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Opinião via Linkedin: publicidade no telemóvel
Mar 16th
Embora com uma adesão baixa (49 respostas) podemos concluir que esta amostra não representa valores muito diferentes daqueles que têm vindo a surgir em discussões diversas sobre esta matéria.
Apesar de grande parte das pessoas estar céptica face à publicidade no telemóvel, principalmente por questões de privacidade, há uma percentagem de pessoas que de facto não se importa de receber publicidade no telemóvel, embora seja unânime a opinião de que a publicidade no telemóvel só faz sentido se for direccionada e personalizada.
Fica o registo de mais um “estudo” sobre o assunto, em que a percentagem de pessoas que não se incomodam com publicidade no telemóvel é igual ao número de pessoas que estão ainda a perceber as mais-valias sobre este tema.
Grande parte das pessoas que regista a sua opinião como “talvez”, são pessoas que temem (e bem) o abuso da “invasão de privacidade” em prol da informação direccionado que se traduz em valor acrescentado para o utilizador que recebe a mensagem publicitária.
Para as empresas/profissionais que estão numa de entrar nesta área e dinamizar a publicidade via “mobile”, fica a dica de que há mercado para investir, desde que cumpram as bases da ética neste tipo de serviço junto do cliente. Personalizem, partilhem informação, fujam ao spam e traduzam toda a informação/conteúdo em valor (real) acrescentado para o cliente (e não para aquilo que a empresa acha).
Que anúncios recorda ter visto publicitados, recentemente?
Feb 3rd
Entre Janeiro e Dezembro de 2009, a Meo afirmou-se como a marca que mais lisboetas e portuenses recordam ter visto publicitada, segundo os dados do estudo Publivaga da Marktest.
À pergunta “Que anúncios recorda ter visto publicitados, recentemente?”, base para a criação do indicador “recordação de publicidade genérica” do estudo Publivaga da Marktest, as maiores referências entre os residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto com idades compreendidas entre os 8 e os 64 anos foram, ao longo do ano, para a Meo.
O Pingo Doce foi a segunda marca mais referida por estes indivíduos e a TMN/Telemóveis TMN a terceira. O Continente e a Vodafone/Telemóveis Vodafone ocuparam o quarto e quinto lugar na análise dos dados anuais.
Mas a análise do perfil sociodemográfico destes entrevistados permite outras conclusões. Assim, se os homens afirmaram recordar-se da Meo, entre as mulheres foi o Pingo Doce a marca com maior índice de recordação genérica.
Entre as idades, os jovens dos 8 aos 14 anos referiram com mais frequência o Pingo Doce, enquanto entre os 15 e os 24 anos as maiores referências foram para a TMN/Telemóveis TMN e para a Meo, em igual intensidade. A partir dos 25 anos, a Meo foi a mais recordada.
As regiões mostram diferenças, pois enquanto na Grande Lisboa é a Meo a marca mais recordada, no Grande Porto esse lugar pertence ao Continente.
Junto das classes sociais não são visíveis diferenças, sendo a Meo a marca mais recordada por todos.

Esta análise tem como base o Publivaga, um estudo regular da Marktest que permite conhecer a recordação e a memorização da publicidade das marcas, sendo um instrumento de referência na medição da eficiência das campanhas publicitárias. A informação apresentada nesta análise tem por base o universo constituído pelos indivíduos com idades compreendidas entre os 8 e os 64 anos residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto.
Fonte: Marktest
Publicidade no telemóvel? Sim, se for direccionada!
Jan 20th
A jornalista Ana Oliveira, publicou no site CANAL UP um artigo sobre um assunto que temos vindo a debater.
Marcas que entram nas caixas de correio dos telemóveis dos consumidores. Um mercado com potencial, mas as empresas têm de direccionar a comunicação. Mais de 11 mil portugueses não querem receber publicidade no telefone pessoal. Para proteger os consumidores, a solução pode passar pelo bloqueio automático destes serviços, defende a DECO.
É uma oportunidade de negócio para muitas empresas, mas ao mesmo tempo uma autêntica dor de cabeça para os consumidores que não querem receber publicidade indesejada na caixa do correio do seu telemóvel.
Publicidade no telemóvel, sim ou não? Sim, se for personalizada, defende Filipe Carrera, docente do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM). “A publicidade no telemóvel tem que seguir a tendência dos outros meios, porque o consumidor é inundado com três mil mensagens publicitárias por dia”, exemplifica.
A estratégia passa por direccionar a publicidade, criando um relacionamento com o consumidor, defende. “Por exemplo, uma boutique alerta os seus melhores clientes para a época de saldos através de uma mensagem no telemóvel”.
“A publicidade no telemóvel deve ser traduzida em valor acrescentado para o utilizador, numa relação one to one e o utilizador deve ter sempre a possibilidade de bloquear este tipo de serviço junto da operadora”, acrescenta Paulo Morais, do projecto Marketing Portugal.
Os utilizadores que não queiram receber publicidade no telemóvel podem comunicá-lo directamente às operadoras ou inscrever-se no site da Direcção-Geral do Consumidor. Luís Pisco, da DECO, defende medidas mais eficazes para proteger os cidadãos. “A solução passa pelo bloqueio automático dos serviços de audiotexto no telemóvel, à semelhança do que acontece com outros equipamentos”, argumenta.
Já para Paulo Morais é um “caminho irreversível e a publicidade nos telemóveis vai aparecer em “força”, alertando no entanto para a necessidade de haver “uma forte competência ética da parte de quem publicita neste meio”. “Acredito nos profissionais por trás destas estratégias e acredito que este serviço vai ser utilizado para benefício do cliente e não de uma forma invasiva”.
É um mercado com potencial, mas as empresas têm saber explorar as novas ferramentas, sustenta Filipe Carrera. “A maioria dos profissionais de Publicidade e Marketing não está formatada para utilizar os meios digitais e utiliza esses meios como se fosse um meio tradicional”. Para colmatar esta lacuna no mercado, o IPAM arranca em Março com uma nova pós-gradução em Marketing Digital.
Paulo Morais acredita que ainda existe uma grande falta de “cultura” sobre a utilização deste tipo de publicidade. “Considero que a publicidade no telemóvel vem alterar muitos paradigmas da criatividade e estou certo que a publicidade que se faz hoje nos telemóveis é ineficaz, ou seja, é preciso que exista uma adaptação de conteúdos a este novo canal”.
Na opinião de Filipe Carrera, especialista em marketing digital, o telemóvel está a atravessar a mesma crise que a Web passou. “Na altura em que os banners e os pop-ups inundavam a Internet, os anunciantes perceberam que estavam a ter o efeito contrário. Atingimos o ponto de exaustão do consumidor. Qualquer um de nós desenvolveu um filtro e em cada 100 mensagens a que esteve exposto só recorda 20″.
A publicidade no telemóvel é um mercado em crescimento. De acordo com dados da European Interactive Advertising Association (EIAA), 97% dos especialistas de marketing inquiridos prevêem que o investimento neste meio cresça em 2010 e 2011. Segundo o mesmo estudo, uma em cada três empresas (33%) já inclui nas suas estratégias a publicidade em telemóveis.
Mais de 11 mil portugueses não querem publicidade no telemóvel
À pergunta “Publicidade no telemóvel, sim ou não?” 11 mil portugueses respondem negativamente. As subscrições constam no site da Direcção-Geral do Consumidor. A lista foi disponibilizada na Internet em Maio do ano passado na sequência de um conjunto de medidas que visam proteger os cidadãos da utilização dos seus dados pessoais para envio de informação não solicitada, responsabilizando mais as operadoras e aumentando a fiscalização.
Luís Pisco, jurista da DECO, admite que ainda é cedo para avaliar os efeitos desta medida, que ainda assim peca por tardia. “Foi encontrada uma solução intermédia”, comenta. A lista é actualizada e caso as empresas queiram recorrer ao telemóvel para publicitar os seus serviços estão obrigadas, por lei, a consultar a lista, não podendo enviar e-mails, SMS ou MMS aos utilizadores nela inscritos. “O problema é que ainda há um sem número de cidadãos que desconhece que esse serviço existe”, lamenta Luís Pisco da DECO.
À DECO chegavam muitas queixas de consumidores. “Havia muitas queixas relativas a SMS e toques, que se arrastavam desde os finais de 2006. Em Portugal, reinava a anarquia neste tipo de negócio. Havia um sistema perverso, em que os serviços eram activados sem que os consumidores autorizassem. Tínhamos pais a reclamar, porque os filhos recebiam mensagens não solicitadas no telemóvel”, exemplifica Luís Pisco da DECO.
O crescente número de queixas levou a DECO a apresentar um conjunto de reivindicações ao Governo português no final de 2008. Só no início do ano passado foram contempladas na lei, num decreto publicado em Março.

Pingo Doce mantém liderança na recordação publicitária
Jan 13th

Os anúncios do Pingo Doce continuam a dar que falar.
No mês de Novembro, segundo a Marktest, Pingo Doce mantém-se na liderança da recordação genérica de publicidade. Mantendo-me imparcial nesta matéria, será que o Pingo Doce se mantem na liderança pela positiva ou pela negativa?
Obviamente que o objectivo do estudo é apenas medir “o grau de recordação”, mas não avalia o nível de recordação, até porque todos sabemos que as “coisas más” ficam mais tempo na memoria que as “coisas boas”.
Não estou com isto a querer dizer que o anúncio do Pingo Doce é mau, estou a levantar a questão, pois as criticas a este anúncio foram muitas, por todo o “lado”.
O buzz negativo nesta campanha foi avassaladora, mas não tenho garantias que tenha afectado os objectivos a que se propôs a “Duda Portugal”. Um dos cenários deste “negativismo” pode ser visto na rede social Facebook, em que existem diversos grupos “anti-música do Pingo Doce”, um deles que já conta com mais de 7.000 membros.
Se querem a minha opinião pessoal, penso que contra tudo e todos, o Pingo Doce conseguiu mostrar garra, agressividade e uma capacidade, adormecida até então, de fazer frente ao gigante Continente.
Efectivamente mexeu com o mercado e sinceramente acho que os resultados vão ser recompensadores.
Voltando ao estudo da Marktest, os resultados são esclarecedores.

À pergunta “Que anúncios recorda ter visto publicitados, recentemente?”, base para a criação do indicador “recordação de publicidade genérica” do estudo Publivaga da Marktest, as maiores referências entre os residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto com idades compreendidas entre os 8 e os 64 anos foram, em Novembro, para o Pingo Doce, que manteve a posição conquistada no mês anterior.
O Pingo Doce não apenas mantém a posição anterior, como aumenta o seu nível de recordação genérica, registando ainda um valor que excede o dobro do conseguido pela segunda marca mais recordada este mês, a Meo, que também manteve a segunda posição da tabela de marcas mais referidas por estes indivíduos.
A marca Continente subiu um lugar para a terceira posição do top de Novembro, trocando de lugar com a TMN/Telemóveis TMN, que baixou para quarto.
O Modelo, que se encontrava na 13ª posição no top em Outubro sobe oito lugares e ascende à quinta posição do mês de Novembro.
A entrada do Modelo ocasiona a saída da marca Vodafone/Telemóveis Vodafone do top 5, encontrando-se agora esta referência na sexta posição.
Quanto a si, qual o impacto que este anúncio teve?
Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Publicidade no telemóvel, sim ou não?
Jan 12th
Depois da noticia de que 11 mil portugueses contra a publicidade no telemóvel, o que se pode esperar da utilização desta ferramenta?
Todos os estudos indicam o “boom” que ai vem na utilização da publicidade no telemóvel, mas os portugueses não parecem muito receptivos à ideia, porque?
Como tudo, ou quase tudo, o que é novidade e possa invadir a privacidade das pessoas, é difícil de aceitar, o que é perfeitamente compreensível e concordo.
O que eu acho pertinente é que se explique e se tente perceber que tipo de publicidade se vai enviar através do telemóvel e é aqui que as empresas poderão fazer a diferença entre “invasores de privacidade” e “parceiros de valor acrescentado”.
Se a publicidade via telemóvel for personalizada e numa relação ONE – to – ONE, em que “valor acrescentado” é a palavra de ordem, porque não?
O que eu critico é o envio massificado das mensagens, sem se procurar perceber se a informação enviada, interessa, ou não, ao receptor.
Se a utilização deste tipo de ferramenta for bem feita, sem dúvida que será bem-vinda no meu telemóvel.
O envio de “SMS” deve ser uma ferramenta (entre outras) de Marketing Relacional, com o objectivo de satisfazer as necessidades do cliente.
É indispensável que tal como nas newsletters, o cliente tenha a possibilidade de sair da base de dados do serviço de SMS.
Um exemplo claro deste tipo de serviço a funcionar, é o que faz a Massimo Dutti, que uns dias antes dos saldos, envia uma SMS aos seus clientes a “oferecer” saldos antecipados. Será que o cliente fica insatisfeito em receber este tipo de informação?
Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Modelo Continente na liderança do investimento publicitário
Dec 30th
Segundo os dados da MediaMonitor, o Modelo Continente foi em Novembro o maior anunciante nos cinco principais meios.
Em Novembro de 2009, os anunciantes portugueses colocaram cerca de 2,6 milhões de inserções publicitárias nos cinco principais meios above the line (televisão, rádio, imprensa, cinema e outdoor).
Este valor representou uma quebra mensal de 3.2% e homóloga de 4.5%. É de salientar que o período de recolha da informação relativa a Novembro de 2009 não está ainda concluído para todos os meios (ver nota da situação verificada em Novembro).
Toda a análise em – Marktest




