolução do blogue TwitterPortugal e reúne jornalistas, profissionais da área do Marketing, meros ”pró-sumers” da área Web, entre outros. Tem colaboradores tanto de Portugal como do Brasil e acompanha diariamente os desenvolvimentos da internet social mundialmente.
MKTPortugal – o que é preciso fazer para se ter um blogue de referência?
Sérgio – Repetindo uma afirmação de há pouco: foco, persistência e satisfação. Inicialmente é necessário escolher o tema evitando ser mais um, mas se possível o primeiro a falar sobre este objecto ou pelo menos a fazê-lo com mais preponderância. Exemplifico com o LowCostPortugal. Quando iniciei-lo em Dezembro 2006, recordo-me só de um blogger português a focar-se sobre o assunto, mas não na forma noticiosa. Actualmente conheço mais de uma dezena com este enfoque directo ou indirecto. Por outro lado é necessário ser-se persistente colocando vários artigos por semana coisa que fazendo contrariado é impossível. Daí o apelo à satisfação. Este trabalho acaba, mais mês menos mês, por trazer os seus frutos. Três anos depois, o LowCostPortugal é lido por profissionais da área, turistas, aficionados, etc. Criei relações com os departamentos de comunicação das marcas envolvidos no negócio “low cost”. Finalizando, acrescentaria que é importante ter-se alguns conhecimentos de programação e webdesign.
Sérgio – É uma questão de coordenar tarefas e gostar do que se faz.
Sérgio – Em dez anos o uso da internet passou de uma “brincadeira” para um serviço de primeira necessidade nas nossas vidas, tal como a água ou electricidade. Para os bloggers, as redes sociais são uma ferramenta indispensável, são a extensão da caixa de comentários do seu espaço. Resistir a Web Social é uma opção de vida, mas geralmente as pessoas que o fazem, criticam-na gratuitamente sem a entenderem.























