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Nova imagem Marketing Portugal

Boa tarde a todos!

Serve este “post” para vos dar a conhecer, formalmente, a nova “cara” do Marketing Portugal e para dar a conhecer um pouco das mudanças que estão ligadas ao Marketing Portugal.

O Marketing Portugal surge através de uma ideia que consistia em juntar um grupo de amigos, apaixonados pelo marketing, para partilharem algumas ideias, discutirem alguns assuntos e aproveitarem o grupo para interagir entre si.

Com o desenrolar do projecto e os convites feitos a novos colaboradores, o Marketing Portugal começou a ganhar uma dimensão que não estava prevista. Começámos a ter muita gente a querer colaborar, tivemos muitos “seguidores” e percebemos que poderíamos ser uma mais-valia para a comunidade de Marketeers em Portugal.

Com essa nova perspectiva, decidimos “servir” os profissionais e todos os interessados em Marketing, partilhando conhecimento e informação que, no nosso ponto de vista, é interessante e essencial para um melhor desempenho profissional ou académico.

Várias pessoas foram aparecendo e aceitando os nossos convites e a certa altura percebemos que o nosso projecto estava com um grau de exigência muito acentuado. Estávamos perante um grande desafio, que consistia em dar resposta a todas as solicitações que recebíamos.

É importante que ninguém se esqueça que todas as pessoas envolvidas no Marketing Portugal têm as suas profissões, os seus empregos, as suas famílias, mas mesmo assim optaram por complementar o seu trabalho diário colaborando com o Marketing Portugal, quanto mais não seja divulgando o nosso conteúdo e o nosso grupo pelos seus contactos.

Com todas estas alterações, em apenas 3 meses, fomos positivamente forçados a definir novos objectivos, novos caminhos e uma nova estratégia para o Marketing Portugal. Esta perspectiva tem sempre como finalidade mantermo-nos como uma referência para toda a comunidade.

O novo logótipo é o primeiro passo desta mudança. Quisemos “lavar” a cara e marcar este momento com algo novo, realmente diferenciador, que nos permita sermos identificados por toda a comunidade.

Recorremos a vários critérios para chegar a esta imagem, mas o principal factor que nos levou a abandonar as cores da bandeira portuguesa teve a ver com o Marketing Portugal ser confundido, frequentemente, com outros grupos que utilizavam essas mesmas cores.

Neste logótipo optámos por representar três cores;

1. Verde, como símbolo da natureza e de toda a envolvente natural que representa o nosso país

2. Azul – Representa o nosso mar, Portugal é inevitavelmente um país ligado ao mar e aos descobrimentos

3. Branco – Representa o neutro, com uma simbologia ligada à abertura de espírito, à mente aberta e à criatividade.

Desta forma chegamos à nossa actual “imagem”, onde damos principal destaque ao Marketing, como disciplina, sem deixar de referir o nosso “mercado”, que é Portugal.

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Como sabem o Marketing Portugal não é nenhuma empresa e não tem recursos financeiros para suportar grandes trabalhos gráficos, como tal, este trabalho só foi possível graças à colaboração da designer Cristina Amil, do Quadrado Dentado.

Juntem-se a nós no Facebook, Linkedin ou Twitter

Até já!
Paulo Morais

PASSATEMPO JORNADAS DE MARKETING DO ISCAP

Jornadas de Marketing ISCAP

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Vencedoras do passatempo – Sofia Machado (2ª resposta) e Ivone Sousa (12ª resposta)

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As Jornadas de Marketing do ISCAP irão decorrer no dia 21 e 22 de Abril de 2010, nas instalações do instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto.

Para este evento, estão confirmados os seguintes oradores;

O Marketing Portugal e alunos do curso de Marketing do ISCAP, vêm por este meio desafiar-vos a participarem neste passatempo que vos dará entrada para os 2 dias do evento.

Requisitos obrigatórios;

1 – Ser membro registado do Marketing Portugal

2 – Enviar a resposta á seguinte questão – Há quantos anos se realizam as Jornadas de Marketing do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto?

Envia já a tua resposta para o nosso endereço – mkt@mktportugal.com .

A 2ª e 12º respostas certas terão direito a um ingresso para os dois dias do evento.

Cada pessoa só pode participar uma vez !

Não há tempo a perder! Boa participação..

City Marketing MIX

Actualmente, muitos dos esforços de marketing e de branding estão concentrados na criação de valor da marca, muitas vezes em produtos ou serviços que pouco diferem dos seus concorrentes, quer em termos de características funcionais quer em preço ou mesmo na sua distribuição.

Para a criação de uma estratégia de Branding para uma Cidade, o desenho de um logótipo ou a definição de um slogan não basta para que os lugares adquiram, desde logo, uma marca. Apesar de poderem assumir alguma importância enquanto resumo da nova estratégia ou posicionamento, nunca poderão ser a estratégia em si mesmo.

Nunca será de mais lembrar que o conceito de Marca Cidade, não tem nada a ver com o conceito tradicional de uma marca produto.

No essencial, uma Marca Cidade consiste no desenvolvimento de uma determinada imagem e a sua comunicação aos seus potenciais consumidores baseada em valores e percepções positivas, provenientes de atributos locais inatos ou desenvolvidos, e que tornam esse local único no mundo.

Por isso, será mais favorável ver a marca Territorial como uma “Propriedade Intelectual” que aglutina todas as imagens, expectativas e ansiedades que se pretende que surjam na mente dos seus Públicos-alvo quando confrontados com todos os elementos que a exteriorizam.

Uma estratégia de City Marketing deverá iniciar-se, antes de mais, por uma identificação clara das razões porque a cidade necessita da mesma. Sendo a marca, antes de mais, uma promessa, é necessário determinar os valores que a tornam única e que, em simultâneo, serão valorizados pelos consumidores.

Da mesma forma, ganha igualmente relevo, a definição clara dos objectivos, identidade e missão da organização ou organizações responsáveis pela sua gestão. Uma missão bem definida proporciona a toda a organização um senso único de direcção, propósito e oportunidade, funcionando como uma grande bússola, que orienta seus funcionários, mesmo que geograficamente dispersos, a trabalhar de forma coesa em torno das mesmas metas.

De seguida, e no sentido de operacionalizar a estratégia definida, surge a sua operacionalização, através da selecção do seu marketing Mix.

Seguindo a tradição dos 4p´s apresentado por Jerome McCarthy no seu livro Basic Marketing (1960), vários autores tentaram definir um marketing mix para os lugares/cidade.

Ashworth & Voogd (1990) sugerem aquilo que denominaram de “marketing-mix geográfico”, substituindo os iniciais Preço, Produto, Distribuição (Place) e Promoção por medidas de ordem promocional, espaço-funcionais, organizacionais e financeiras.

Já Hall & Hubbard (1996) defendem que para atingirem os objectivos predefinidos, as cidades necessitarão da conjugação de políticas na área da: Publicidade e promoção; Regeneração em larga escala das suas infra-estruturas; Arte e património cultural; Mega-eventos; Regeneração cultural; Parcerias público-privadas.

Em 1999, Kotler e al. sugerem para o sucesso das cidades, um modelo alicerçado em cinco pilares: Design; Infra-estruturas; Serviços básicos; Atracções; Pessoas.

Assim, sugiro um modelo de Marketing Mix que define as áreas de intervenção das entidades gestoras das cidades, para o desenvolvimento ou posicionamento de uma “Marca Cidade”

Marca territorial

Fontes:

Ashworth, G. J., & Voogd, H. (1990). Selling the City: Marketing Approaches in Public Sector Urban Planning. London, UK: Belhaven Press.

Hall, T., & Hubbard, P. (1996). The entrepreneurial city: New urban politics, new urban geographies? Progress in Human Geography , Vol.20, 153-174.

Ham, P. (2008). Place Branding: State of Art. The ANNAL of Americal Academy of Political and Social Science , Vol.616, 126-149.

Kavaratzis, M., & Ashworth, G. J. (2006). City Branding: an effective assertion of identity or a transitory marketing trick? Place Branding , Vol.2, Nº3, 183-194.

Kotler, P., Asplund, C., Rein, I., & Heider, D. (1999). Marketing Places Europe: Attracting Investments, Industries, Residents ans Visitors to European ities, Communities, Regions and nations. London, UK: Pearson Education

Sobre o autor

PM_FotoPaulo Moreira

Licenciado em Relações Internacionais, fez o MBA na EGE – Atlantic Business School. Neste momento encontra-se a desenvolver a sua Tese de Mestrado na Faculdade de Economia do Porto na área da Gestão da Marca Cidade.

Desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área do Marketing e Comunicação, em organizações B2B, como o Grupo Amorim e o Grupo Maxit, tendo sido igualmente responsável pela comunicação do projecto de construção do Metro do Porto.  linkedin_logo_autor




Passatempo: E-mail Marketing Masterclass (oferta no valor de 299€)

Marketing Masterclass

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Vencedor: José Guimarães

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Markedu, em parceria com a plataforma E-goi, está a promover o “E-mail Marketing Masterclass”. Este evento irá realizar-se no dia 20 de Abril de 2010, no Hotel Sofitel em Lisboa e traz a Portugal Michael Leander um dos maiores especialistas mundiais em e-mail marketing.

O seminário contará com a participação especial de Miguel Gonçalves, director-geral da Plataforma E-goi.

Mais informações em AQUI

Será um dia de formação indispensável para os profissionais de marketing consolidarem os seus conhecimentos numa área em particular evolução. Desta forma, o Marketing Portugal em parceria com a Plataforma E-goi lança um desafio aos leitores do MKT Portugal, oferecendo uma entrada grátis para o evento (no valor de 299€).

Requisitos obrigatórios para participar:
- Ser utilizador registado no Marketing Portugal (www.mktportugal.com)
- Ser fã da Plataforma E-goi no Facebook (http://bit.ly/bVpxRh)

Envia para o nosso e-mail –  mkt@mktportugal.com –  a resposta correcta à seguinte questão:

Qual o procedimento correcto, para quem não tem bases de dados, antes de iniciar a sua campanha de e-mail marketing?
1- Compro uma base de dados e envio pelo Outlook
2- Compro uma base de dados e procuro um sistema profissional de envio
3- Alugo uma base de dados segmentada e procuro através desse método captar contactos para as próximas campanhas

Juntamente com a resposta à questão deve enviar os seus dados de identificação;
nome de utilizador facebook
nome de utilizador Marketing Portugal

A resposta correcta nº 20, ditará o vencedor do passatempo que será anunciado  no dia 16 de Abril.

e-gpo

Redes Sociais: 12 dicas para quem procura emprego

business-school

Trabalhe a sua imagem online, o seu Marketing Pessoal, transmita conteúdos e partilhe informação que faça com que a sua rede o(a) percepcione exactamente como deseja.

Você tem que ser o melhor vendedor da sua imagem, da marca “eu” e melhor que ninguém saberá o que quer e o que procura. Transmita isso à sua rede, puxe pelas suas competências, ofereça valor acrescentado aos seus contactos, procure diferenciar-se e arranjar algo que o identifique no meio de tantos contactos.

Não se desvirtue dos objectivos, seja você mesmo!

1º Seja você mesmo, não queira “voar alto”. Seja realista e mantenha uma postura nas redes sociais igual ao que representa fisicamente. Não crie falsas expectativas.

2º Olhe para todos os contactos como uma oportunidade. Oportunidade de aprender, de partilhar, de interagir e quem sabe..de arranjar um emprego.

3º Não se mostre desesperado(a) na procura de emprego. Tenha calma, a “excitação” e o “desespero” podem condicionar o seu sucesso e a eficácia na procura.

4º Está desempregado(a), não está morto, por isso seja pro-activo(a) e mostre o que tem na cabeça. Participe em discussões dentro da sua área de interesse.

5º Não seja conflituoso(a). Seja educado(a) e saiba ouvir opiniões contrárias. Evite tocar em assuntos delicados e polémicos (sexo, futebol, religião, etc.)

6º Apareça nos eventos “off line” promovidos pelos grupos do seu interesse. Certamente fará bons contactos.

7º Saiba ouvir. Nas redes sociais há gente muito competente, com muita experiência, que em comentários simples nos dão dicas essenciais para evoluir.

8º Procure uma oportunidade para ter o seu próprio negócio. Puxe pelo seu espírito empreendedor. Esteja atento(a) a tudo o que o(a) rodeia, às pessoas, aos comentários, aos sites, etc. Quem sabe se num destes dias não sente o “clique” para avançar com algo próprio.

9º Se não tem nada de valor para acrescentar a uma discussão, esteja calado(a)! O silêncio é mais relevante que um comentário despropositado e fora do contexto

10º Acredite e trabalhe a sua “marca pessoal”, seja optimista e mantenha essa postura optimista nas redes

11º Não partilhe conteúdo que o(a) possa vir a prejudicar numa fase de recrutamento, tudo fica “armazenado” na WEB. Partilhe conteúdo e informação que o(a) credibilizem

12º Se procura emprego numa área específica, concentre-se nessa área. Por exemplo, se anda à procura de emprego em Marketing, não perca muito tempo a falar de Arte, ou de desporto (a menos que isso lhe traga alguma satisfação pessoal). O importante é que quando se pesquisa sobre  si, apareça logo conteúdo dentro da área de trabalho.

Recomendo a leitura do artigo – Planeie a sua presença online

Sobre o Autor

DSCN0761Paulo Morais

Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Project Manager Marketing Portugal
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa

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Entrevista: Jorge Lascas

Jorge LascasJorge Lascas é licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e frequenta uma pós-graduação em Gestão no ISEG.
Tem desenvolvido actividade profissional na área comercial, marketing e comunicação, sempre ligado aos ramos da construção e imobiliário.
Está nomeado para os prémios “Linkedin European Business Awards 2010″ na categoria “Rising Star of the Year”.

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Marketing Portugal – Como e quando começou a sua dedicação às redes sociais?

Jorge Lascas – A minha primeira experiência foi há cerca de 10 anos com o hi5. Entretanto abandonei a sua utilização quando comecei a levar mais a sério a vida profissional por não ver na mesma utilidade para a minha actividade. Após um interregno de cerca de 5 anos voltei a utilizar quando em Agosto de 2009 descobri o linkedin e o considerei adequado a uma utilização profissional. Pouco depois criei também perfil no facebook e no twitter, apesar de não estar ainda activo no último. Como sou responsável pelo site da Monofásica (www.monofasica.pt) decidi também criar para a empresa uma presença nas redes sociais como parte da estratégia de comunicação interna e externa.

Marketing Portugal – O Jorge está presente em várias redes sociais. Quais são as suas favoritas e porquê?

Jorge Lascas – Sem dúvida a minha preferida é o linkedin por permitir identificar em cada perfil o nome do utilizador, a empresa onde trabalha e a sua função. Tem um potencial enorme no desenvolvimento da minha actividade comercial. Do tempo que dedico às redes sociais, 90% é passado no linkedin. Acredito que o facebook também tem imenso potencial, até mais do que o linkedin para certas actividades, mas para mim continuo a preferir o linkedin.

Marketing Portugal – Como se consegue gerir tantos grupos, com tantos membros, procurando estar sempre presente, perde-se muito tempo?

Jorge Lascas – Não é fácil fazer uma gestão efectiva de todos os grupos sem despender muito tempo. Normalmente o que faço é no momento de redigir a newsletter mensal de cada grupo fazer uma arrumação e limpeza dos grupos. Poderia efectivamente fazer melhor, mas precisaria investir mais tempo que não tenho. Quando surge alguma discussão que me interessa pessoalmente participo como qualquer utilizador, partilhando a minha opinião com os restantes membros.

J.Lascas Linkedin

Marketing Portugal – Qual o segredo para ter 4 grupos de tanto sucesso no Linkedin (Sales & Marketing Portugal, Business Ideas PortugalBusiness & Jobs EUROPE e Business & Jobs PORTUGAL)?

Jorge Lascas – Quando na questão refere “sucesso” penso que se refere a ter muitos membros. Antes de responder permito-me esclarecer que o sucesso de um grupo não tem que ser medido pelo número de membros. Por exemplo um grupo com 100 membros, mas muito específico no seu âmbito pode ser mais interessante para certos utilizadores do que um grupo com 5.000 membros mas muito abrangente.

Quanto ao segredo para ter um grupo com muitos membros, posso dar alguns tópicos:

1 – Nome e âmbito: Um nome e âmbito abrangente irão atrair muito mais utilizadores. O “Business & Jobs Portugal” é o caso. A grande maioria dos utilizadores do linkedin tem ou quer ter um emprego ou um negócio. Assim, é muito fácil os utilizadores identificarem-se com o grupo e quererem tornar-se membros.

2 – Comunicação activa: Comunico regularmente com os membros dos grupos através da newsletter mensal e anúncios regulares, onde faço sempre um apelo à sua actividade no grupo e divulgação junto dos seus contactos. Há sempre membros que respondem positivamente ao apelo e apoio a expansão dos grupos. É aos membros que devo a expansão dos grupos.

Marketing Portugal – Muitas pessoas questionam – O que ganha uma pessoa em criar grupos e “perder” o seu tempo a dinamiza-los. Quer responder?

Jorge Lascas – A minha actividade online é parte de uma estratégia de marketing pessoal. Utilizo a minha presença online como uma ponte para um conhecimento offline, para um conhecimento real das pessoas. Nesse aspecto é muito gratificante, pois muitas das pessoas que conheço no decorrer da minha actividade já tiveram de alguma forma um contacto comigo online, o que facilita a aproximação e a criação de uma relação de confiança. Na minha actividade comercial na Monofásica recebo pedidos de cotação para trabalhos vindos de contactos que conheço online. Organizo regularmente eventos e workshops em que os participantes vêm exclusivamente da divulgação nas redes sociais. Sou regularmente contactado por empresa de executive search, interessadas em saber mais sobre a pessoa por trás de tanta pró-actividade online. Para mim é como estar a investir num seguro de saúde, acidentes pessoais, trabalho e vida, num só pacote.

Marketing Portugal – É financeiramente viável e recompensador este trabalho online?

Jorge Lascas – Na minha actividade profissional é muito difícil medir o retorno do investimento de tempo passado nas redes sociais no curto prazo. Para mim é um investimento a médio prazo (3 a 5 anos) e ainda é cedo para fazer um balanço, mesmo que provisório. No entanto acredito que para certas actividades, como por exemplo um consultor financeiro, o retorno financeiro possa ser muito mais rápido, mesmo até a partir do primeiro dia.

Marketing Portugal – Mudando de assunto. O Jorge assume publicamente que tem como objectivo ser o especialista, número 1, em Marketing Pessoal. Em que consiste esta temática e o que o tem fascinado para traçar objectivos tão ambiciosos?

Jorge Lascas – Tenho efectivamente investigado e desenvolvido o conceito de Marketing Pessoal. Existem várias razões para esse posicionamento. Em primeiro lugar porque gosto do tema. Interessa-me. Também porque não identifiquei em Portugal ninguém que tivesse abordado o tema da forma que o vejo. Há portanto uma porta aberta para este posicionamento. Tenho visto algumas coisas sobre Marca Pessoal, mais focado na imagem do que na essência do indivíduo. O conceito de Marketing Pessoal que quero desenvolver começa por olhar primeiro para o interior da pessoa, os valores, os objectivos, a estratégia para depois passar para a comunicação, a imagem e o restante mais exterior, de forma transversal, coerente e equilibrada. O meu objectivo não é inventar nada, até porque acho que não há nada para inventar neste campo. Acho o desafio é sistematizar, desenvolver uma metodologia que seja fácil de transmitir e se possa relacionar com resultados.

Marketing Portugal – De que forma o Marketing Pessoal pode ajudar um profissional?

Jorge Lascas – O Marketing Pessoal na forma que o entendo ajuda qualquer pessoa, quer na sua relação com a família ou os amigos, quer na sua actividade profissional. Abordando o lado profissional, todas as pessoas, de forma mais ou menos sistematizada fazem acções de Marketing Pessoal na sua actividade profissional. Um funcionário que tem como hora de entrada na empresa as 9h00 e que religiosamente chega às 8h50, está a promover o seu Marketing Pessoal. Já o funcionário que sistematicamente chega às 9h30, com desculpas esfarrapadas, está a prejudicar a sua imagem na empresa. O Marketing Pessoal é um processo de melhoria contínua, que se pode começar em qualquer idade ou fase da vida, e que nunca deve parar. O que obtemos está directamente relacionado com o que somos e o que fazemos. Se estivermos sempre a melhorar quem somos, se fizermos mais e melhor, estaremos em condições de atingir mais rapidamente e ter objectivos mais ambiciosos.

Marketing Portugal – As pessoas, nomeadamente os profissionais, já estão consciencializados para a importância do Marketing Pessoal?

Jorge Lascas – Existem muitos profissionais que de forma intuitiva já o praticam há muitos anos. Basta que pensemos nas pessoas que consideramos como especialistas, vencedores, gurus, em qualquer actividade profissional, académica, desportiva, do espectáculo. São casos de sucesso em Marketing Pessoal. Penso que poucas pessoas olham para o tema e o abordam de forma metódica e sistematizada. Assim como há muitas pessoas que são verdadeiros casos de estudo de anti-marketing pessoal.

Marketing Portugal – Pode dar-nos algumas dicas, genéricas, de como podemos trabalhar o nosso Marketing Pessoal?

Jorge Lascas – Posso falar de algumas ferramentas muito úteis para desenvolvimento do Marketing Pessoal:

1 – Programação Neuro Linguística: Ferramenta muito útil para para conhecer a forma como o nosso cérebro processa a informação.

2 – Coaching: Conhecer o processo de coaching, as suas metodologias e abordagens pode ajudar o indivíduo a atingir resultados mais rápidos no processo de evolução e melhoria pessoal.

3 – Networking: Uma coisa que nunca vai mudar é que o mundo é comandado por relações pessoais. As empresas são compostas por pessoas. As decisões são tomadas por pessoas. A nossa evolução pessoal e profissional está directamente relacionada com as pessoas que conhecemos e como interagimos com elas. Temos que apostar no crescimento da nossa rede de contactos.

4 – Redes Sociais – A presença nas redes sociais deve fazer parte da estratégia de Marketing Pessoal.  São um excelente catalisador. Podem fazer as coisas acontecer mais rapidamente e de forma global, sem fronteiras.

NWeventos Open Networking

Marketing Portugal – O Jorge está altamente empenhado em dinamizar a sua rede. Criou agora o OPEN NETWORKING LUNCH. Qual o objectivo e como tem corrido esta iniciativa?

Jorge Lascas –O Open Networking Lunch permite que qualquer pessoa saiba que tem um local onde pode ir e conhecer pessoas novas, qualquer que seja o seu objectivo. É um almoço que acontece todas as sextas-feiras no restaurante Brisa do Rio situado em Lisboa no Parque das Nações Norte e de forma aberta recebe todos os participantes numa perspectiva de partilha, de entre ajuda profissional. Já aconteceu 3 vezes com cerca de 15 pessoas de cada vez, onde há sempre repetentes e novos participantes. Qualquer pessoa pode ir só uma vez, todas as semanas ou quando puder e quiser. Penso que é um formato de sucesso e que irá expandir até para outras cidades.

Marketing Portugal – No Ignite Lisboa, começou a sua apresentação como um verdadeiro humorista. Considera esta característica indispensável para um orador se aproximar da plateia? Que outras características destaca para se ser um bom orador?

Jorge Lascas – É talvez a pergunta onde estou menos à vontade. No Ignite foi a terceira vez que falei em público, tendo a primeira vez acontecido há cerca de 2 meses. Tenho pois uma reduzida experiência. Não quer dizer que não tenha a minha opinião sobre o assunto. Dependendo do local, do público, do tema, pode ou não ser adequado lançar uma piada. Mas normalmente começar uma apresentação com uma piada ajuda a soltar o orador, o público e criar ligação entre ambos. A piada não estava prevista na minha apresentação, mas achei adequada por fazer ligação à apresentação de outro orador. Isto também acho importante quando fazemos uma apresentação numa sequência de oradores, procurar ligar a nossa apresentação com as outras. Existem também questões mais técnicas como a postura, a colocação da voz, a forma de olhar para a plateia, os gestos. Mas aqui também ainda muito tenho a aprender e desenvolver.

Marketing Portugal – Sabemos que o Jorge Lascas tem inúmeros projectos. O que poderemos esperar de Jorge Lascas nos próximos tempos?

Jorge Lascas – A novidade que posso lançar em primeira mão é que estou a escrever um livro sobre Marketing Pessoal. Sobre o meu conceito de Marketing Pessoal. Espero fazer o pré-lançamento online nas redes sociais no fim de Abril e que esteja pronto em Dezembro deste ano. É um grande desafio mas que é fundamental para sistematizar o conceito de Marketing Pessoal e massificar a sua divulgação.
Marketing Portugal – O Jorge já escreveu um artigo para o Marketing Portugal, sobre Marketing Pessoal. Porque decidiu entrar neste “barco” e de que forma considera que o Marketing Portugal poderá ser uma mais-valia para os seus leitores?

Jorge Lascas – A colaboração com o Marketing Portugal engloba muitos dos temas abordados nesta entrevista. Conheci o Paulo Morais online, nas redes sociais, e iniciou-se uma comunicação regular entre nós. O Paulo ficou a saber o que eu faço e eu fiquei a saber o que o ele faz. Daqui surgiu o contacto com o projecto com o qual me identifiquei. Apresentei logo a minha disponibilidade para colaborar. Penso que o Marketing Portugal é um excelente projecto do qual beneficiam pessoas e empresas. Os profissionais e estudantes de marketing têm uma fonte de informação e conhecimento de qualidade. As empresas têm acesso a profissionais em diversas áreas do marketing que podem consultar para melhorar o seu negócio. Será interessante ver o desenvolvimento e consolidação do projecto e é uma honra poder participar.

Turbulência: Da natureza para o mundo dos negócios

Nos dias de hoje turbulência é uma das palavras mais ouvidas/ditas no mundo dos negócios. De facto, cada vez mais, as pessoas estão consciencializadas de que a turbulência veio para ficar e os tempos clássicos de normalidade dificilmente voltaram a existir. A turbulência e o risco de “caos” serão a normalidade no presente e no futuro.

Antes de dizermos o que quer que seja, convém perceber o verdadeiro significado de turbulência, que tal como na natureza, podemos caracteriza-la como um comportamento agitado e violento, lembremo-nos de furacões, incêndios, inundações e tsunamis.

Não é preciso recorrer ao passado longínquo para encontrar vários cenários de turbulência que se tornaram devastadores para muitas empresas – o tsunami do Oceano Pacifico de 2004 e o atentado de 11 de Setembro de 2001, em Nova Yorque .

No mundo dos negócios podemos caracterizar a turbulência como uma alteração, imprevista e rápida, no ambiente interno ou externo, que influenciam, directa ou indirectamente, o desempenho das companhias.

Actualmente vivemos na “era da turbulência” causada pelo desastre financeiro que se instalou nos Estados Unidos em 2008. Foi uma crise que embora tivesse dado muitos sinais de alerta, instalou-se rapidamente e apanhou muitas companhias de surpresa.

Tem sido uma “luta” tentar prever o fim da crise, já em Outubro de 2008, quando questionaram o economista e prémio Nobel – Gary Becker – sobre quando acabaria a crise, a sua resposta foi curta e clara – “ Ninguém sabe. Eu não sei de certeza”. De facto o tempo das “previsões” é cada vez mais posto em causa.

O que poderá causar turbulência?

A turbulência no mundo dos negócios pode se instalar de diferentes formas, criando mais ou menos “caos” junto das empresas.

Por exemplo, na Indústria Farmacêutica, a entrada de medicamentos genéricos e as constantes promoções para a utilização de genéricos, causaram uma imensa turbulência nas companhias com produtos inovadores. Por outro lado, a lei imposta pelo governo, para a descida de 30% no preço dos genéricos, causou turbulência, não só no mercado dos genéricos, mas também dos éticos de marca, que se viram obrigados a tomar medidas para se manterem competitivos.

Uma medida, mesmo que não esteja directamente relacionada com a nossa companhia, pode facilmente causar turbulência em todo o mercado, com repercussões devastadoras para quem não se prepara.

Podemos então afirmar que existem vários factores que poderão causar turbulência nos mercados. As empresas que hoje são líderes e têm projectos inovadores, amanha podem deixar de o ser.

Factores:

  • Avanços tecnológicos
  • Aumento da informação
  • Ascensão dos BRIC (Brasil, Rússia, ìndia, China)
  • Hiperconcorrencia (a vantagem competitiva deixa de ser sustentável a longo prazo)
  • O ambiente (como por exemplo, o crescimento dos “movimento verde”)
  • O “empowerment” dos Stakeholders (deixam de ser agente passivos nas organizações e passam a ter papeis activos)

Ignorar estes factores e continuar agarrado à “normalidade clássica” irá por em causa a sobrevivência de toda a companhia. Qualquer um destes factores, rapidamente, poderá causar turbulência nos mercados e obrigará as empresas a estarem atentas ao que se passa em cada um deles, procurando desenvolver planos de contingência para cada “cenário”.

O que se verifica em tempos de turbulência é uma alteração de paradigmas. “O que era deixa de ser”, ou seja, uma empresa líder, depois de um período de turbulência, pode perder essa liderança facilmente, pois a turbulência por vezes instala o caos, que se traduz em obstáculos para uns e oportunidades para outros, condicionando todas as tomadas de decisão.

As respostas erradas da gestão, em tempos de turbulência, podem condicionar o desempenho de toda a empresa, conduzindo-a mesmo à falência.

Como respondem alguns líderes de negócio na “Era da Turbulência”

Muitos gestores e líderes, têm como principal preocupação a “retenção” de custos, esquecendo as oportunidades que um momento turbulento pode trazer para a sua empresa.

Sem dúvida que uma das preocupações da gestão em tempos de turbulência, deve ser, reduzir as despesas improdutivas, principalmente em áreas de excessos. O importante é saber manter a calma para encontrar as referidas despesas.

A realidade é que o excesso de confiança de muitos gestores, não lhes permite querer ver os verdadeiros perigos, ignorando o periodo dificil que se poderá instalar. Depois, quando existe, por exemplo, uma recessão económica, a solução que encontram é efectuar cortes em todos os sectores – Marketing, I&D, RH. Após a crise, voltam a efectuar fortes investimentos à procura de reconstruir o que foi mal feito, mas continuando sem “aprender a lição”.

Esta abordagem é sem dúvida o problema de muitas companhias, que na “era da turbulência”, são questões muitas vezes sem recuperação possível.

Alguns dos erros mais comuns, cometidos por líderes de negócio quando a turbulência os atinge são;

  • Alocação de novos recursos que interferem de forma negativa com a estratégia e com a cultura de empresa. Nem sempre mudar os líderes é a solução.
  • Cortes em despesas indispensáveis para o desempenho da empresa
  • Tomam medidas rápidas, com o objectivo de preservar o “cash flow”, colocando em risco os stakeholders
  • Redução nas despesas de Marketing, marca e desenvolvimento de novos produtos
  • Diminuição das vendas e redução dos preços
  • Desligam-se dos clientes através da redução dos custos relacionados com as vendas
  • Cortes nas despesas de Formação e desenvolvimento dos RH
  • Subestimar os fornecedores e distribuidores

Com este tipo de decisões, muitas companhias perdem o seu “core”, o seu “know-how” e até a sua capacidade de inovação, sendo completamente ultrapassadas por concorrentes mais audazes – perdem vantagem competitiva.

Uma companhia que em época de turbulência despede um colaborador talentoso, tem que se lembrar que esse colaborador, possivelmente, será aproveitado pela concorrência. Tem que ter em conta também, que ao desinvestir em Marketing, está a dar espaço para a concorrência se instalar, assim como se opta por reduzir no desenvolvimento de novos produtos, está a condicionar o tempo de vida da empresa, visto que os ciclos de vida dos produtos são cada vez mais reduzidos.

Prepare-se da melhor forma para receber a turbulência

Preparar-se para o pior, não é a única forma de sobreviver à turbulência, apenas é a mais previsível. Em tempos de turbulência, os líderes têm que ter o “sangue frio” para segurar a empresa e mantê-la competitiva, para quando a turbulência estagnar, se manter bem posicionado no mercado.

Por outro lado, é o cenário de oportunidades para empresas que procuram novas soluções, penetrar em novos mercados ou arriscar na conquista de quotas mais significativas. É preciso estar atento a todos os “sinais de alerta” e não se pode desprezar nenhum deles.

É indispensável que as companhias instalem na sua cultura empresarial, a importância da criação de “cenários de turbulência”, ou seja, cada departamento deve tentar prever o que de melhor ou de pior lhe poderá vir a acontecer, procurando soluções que sejam implementadas, rapidamente, em alturas de turbulência. Mas recordo que, não é possível prever o verdadeiro impacto da turbulência, apenas ajuda a tomar algumas precauções.
As companhias devem ser capazes de criar sistemas de gestão de caos, para de alguma forma desenvolverem estratégias para responder aos “cenários chave” detectados por toda a companhia. Toda a companhia deve estar orientada para este sistema e ter uma forma de partilhar informações recolhidas, quer no terreno, quer através de pesquisas ou de conversas dentro do sector.

A construção destes “cenários chave” serve, não só para a companhia se proteger de eventuais vulnerabilidades, causadas pela turbulência, mas também para detectar novas oportunidades. Já existem algumas companhias que esperam por momentos de turbulência para lançar novos produtos para o mercado.

George Day e Paul Shoemaker, no seu livro “visão periférica; identificação de sinais que podem criar ou destruir o valor da sua empresa”, recomendam que os líderes de negócio saibam responder a 8 questões base para criar um sistema de alerta prévio (SAP) para a “era da turbulência”

  • Quais foram os nossos “pontos mortos” no passado? O que é que está a acontecer agora nesses “pontos mortos?”
  • Existe alguma analogia esclarecedora e oriunda de outra indústria?
  • Quais os sinais importantes que estamos a ignorar?
  • Quem é que, na nossa Indústria, tem capacidade de captar os sinais fracos e é capaz de agir em relação a eles antes de todos os outros?
  • O que é que os nossos colaboradores nos tentam dizer?
  • Que futuras surpresas nos podem verdadeiramente prejudicas ou ajudar?
  • Que tecnologias emergentes podem mudar o “jogo”?
  • Existe algum cenário impensável?

Todos os líderes e gestores de uma companhia devem estar orientados para responder a estas questões frequentemente, que a “resposta de hoje, pode não ser igual à de amanha”.

Não seja como uma “tripulação a bordo de um avião”

O importante é não ignorar os sinais de alerta. Philip Kotler no seu livro – vencer em tempos de caos – faz uma comparação entre muitos líderes de negócio e os tripulantes de um voo, passo a citar;

«Quando uma tripulação de bordo dá instruções sobre o que efectuar “no improvável caso de descompressão da cabine ou amaragem.”, a maioria não encara com seriedade o que fazer no caso de uma emergência deste tipo, pois permanece emocionalmente e intelectualmente afastada da própria ideia de um acontecimento tão devastador»

Mesmo que as “dicas” sejam indispensáveis para a população (ou empresa) sobreviverem a uma situação de turbulência, existe uma exagerada sensação desconfortável que faz com que o ser humano não se preocupe a aprender a sobreviver a uma fatalidade que de facto pode acontecer, ou seja, no exemplo de Kotler, a população ignora os SAP, o que pode, exactamente como no mundo dos negócios, ser fatal.

O “caos” de muitas empresas no mundo dos negócios não está em serem incapazes de ver a solução, mas sim na ineficácia para encontrar o verdadeiro problema e soluciona-lo.

As competências bases para um líder actual

Kotler e Caslione, defendidos por Tom Peters, defendem que os líderes devem procurar desenvolver competencias para se tornarem;

  • Reactivos (saber reagir rapidamente)
  • Fortes (aguentar o stress, as pressões e estar apto para lidar com variações por vezes imprevisíveis)
  • Resilientes (capacidade de regressar a uma posição inicial depois de ter sofrido um embate)

O CEO e co-fundador da Aple – Steve Jobs –, diz que “aqueles que são suficientemente loucos para acharem que podem mudar o mundo, são aqueles que o fazem”.

Conclusões finais:

1-     A normalidade dos mercados já não é como era, nos dias de hoje a normalidade tem presente a turbulência, independentemente dos factores em causa.

2-     Mantenha uma visão periférica, é importante que saiba tomar medidas favoráveis no curto prazo, no momento da turbulência, sem “destruir” a cultura e a estratégia da empresa no médio/longo prazo.

3-     Diz-nos o passado que todas as crises e momentos de turbulência são passageiros, tenha isso em conta quando tomar medidas drásticas para satisfazer o “curto prazo”.

4-     Mantenha-se competitivo. Não despeça por despedir, não corte nos custos apenas para tornar os números financeiros dos custos mais favoráveis ao momento da crise. Lembre-se que em cada despedimento e em cada “corte” nos investimentos (recursos tecnológicos, marketing, I&D, desenvolvimento de produtos, etc.) está a dar espaço para a concorrência.

5-     Quando despede um talento para “cortar” nos números, lembre-se que esse talento vai ser agarrado pela sua concorrência. Quando a crise passar, correrá sérios riscos de sentir falta dos cortes que fez e irá ver a sua empresa perder quota de mercado.

6-     Mantenha-se calmo à procura dos custos/investimentos improdutivos.

7-     Não ignore os Sinais de Aviso Prévio (SAP). Não se comporte como uma tripulação a bordo, esteja atento e registe toda a informação que conseguir.

8-     Prepare-se para a turbulência. Crie vários cenários, os melhores e os piores. Desses cenários “filtre” os cenários – chave. Elabore resposta estratégicas para cada um deles e saiba agir na “era da turbulência”, calcule a probabilidade de ocorrência e o impacto que cada um pode ter na companhia.

9-     Não dedique todo o seu tempo à procura de soluções. Dedique-se a encontrar a origem dos problemas e procure resolve-los. Um problema mal resolvido pode criar turbulência em qualquer altura.

10- Não se torne um “workaholic”, procure o seu espaço para pensar e “relaxar” antes de tomar decisões.

11- Certifique-se de que estão todos em sintonia. Seja verdadeiro e realista. Envolva todos os colaboradores no processo.

12- Estimule as questões e as novas ideias

13- Siga o conselho de Steve Jobs, seja louco, procure mudar o mundo, mesmo na “era da turbulência”. Aposte e apoie projectos inovadores e diferenciados. Marque a diferença!

14- Não deixe que o medo e a incerteza tomem conta das suas decisões. Seja racional

Referências:

Philip Kotler e John A. Caslione – “Como vencer em tempos de caos”,

Alan Greenspan – “A Era da turbulência: Contribuições para um mundo em mudança”

Adrew S. Grove – “Só os paranoios sobrevivem”

Tom Peters  e Bob Waterman – “Na senda da Excelência”

George Day e Paul Shoemaker – “visão periférica; identificação de sinais que podem criar ou destruir o valor da sua empresa”

Este artigo foi adaptado de uma publicação na Pharmagazine

Sobre o Autor

DSCN0761Paulo Morais

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Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa

Estudo Microsoft prevê que uso Internet ultrapasse a Televisão já em Junho 2010

 

Estudo sobre o comportamento dos internautas europeus e as tendências de proliferação do uso e acesso à Internet no futuro promovido pela Microsoft revelou que em Portugal, entre outros indicadores, existem já mais de 4 milhões de utilizadores de Internet, que passam 34% do seu tempo online. Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%). Todas as alterações comportamentais deram origem a uma nova geração de redes sociais. Por esta razão, as estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” para “milhões de audiências”, de forma a maximizar o ROI para os anunciantes.

Principais conclusões do Estudo Microsoft

”A Europa inicia sessão: As tendências actuais e futuras da Internet”:

• Em Portugal existem mais de 4 milhões de utilizadores de Internet que passam 34% do seu tempo online, mais do que o tempo passado a ler material impresso, a ver filmes ou a jogar videojogos(1).

• Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%).

• Prevê-se que o consumo de Internet ultrapasse a TV tradicional em Junho de 2010: 2,5 dias por mês passados na Internet versus 2 dias passados a ver TV tradicional(3), o que significa uma mudança na forma de consumo e não um decréscimo de utilização da televisão ou do computador.

• Crescimento da popularidade do PC e do telemóvel como ecrãs alternativos de TV e conteúdo digital: os utilizadores acedem cada vez mais à Internet através de IPTV, consolas de jogos e telemóveis. O tempo passado na Internet através de um PC será reduzido de 95% (actualmente) para 50% nos próximos 5 anos(5), graças à proliferação do acesso à rede através de dispositivos alternativos ao computador.

• Todas estas alterações deram origem a uma nova geração de redes sociais. A socialização da Internet irá continuar à medida que a conectividade social se torna comercial e que a Internet móvel continua a crescer, permitindo aos anunciantes personalizar e aumentar a relevância do seu público-alvo.

• As estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” e tentar atingir o máximo de pessoas possível, para “milhões de audiências”, “alvos” individuais, de forma a aumentar substancialmente a importância das campanhas e maximizar o ROI para os anunciantes.

Mais info: MICROSOFT

Marketing de consciência social

A Responsabilidade Social das Empresas está na moda, tornando-se num imperativo para muitas empresas, principalmente aquelas com maior visibilidade. Ou seja, a integração de preocupações sociais e ambientais na actividade das organizações.

Disto resulta o aparecimento do denominado Marketing Social cuja actividade se centra no desenvolvimento de acções que visam a adopção por parte das organizações de atitudes, comportamentos e práticas, orientadas de acordo com princípios éticos.

Mas, mais que uma verdadeira consciência social, esta correspondem a meras iniciativas que visam fundamentalmente a criação de “goodwil” junto dos seus stakeholders.

Na verdade, mais que acções para as organizações demonstrarem que se preocupam realmente com os cidadãos e com o futuro do meio-ambiente, os departamentos de marketing são confrontados com a necessidade de “fazer algo” com o orçamente disponibilizado pelas benesses fiscais proporcionadas pela Lei do Mecenato (DL Nº 74/99).

A verdadeira preocupação das Administrações continua a ser a de crescer, de aumentar os seus lucros, por vezes, colocando em causa tudo aquilo que as suas actividades sociais parecem demonstrar.

Senão vejamos: os departamentos de vendas e de marketing são constantemente pressionados, mesmo sem criação de valor aparente, para encetarem iniciativas que levem a um aumento das vendas, conquista de quota de mercado e, em simultâneo, uma constante pressão sobre a redução dos custos de produção.

A verdade é que está na hora das famílias trocarem de carro, mesmo que este tenha apenas quatro anos e esteja em óptimas condições mecânicas; é imperioso fazerem uma nova viagem que transcenda a anterior, ou então consumirem um novo tipo de alimento rico em fibras ou vitaminas…

Até quando?

Os acontecimentos recentes vieram demonstrar que esta necessidade quase doentia pelos resultados imediatos, pelos chorudos bónus dos gestores, levou às organizações e os seus departamentos de marketing a encetarem iniciativas que chegaram mesmo a criar artificialmente necessidades nos seus públicos.

Obviamente que o marketing não cria necessidades: apenas as procura descobrir e tenta cumprir de forma mais satisfatória que a concorrência. No entanto, é claro que as constantes campanhas de comunicação acabam por gerar, mesmo que inconscientemente, necessidades para determinados produtos ou até necessidades de afirmação social que levam as pessoas ao consumo desmedido e a um endividamento muito para além das suas capacidades.

Diariamente somos confrontados com ofertas de crédito ao consumo que apenas têm conta o rendimento e o histórico financeiro do indivíduo ou da sua familiar. É impossível que, em apenas alguns minutos, os sistemas informáticos, mais que uma avaliação da capacidade de endividamento, façam uma avaliação clara da capacidade de pagamento futuro das obrigações contratualizadas. A verdade é que não têm em conta os montantes já em dívida não registados nos sistemas financeiros; não conseguem diagnosticar a sua estabilidade laboral ou até mesmo estabilidade familiar!

Sei que é um pouco utópico pensar em administrações e departamentos de marketing preocupados com o dia-a-dia dos seus clientes ou dos seus problemas pessoais.

No entanto, é hora do Marketing tomar consciência que ajudar as organizações a vencer a todo o custo é levá-las a criar situações que podem gerar o seu desaparecimento, torna-se urgente ajudá-las a tomar consciência que é possível vencer sem por em causa o futuro dos seus públicos e, consequentemente, o seu próprio futuro.

Como prova poderia apresentar uma Congregação de Freiras francesas (cujo nome não recordo) que criou um Fundo de Investimento com uma carteira de acções que segue de forma escrupulosa os preceitos da religião cristã – por exemplo, todas as empresas farmacêuticas ficam de fora da sua carteira pois estão directamente ou indirectamente ligadas a produção de anticoncepcionais ou de fármacos utilizados nas práticas abortivas; também empresas cuja produção se situa em países referenciados pela exploração de trabalho infantil, ficam automaticamente excluídas. Curiosamente – ou talvez não – este fundo tem conhecido uma elevada procura por parte de investidores.

Também muitas instituições financeiras efectuaram adaptações para poderem operar em países muçulmanos onde a cultura/religião torna difícil operações financeiras porque, para além de outras particularidades, proíbe a usura e os investimentos estão sujeitos à aprovação da autoridade religiosa.

Por isso, mais que o marketing Social, defendo o aparecimento de um verdadeiro Marketing de Consciência Social.

Sobre o autor:

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Paulo Moreira

Licenciado em Relações Internacionais pelo ISPAB, fez o MBA na EGE – Atlantic Business School. Neste momento encontra-se a desenvolver a sua Tese de Mestrado na Faculdade de Economia do Porto na área da Gestão da Marca Cidade.Desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área do Marketing e Comunicação, em organizações B2B, como o Grupo Amorim e o Grupo Maxit, tendo sido igualmente responsável pela comunicação do projecto de construção do Metro do Porto.

City Marketing

O termo City Marketing (marketing turístico) foi introduzido na literatura Europeia nos anos 80, o marketing turístico é uma forma simples de atrair pessoas a visitar um destino, e o sucesso deste depende de repetir visitantes.

Um país com cidades fortemente turísticas deve ser uma forte marca na atracção de investimentos e negócios, deve promover a industria turística, deve promover diplomacia politica, deve promover interesses de exportação industrial e uma forte identidade nacional, assim como respeito próprio e pelos outros.

Uma cidade tem como objectivo assegurar infra-estruturas, desenvolvimento económico e segurança aos seus residentes para que possam criar uma boa recepção aos visitantes. Desenvolver uma cidade turística pode mudar a imagem da cidade para positivo, devido a mudanças económicas positivas e a atracção de novos residentes e novos negócios. A cidade deve ser tratada e cuidada como se de uma marca se tratasse, ela não deve ser apenas um slogan, ou um logótipo, um panfleto a publicitá-la, mas deve ser tratada como algo mais.

Para promovermos uma Cidade turística terá que ser criado um slogan, e este terá que ser revisto de tempos a tempos, para que a sua mensagem seja sempre eficaz. O nome Albufeira será suficientemente distinto de muitos outros? O ideal seria o nome vir incorporado num slogan para melhor ser promovido entre os turistas e para ao mesmo tempo ser distinto de muitos outros. Este slogan teria que ser usado frequentemente e teria de ser impactante, ser mais que só palavras para realmente promover a cidade e reflectir a sua hospitalidade, criando relações de paixão pela própria marca, exemplo: Only in San Francisco”.

A cidade de Albufeira também tem uma cultura própria e é essa mesma cultura que deve ser usada para promover a marca Albufeira para que esta se diferencie e se distancie das restantes e das cidades concorrentes e crie a sua própria personalidade. E será que existe alguém famoso que lá tenha nascido e que se tenha tornado célebre? Seria uma mais-valia poder usar a imagem dessa pessoa para promover a cidade e atrair turistas.

Um dos pontos fulcrais a ter em reflexão será a imagem utilizada actualmente para promover a cidade, será esta suficientemente positiva para reflectir o seu brilho?  

A cidade como produto só pode ser conhecida e experienciada depois de se viajar até ela. Consequentemente então o produto/cidade é também o produto/lugar, que pode ser consumido em diferentes níveis e por diferentes géneros de consumidores. A cidade poderá ser direccionada a diferentes targets, se assim for, poderá ser imposta uma estratégia para consumidores por exemplo de classe alta, (com elevado poder de compra, casais maduros e terceira idade), e em simultâneo para classe média (jovens com médio poder de compra, independentemente da nacionalidade).

Desenvolver o turismo requer também segmentar potenciais visitantes em diferentes grupos e depois analisar o melhor para atrair visitantes á cidade.

Se o target for mais que um grupo deveremos desenvolver diferentes mensagens promocionais. Pode ser segmentado por género, idade, ocupação, ciclo familiar etc. A cidade pode criar pacotes turísticos e vende-los aos seus clientes, através de agências de viagens obviamente preferidas pelo target.

Como é que os turistas jovens vêm Albufeira? Será que se precisa de uma imagem da cidade criada em separado para atingir os jovens? Uma marca pode ser criada na mente do consumidor, ela diferencia-se dos seus produtos competitivos, cria emoções.

A promoção estratégica de uma cidade é fundamental, mas por outro lado, também é um verdadeiro desafio, porque para se auto promover uma cidade só  poderá fazê-lo através de uma única imagem de cada vez, e o que na realidade ela tem para oferecer é inatingível.

O marketing na cidade é único, porque é um serviço, é uma ideia, é uma experiência. Existem alguns pontos para criar uma imagem positiva e eficaz de uma cidade turística. Dar ênfase aos edifícios, monumentos, sistemas de transportes e ruas, criar uma boa imagem através da beleza, excitação, charme, valor artístico, live style, valores dos residentes locais, simpatia e atitude amistosa dos residentes, etc. Juntar características únicas , particulares que consigam posicionar a cidade como única, original, diferente.

A cidade como produto é parte da experiência que o turista quer adquirir, a imagem que ela transmite, os serviços e eventos produzidos na mesma, é o que deve ser promovido na comercialização de um destino turístico. Exemplo de uma CIDADE/MARCA Paris ou CIDADE/MARCA Londres.

A Cidade deve ser promovida através de packaging, da marca, slogan, (como falamos anteriormente), e colocá-los na mente do potencial visitante, juntamente com os benefícios que uma visita irá proporcionar. Criar um plano de produção, relações públicas, incentivos de marketing directo etc. E certificar-se que esta promoção é bem transmitida e chega aos meios de comunicação que a levam ao consumidor.

Algumas cidades em Portugal, Sagres, Portimão, Óbidos são consideradas com estratégias bem definidas, que apostam na sua própria marca, Óbidos característico pela sua beleza e pelas muralhas que rodeiam o centro histórico, distancia-se com eventos como o Festival do Chocolate patrocinado por grandes marcas, dá grande notoriedade à cidade e torna-a numa referência do nosso país. A cidade de Portimão também tem vindo a provar ser digna de referência; Segundo a revista Marketeer, a cidade já é o segundo destino Português mais procurado na internet quando se pesquisa o motor de busca mais solicitado. A prova de que Portimão aposta na sua cidade e na promoção da mesma, foi a Conferencia Internacional de Marketing Places realizada a 24 Junho 2009, onde teve como convidado de honra o já chamado “pai do marketing” Philip Kotler, entre outros convidados não menos importantes.

A câmara de Portimão já é chamada por muitos como a Câmara Movimento, pelos eventos constantes que estão sempre a relembrar a cidade como aquela onde tudo acontece.

A cidade deve ser avaliada como potencial turístico, as suas características físicas devem ser analisadas, para determinar o que pode ser usado para atrair turistas. Mas também deve ser analisada quanto aos benefícios que a experiencia da visita pode proporcionar.

Teremos nós objectivos claros da nossa estratégia de marketing para atrair turistas ao Algarve? Será que uma Cidade como Albufeira tem a sua estratégia bem definida?

Referencias Bibliográficas:

Marketing Places, Philip Kotler, Donald H. Haider, Irving Rein
How to Brand Nations Cities and Destinations, Teemu Moilanen and Seppo Rainisto
Revista Marketeer, Edição Janeiro 2008

 

Sobre o autor

Sara MoreiraSara Moreira

Licenciada em Design de Comunicação, actualmente frequenta o Mestrado na Universidade Lusófona de Lisboa em Ciências da Comunicação, Marketing e Publicidade.

Estratégia de Social Media da Coca-Cola

Coca-Cola facebook

 

A Coca-Cola é sem dúvida uma das empresas que melhor “gere” as suas redes.
É considerada a empresa nº 1 no Facebook e olha para as redes como uma forma inteligente de colocar a marca nas “mãos do consumidor”.

A Coca-Cola tem apresentado uma postura que só uma grande marca pode apresentar, mas com alguns riscos.

Deixou que os seus fãs, dominassem as redes Coca-Cola, por exemplo, no Facebook a Coca-Cola já foi atacada por diversas marcas/pessoas e são os fãs que defendem a empresa, obviamente estimulados para tal (principalmente com a divulgação de vídeos emocionais).

Clyde Tuggle, vice-presidente sénior de assuntos globais e comunicação, adianta mesmo que a Coca-Cola é uma marca do consumidor, e cada vez que pensavam que a marca era deles, corria mal. Os consumidores fazem a Coca-Cola!

A Coca-Cola aprendeu ainda a valorizar estas redes, deixando de as usar apenas para atrair “público” para o seu site. É importante envolver o consumidor e deixa-lo conduzir os valores da marca.

Os resultados falam por si:

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A Essência do Marketing

 

O Marketing é uma área absolutamente fascinante. Entranhado no nosso quotidiano, em situações tão naturais como a compra de uma marca de vinho, o Marketing é o elemento central da agitação da nossa actual sociedade contemporânea. Amado por uns – por aqueles que o entendem na perfeição -, mas odiado por outros – por aqueles que não percebem e continuam a não querer perceber a sua verdadeira beleza e essência, e que o vêm como um “centro de custos” -, o certo é que o Marketing é um activo de valor inquestionável para quem se apodera da sua real e verdadeira essência.  

Esta vertente estratégica da gestão das empresas começa a ganhar vida (e sentido), quando, junto de certos consumidores, a quem tecnicamente chamamos públicos estratégicos, ou públicos-alvo, se origina o conceito de troca, isto é, um conjunto de transacções estabelecidas entre a oferta e a procura, que ocorre porque uma das partes (a procura) vê nessas transacções um “pacote” de benefícios que vão de encontro às suas necessidades (e expectativas, podendo mesmo as superar) e desejos, e que, por certo, supera o respectivo “pacote” de custos, contribuindo, assim, para a concretização dos seus objectivos. Se o Marketing objectiva, por um lado, a satisfação dos seus públicos-alvo, com base numa proposta de valor distinta, por outro leva também em consideração os objectivos das empresas, dando-se um equilíbrio entre as partes intervenientes. Esta dualidade de benefícios, assente num conjunto de transacções, ocorre num espaço (físico e não físico) que comummente designamos de mercado, não fosse Marketing uma acção no mercado (Market+ing). 

Se a troca e o valor (que pressupõe, obrigatoriamente, uma análise às necessidades e desejos, uma preocupação central do Marketing) são, na essência, os elementos principais para que se possa falar em Marketing, e tendo o mercado como o “palco” principal de actuação, importa agora reflectir sobre as diferentes abordagens que o Marketing “pratica” no mercado, abordagens tais que reflectem a evolução do Marketing ao longo do tempo.

A primeira abordagem, designada de massificação, foi, se assim quisermos dizer, a primeira forma de “fazer” Marketing (também conhecida por Marketing de Massas), tratando-se de uma abordagem praticamente indiferenciada das empresas no mercado, ou seja, as ofertas empresariais (produtos e serviços) caracterizam-se como únicas e igualitárias para todos os públicos, mesmo que estes possuam características homogéneas. Um exemplo vivo desta abordagem aconteceu com o Ford T, onde o legendário Henry Ford referia que qualquer pessoa podia adquirir um Ford T desde que fosse preto. Também sabemos que a Pizza Hut, quando se afirmou inicialmente no mercado, não tinha um leque de ofertas tão vasto como o que possui actualmente. Se uma abordagem massificada ao mercado possui vantagens, designadamente ao nível das economias de escala, rápido se percebeu que esta abordagem estratégica não era, de todo, a mais aconselhável. Factores de mercado, como diferentes necessidades, desejos, gostos e condições económicas por parte dos consumidores, fizeram crer que as empresas que “praticavam” um Marketing de Massas tiveram que adoptar uma nova metodologia de actuação, passando, deste modo, a segmentar o mercado.

A Segmentação de Mercado é uma abordagem que implica dividir o mercado em grupos homogéneos de consumidores, cujas características e perfis são iguais entre si (ou muito próximos), mas diferentes entre os restantes segmentos. A divisão do mercado em grupos homogéneos de consumidores pode ser feita com base em variados critérios, desde os demográficos aos económicos. Aqui convém sublinhar que, um maior número de critérios a utilizar não significa propriamente uma boa segmentação. O mais importante é que tais critérios sejam relevantes, independentemente da sua quantificação. Com base nesta abordagem, surgem dois conceitos de importância capital, definidores do potencial sucesso das empresas que adoptam esta abordagem ao mercado, falando-se expressamente nos conceitos de targeting e posicionamento. O targeting refere-se à escolha dos segmentos (estratégicos) mais adequados para as empresas, cuja decisão pode ser tomada com base em diferentes critérios, como por exemplo, a atractividade económica dos segmentos e as capacidades tecnológicas das empresas em actuar em tais segmentos. Seleccionados os segmentos de mercado com elevado potencial, há que criar na mente dos consumidores (alvo) uma posição distinta, tão distinta que os objectivos das empresas por si só se concretizem. Falamos, assim, no conceito de posicionamento, operacionalizado através de um conjunto de actuações estratégicas, como as políticas de produto e serviço, as políticas de preços, de comunicação e de distribuição, assim como as modernas políticas relacionadas com as pessoas, os processos e os suportes físicos. Mencionam-se, assim, as grandes estratégias centrais de Marketing, as variáveis controladas pelas empresas.

Contudo, e perante uma actual Sociedade contemporânea, caracterizada por consumidores cada vez mais exigentes e informados, com gostos, preferências, características, motivações e atitudes bastante particulares, e perante key players extremamente agressivos, exige-se às empresas uma nova abordagem ao mercado, cuja finalidade passa por ir não ao encontro das necessidades do segmento, mas sim ao encontro das mais profundas necessidades e desejos individuais de cada um dos seus clientes, oferecendo soluções “à medida”. Fala-se, assim, na era da customização. Existem, actualmente, marcas que possibilitam aos seus clientes ofertas personalizadas, como é o caso da Pizza Hut que proporciona a concepção de uma pizza à medida dos gostos de cada um dos clientes, dando-lhes a possibilidade de escolherem os ingredientes e as massas que mais se adequam às suas preferências. Da mesma forma que a Pizza Hut, também a Olá se apercebeu da importância desta abordagem estratégica, dando a possibilidade aos seus clientes de “construírem” o seu próprio gelado. Outro caso vivo desta abordagem passa-se com a Nike, que permite aos seus clientes sacos e sapatilhas de desporto personalizados, por cor e forma, por exemplo.

Esta última abordagem, a da customização, pressupõe que haja um conjunto de relações estabelecidas entre as empresas e os seus clientes (os mais valiosos), uma vez que ir ao encontro de necessidades e gostos individuais requer um conjunto significativo de custos, nomeadamente de tempo. É nesta perspectiva, que surge uma nova abordagem do Marketing, designada de Marketing das Relações, cuja finalidade passa por obter-se um maior envolvimento entre os públicos definidos como alvo e as empresas. Importa sublinhar que o Marketing das Relações não é exclusivo das relações que se estabelecem com os clientes, dirigindo-se também às relações que as empresas estabelecem com outros “actores” que contribuem para os processos de fidelização de clientes, um aspecto central no Marketing das Relações. A título exemplificativo, sabemos que se as empresas não estabelecerem boas relações com os seus fornecedores, ou seja, se não comprarem bem, por certo não venderão bem. Tal como refere Brito (2000), “quem compra mal dificilmente venderá bem”, institucionalizando-se, desta forma, o Marketing das Compras. O mesmo se passa com a gestão das relações que as empresas estabelecem com os seus públicos internos (colaboradores), pois se com eles não se institucionalizarem processos motivacionais e esquemas de recompensa (Marketing Interno), a desmotivação será, por certo, uma constante, correndo-se o risco de não se realizarem bons negócios. Contudo, é na gestão das relações com os clientes que predomina uma maior atenção, não fossem estes a “peça” central que alimenta todo o processo de relacionamento que as empresas têm com os seus diferentes “actores”. É com base nas boas relações que se estabelecem com os clientes, que as empresas encontram o caminho mais seguro para um entendimento profundo acerca das suas necessidades e expectativas, sendo esta uma das preocupações centrais do Marketing, sendo também um caminho seguro para se definirem processos de fidelização, um aspecto tomado em consideração pelo Marketing One-to-One.

O Marketing One-to-One, um desenvolvimento estratégico do Relationship Marketing, assenta numa exploração mais “íntima” das relações que se estabelecem com cada um dos (bons) clientes, de forma individualizada, almejando estados de “encantamento”, sendo para tal crucial uma eficiente gestão, quer das expectativas, quer das percepções. São imensos os caminhos a explorar no Marketing One-to-One, contudo, há um que merece especial destaque, dada a sua capacidade em perceber bem cada um dos (bons) clientes de forma completa e rigorosa, sublinhando-se, assim, o conceito de interactivity, definida como a capacidade em ouvir minuciosamente os clientes, para que depois se possa estabelecer com cada um deles uma comunicação eficaz e individualizada, fazendo com que cada um dos clientes se sinta único e especial. Importa sublinhar que a capacidade de tornar um cliente “encantado” é tanto maior quanto maior for a sua relação com a marca, sendo esta tanto mais eficiente quanto maior for a sua capacidade em estabelecer laços emocionais com os públicos a que se direcciona, tornando-os fãs, e transformando-se em LoveBrands, assumindo o carácter de “parceira de relações”, como se de um seguro de vida vitalício se tratasse.

Se hoje a individualização e as marcas emocionais são as palavras-chave em mercados altamente competitivos, o futuro do Marketing residirá, por certo, em novos conceitos e estratégias que redefinirão a base de actuação das empresas, destacando-se a pertinência do Neuromarketing (a Biologia das Compras), o Marketing Tribal, o Marketing Viral, o Marketing de Redes, o Marketing das Experiências e das Emoções e o Customer Experience.

Se para muitos o Marketing continua a ser entendido como aquele “centro de custos” que se dedica, em exclusivo, a vender, a publicitar e a criar necessidades, por certo ficarão “agarrados” a um passado caracterizado por mitos que “assombram” o verdadeiro valor do Marketing.

Se, por um lado, a fidelização de clientes é uma das preocupações cruciais do Marketing, com base em propostas de valor que causem “estados de encantamento”, e com base numa eficiente gestão de relações (emocionais), por outro, gerir diferenças, com base em marcas (emocionais) de elevada notoriedade, constituem, na boa verdade, as essências (fundamentais) do Marketing

  Sobre o autor

Luís PinheiroLuís Pinheiro

É Mestre em Marketing pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), na especialização de Inovação. Licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade do Porto, prepara Doutoramento em Gestão, na especialidade de Marketing. A sua carreira tem-se desenvolvido em actividades de docência, nomeadamente em áreas relacionadas com a Economia e a Gestão de Empresas, tendo também desenvolvido consultoria no ensino tecnológico e profissional, para além da sua participação em diferentes palestras como orador convidado. Como consultor e formador, trabalhou em áreas diversificadas, desde a restauração à produção de chocolates, tendo realizado trabalhos para marcas como o Pingo Doce/Feira Nova. De momento, presta consultoria especializada na área do Marketing e Estratégia a um projecto de âmbito nacional sobre empreendedorismo, cujo objectivo passa por promover a criação de empresas.

Como gerir uma equipa de vendas

“Como gerir uma equipa de vendas?”

Designadas por consultores, account managers, delegados comerciais ou outras, para muitos clientes a Equipa de Vendas (EV) é a empresa. Assim, as EV representam a empresa junto dos seus clientes. Hoje, mais do que apenas vender, as EV assumem um importante papel na construção e manutenção de relações duradouras e rentáveis para ambos, empresa e clientes.

Desta forma, muitas empresas consideram as EV como um dos seus mais importantes activos. Não apenas pelo seu peso relativo no quadro de pessoal, mas principalmente pelo seu impacto nos resultados, quer ao nível das vendas quer dos custos. Assim, ganha significativo relevo e importância a gestão das EV e a sua melhor rentabilização.

Qualquer tentativa de resumir de uma forma simples como gerir uma equipa de vendas, seria certamente demasiado simplista. Os modelos de gestão das EV variam muito em função do negócio e da empresa – o seu papel, objectivos, estrutura e dimensão. Também no que respeita aos aspectos relacionados com a remuneração, recrutamento, selecção, formação, treino, supervisão, animação e avaliação, as especificidades de cada negócio e empresa determinam o desenvolvimento e a adopção de diferentes modelos de gestão das EV em cada um destes aspectos.

As exigências dos mercados actuais obrigam que o gestor das EV conheça e domine os modelos e as ferramentas de gestão relacionadas com cada um destes aspectos, assim como o mercado em que se insere. Neste âmbito, o actual ritmo de evolução do conhecimento e das tecnologias obriga o gestor a um permanente esforço de formação e actualização.

Há no entanto um factor comum na gestão das EV, independente do negócio e da empresa: as pessoas. Seja qual for o papel, os objectivos, a estrutura ou a dimensão das EV, importa mobilizar as pessoas para o alcance dos objectivos da empresa. Para esta mobilização contribuem dois importantes factores: (1) a construção uma cultura corporativa favorecedora assente em valores comuns e no cumprimento das expectativas e êxito mútuo; e (2) uma liderança eficaz que efectivamente impulsione para patamares de superior desempenho.

Sobre um e outro destes aspectos muito se tem escrito e teorizado. Se o primeiro implica uma vontade política, ou seja, o envolvimento da gestão de topo e a adopção de ferramentas de gestão em harmonia, para o segundo concorre definitivamente o desempenho de cada um daqueles que exerce responsabilidades de gestão de equipas. Para um desempenho superior contribuirá certamente a sua actuação exemplar, a consistência entre as palavras e os actos, a confiança mútua, o feedback, o reconhecimento, o espírito de ajuda e apoio, o estabelecimento de relações amistosas e o desejo de aprendizagem contínua.

Assim, hoje, a gestão de uma EV passa certamente pelo desenvolvimento de competências de gestão relacionadas com os aspectos ligados à análise, planeamento, organização, desenvolvimento e controlo do negócio, e também pelo desenvolvimento de competências de liderança relacionadas com os aspectos de envolvimento e mobilização das pessoas para níveis de desempenho superiores. Um e outro destes aspectos requerem um constante esforço de formação e actualização do gestor para que, num contexto cada vez mais competitivo e em permanente mudança, este possa alcançar níveis superiores de desempenho na gestão das EV.

Sobre o autor

PedroAlvesReisPedro Alves Reis
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM Marketing School, fez um Executive MBA em Gestão Geral pelo ISG e está neste momento a completar na Universidade Nova de Lisboa o Mestrado em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação Estratégica.
Desenvolveu a sua actividade profissional na indústria farmacêutica ligado á gestão comercial, nas áreas de negócio hospitalar, ambulatório, otc e de genéricos, tendo ainda experiência no mercado de distribuição farmacêutica e no lançamento de marcas próprias.    linkedin_logo_autor

As cidades e o marketing

A competição entre países, regiões ou cidades, leva à necessidade da sua promoção, de forma a captarem para si os recursos que permitam uma melhor qualidade de vida dos seus cidadãos.  

Mas se a promoção de cidades vem sendo praticada desde o séc. IXX, a aplicação das técnicas de marketing à gestão de cidades é bastante mais recente, tendo surgido apenas nas últimas décadas, como consequência da necessidade de competir por investimentos, turistas ou mesmo residentes.

A gestão da Marca País ou Marca Cidade, tornou-se assim num lugar-comum nas actividades dos seus executivos, chegando mesmo a influenciar as suas políticas.

No entanto, a necessidade da criação de uma Marca, tem levado no nosso país, muitas cidades e regiões a encetar uma frenética actividade em busca da ‘sua’ marca, normalmente, através da criação de um simples logotipo e respectivo slogan – fruto de um devaneio de um qualquer criativo – ou através de uma cópia insipida de um qualquer evento com sucesso noutras paragens.

Ou seja, sem uma verdadeira reflexão, sem um Plano Estratégico. Assistimos depois a um proliferar de Feiras Medievais, Festivais Gastronómicos ou, para os mais abonados, as infraestruturas da moda: centros desportivos ou praias fluviais!

E isto tem de tal forma vindo a ser uma prática comum que gostaria de partilhar convosco uma imagem deveras caricata que tive a oportunidade de presenciar: a colocação de um logotipo de uma cidade num caixote do lixo a transbordar cujo slogan expressava “(nome da cidade) é ambiente”. Uma imagem que ilustra bem o que referi anteriormente.

Obviamente que nem todas as cidades têm  a sorte de ter um monumento de referencia mundial como Paris, ser imagem dos filmes de Hollywood como Nova Iorque ou ou ser o berço de grande personalidade como Stratford-upon-Avon (William Shakespeare). Para estas, diríamos, será fácil atrair investimentos ou turistas.

Mas se não possuem algo que suporte a sua atractividade? Muitas cidades optaram pelo investimento em eventos ou obras arquitectónicas de referência mundial, como a construção do Museu Guggenheim em Bilbao.

Desenganem-se, no entanto, aqueles que pensam que uma só obra será suficiente para colocar uma cidade no roteiro turístico mundial e, mesmo em Espanha, existem exemplos de investimentos semelhantes que resultaram num tremendo fracasso.

Aliás, como em Portugal. A febre do europeu de futebol levou á construção de alguns estádios de futebol que se tornaram verdadeiros ‘elefantes brancos’, uma tremenda dor de cabeça para os executivos locais que não conseguem fazer para se libertarem dos enormes custos fixos que representam.

A própria construção da ‘Casa da Música’, hoje um dos ex-libris da cidade do Porto, surge em toda a promoção e comunicação da cidade desprovida de um enquadramento no restante património arquitectónico da cidade que reflicta um verdadeiro plano estratégico que lhe permita ser determinante na ‘decisão de compra’ de um turista que se localize a muitos quilómetros de distância.

Por isso, é necessário começar a pensar as cidades (ou regiões) como verdadeiros ‘produtos’, merecedores de uma profunda reflexão e estratégia de marketing.

No entanto, ao contrário de qualquer outro produto ou serviço, as cidades possuem um aspecto que as torna diferentes de qualquer outro produto ou serviço: aqueles que aí habitam ou trabalham que são, simultaneamente, parceiros na produção do ‘produto cidade’ mas também um dos seus principais públicos-alvo.

Assim, fazer algo sem o seu envolvimento, condena ao fracasso qualquer estratégia. Ainda recentemente o projecto de tornar um país europeu num dos principais destinos do turismo de negócios, acabou por não ser implementado face à oposição da sua população. Apesar das condições únicas para se tornar um destino de eleição para este público-alvo, o medo da redução da redução de qualidade de vida, levou a uma forte contestação e o projecto foi abandonado.

E também a ausência de recursos financeiros não pode servir como desculpa para ausência de uma estratégia de City Branding.

Agora pergunto, como é que uma pequena Vila do Interior como castanheira de Pera que não tem piscina ou pavilhão imaginou ter uma praia com ondas a 80 Km do mar!?
E como resolver o problema do alojamento!? A maioria dos executivos locais logo pensaria numa viagem para fora do país em busca de investidores ou solicitar ao poder central verbas para construção de um hotel que depois seria dado à exploração, como muitos que se vão degradando por este país fora.

A solução encontrada foi simples e pouco dispendiosa: o alojamento é efectuado em Bungalows e – imaginem – veleiros!

Para além do investimento ser facilmente comportado pelo município local, gera custos fixos extremamente baixos, quando comparados com um hotel, logo, não obrigando a taxas de ocupação muito elevadas. Mais, sempre que quiser ampliar o número de camas, basta comprar mais uma “carcaça” de um veleiro a um preço muito simpático e, com três meses de trabalho se resolve o problema – para além dos custos financeiros e incómodos envolvidos, as obras de renovação/ampliação de um hotel demoram bastante mais tempo.

 Outro exemplo curioso é o de Óbidos, uma pequena vila fortificada, possui todas as condições para ser um dos pontos de paragem obrigatória nos roteiros turísticos das principais operadoras turísticas. A sua arquitectura, a presença do castelo e suas muralhas propicia a realização de eventos de referência marcadamente histórica. No entanto, apesar da realização destes, a vila é hoje mais conhecida por outro evento que, à partida, poderia parecer descabido: o Festival do Chocolate. Os seus responsáveis cedo perceberam que, apesar de toda a sua envolvente histórica, as anteriores realizações pouco a diferenciavam das demais, ao contrário deste evento único no país e um dos poucos do género a nível mundial.

A verdade é que, com o incremento da competição entre lugares, levam a que estes se vejam confrontados com alterações constantes à sua envolvente, significando que, se uma determinada cidade não estiver a cumprir determinados requisitos considerados imprescindíveis pelo seu Público-Alvo, outra, nesse país ou em qualquer parte do mundo, tomará o seu lugar. Uma situação que esbarra constantemente com a falta de visão dos seus responsáveis que não sabem, mais que aproveitar, antever oportunidades.

Assim, o desafio actual da Gestão de Cidades vai no sentido do fortalecimento das suas capacidades e competências com vista a serem capazes de se adaptarem rapidamente a uma envolvente em constante mudança, aproveitando as oportunidades para sustentar a sua competitividade perante a concorrência. Ou seja, na aplicação dos princípios do marketing á sua gestão.

Sobre o autor:

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Paulo Moreira

Licenciado em Relações Internacionais pelo ISPAB, fez o MBA na EGE – Atlantic Business School. Neste momento encontra-se a desenvolver a sua Tese de Mestrado na Faculdade de Economia do Porto na área da Gestão da Marca Cidade.Desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área do Marketing e Comunicação, em organizações B2B, como o Grupo Amorim e o Grupo Maxit, tendo sido igualmente responsável pela comunicação do projecto de construção do Metro do Porto.

Portugueses podem aumentar rendimentos em 450€

leiloes.net

Portugueses podem aumentar rendimentos em 450€ através do e-commerce

O Leiloes.net descobriu que cada família portuguesa possui uma média de 36 objectos que já não usa, constituindo-se como uma solução eficaz de realização de capital na hora

Lisboa, 21 de Janeiro de 2010 – O Leiloes.net, plataforma líder nacional no seu segmento, acaba de realizar um estudo de mercado sobre os ‘objectos esquecidos’ que os portugueses guardam e aos quais já não conferem qualquer carácter de utilidade. Assim, em média, se cada agregado familiar vender online as peças que tem em casa e das quais já não faz qualquer uso, uma média de 36, pode capitalizar 451 euros – o equivalente a um antigo salário mínimo nacional.
O estudo realizado revela um destaque absoluto para peças de vestuário, com uma média de 28 peças não utilizadas por agregado, os livros, com 27 exemplares, ou ainda o mobiliário e brinquedos, com 9 peças.

A presença de objectos obsoletos tem especial relevância na região de Lisboa e Vale do Tejo (média de 40 peças face às 36 peças de média global), nas classes altas (66 peças), nos agregados com três ou mais pessoas (41 peças), nos indivíduos com habilitações ao nível do 2º e 3º ciclo (52 peças) e nas famílias em crescimento (48 peças).

É na região de Lisboa e Vale do Tejo que se encontram os agregados com uma média de valor mais elevada (606 euros), nas famílias da classe A (981 euros) e nas famílias consolidadas (626 euros).

Universo de inquiridos: 200 agregados familiares
Entidade independente que elaborou o estudo – Spirituc

O quinto P do Marketing

Por: Sérgio Luís Domingues

Muito além de um “modismo” passageiro, a Personalização é uma megatendência comportamental de mercado, e, portanto, deve ser incorporada ao Marketing Mix somando-se aos consagrados quatro “Ps” (Produto, Preço, Prazo e Promoção) para tornar-se o quinto “P” do marketing. Já que esta nova ferramenta de marketing vem ao encontro dos desejos do consumidor moderno que demonstra claros sinais de querer ser tratado de forma exclusiva e personalizada.

A ciência, no anseio de elaborar o remédio mais eficaz a cada organismo, está se valendo de informações genéticas do paciente para preparar medicamentos específicos a cada pessoa. A grande maioria dos remédios – cerca de 90% – só faz efeito em menos de metade da população.

A categoria de remédios que tem o menor percentual de eficácia, é a dos medicamentos para câncer, que fazem efeito em apenas 25% dos doentes. 

Ir mudando o tratamento até a resposta desejada, como se faz hoje em dia, nada mais é que um método primitivo de tentativa e erro. Mas o futuro da medicina aponta para outra direção. Os cientistas estimam que em menos de vinte anos os tratamentos serão muito mais precisos: vem aí a era da “farmacogenética”. Uma ciência que vai produzir remédios usando as informações personalizadas do projeto genoma que destrinchou o código genético do ser humano.

No futuro, a farmacogenética desenvolverá medicamentos específicos para cada pessoa. Tudo isso a partir de um mapa genético armazenado em computador.

A Personalização hoje mais do que nunca tem espaço para se firmar como realidade de mercado, visto que a tecnologia de armazenamento e processamento de informações, bem como de interligação de banco de dados, propiciam a criação de super conjuntos de informações tão personalizados sobre os consumidores, fazendo com que seja possível desvendar quase todos os nossos gostos e preferências pessoais acerca de praticamente tudo o que consumimos, seja em termos de cultura, lazer, vestuário, alimentação ou veículos automotores.

Um exemplo de cruzamento e rastreamento de dados entre computadores, descrito por Stephen A. Cone na obra: “Além do ano 2000: o futuro do marketing direto”: Um funcionário de uma grande empresa que viveupor sete anos na Flórida e adorava seu conversível esporte, recebe uma importante promoção e tem de ir morar em Boston até o final do ano.

O funcionário põe à venda sua casa na Flórida e começa a procurar uma residência em Boston, cancela algumas assinaturas de jornais e revistas locais, e várias semanas antes da mudança, recebe uma correspondência do fabricante do conversível dizendo que se planeja levar o carro para Boston, deveria prepará-lo para o inverno em uma concessionária autorizada, imediatamente após a chegada. Além disso, o fabricante menciona alguns
modelos de carros com tração nas quatro rodas e com tração dianteira que poderia considerar agora que terá de trafegar na neve e até faz uma oferta especial.

A carta explica ainda que, se comprar um desses modelos, o funcionário poderá deixar o conversível durante os meses de inverno em uma das diversas concessionárias autorizadas da região de Boston, reservando-o para a temporada de verão, ou, caso prefira vender o conversível antes de se mudar, o fabricante pode cuidar disso e entregar um novo carro no novo endereço em Boston. Detalhe: o funcionário não avisou a ninguém que estaria mudando. Os dados foram prospectados nas pesquisas de motivo de cancelamento
de assinaturas de revistas e jornais locais na Flórida.

A mídia personalizada
Atualmente a Personalização chega a quase todos os setores da atividade econômica. A mídia impressa edita jornais e revistas com páginas a mais ou a menos de acordo com as preferências de seus leitores. Os anúncios já trazem o nome completo dos consumidores, impresso no exemplar de assinante que é entregue em seu domicílio.

Enfrentando problemas de circulação estagnada, os jornais começaram a customizar suas notícias, propagandas e até as páginas de editorias e esportes, a fim de chamar a atenção dos leitores das áreas nobres, o Los Angeles Times, tem sete edições para áreas específicas, destinadas às comunidades circunvizinhas.
No início de 1991 a Newsweek foi uma das primeiras revistas de grande circulação a introduzir uma sofisticada tecnologia de impressão conhecida como encadernação seletiva. O serviço, alimentado por técnicas computadorizadas de impressão e por database marketing, permite que os anunciantes alcancem somente os assinantes que desejam. 

Baseados em uma combinação de dados demográficos com comportamento de compra, a Newsweek vem utilizando a técnica para customizar suas edições para os leitores, adicionando páginas na revista de acordo com o interesse da pessoa que a recebe, sua idade, trabalho e atividades de lazer.

A Tv por assinatura já permite a visualização de ângulos de câmera personalizados pelo assinante, fazendo ainda, uma interatividade que fará com que as atuais redes de canais abertos de televisão, repensem o conceito
de “horário nobre”. Cada telespectador poderá assistir ao seu programa favorito, em dia e horário que desejar, pois a Tv por assinatura permite a gravação digital e aleatória da programação.

As estações de rádio seguem cada vez mais rumo à personalização com seus ouvintes, tornando-se o parceiro local e tático dos anunciantes.
Novos formatos que possam atender às necessidades dos ouvintes e anunciantes entre um grupo geodemográfico ou um determinado perfil psicológico, em qualquer mercado, têm sido desenvolvidos ao longo dos anos.

O rádio também tem se esforçado para se tornar um “cidadão” da comunidade. Isso pode ajudar os anunciantes a fortalecerem as alianças entre o comércio varejista com promoções e eventos. Como o rádio está entre as mídias mais portáteis, pode ser utilizado para transmitir importantes mensagens lembrando a marca, excepcionalmente, junto no ponto-de-venda.

O culto à personalidade
Tanto Faith Popcorn, quanto John Naibitt anteviram em seus livros de previsões de tendências e megatendências na economia, o “triunfo do indivíduo ou a egonomia”. O que podemos chamar aqui de culto à personalidade.

Freud nos disse que o Ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. Assim, o Ego é originalmente criado na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer.

E não há nada mais prazeroso do que nos sentirmos únicos, exclusivos e ouvindo nosso nome pronunciado por um estranho. Algumas empresas já se aperceberam disso e personalizaram seus anúncios nos quais o leitor se depara com seu nome completo impresso na peça publicitária.

Por isso, o que deve ser pensado em termos de marketing neste início de século XXI é a desmassificação do mercado de massa para a personalização deste mesmo mercado. 

Atualmente, segundo as previsões de Popcorn e Naibitt a tendência é ser bastante individual, em vez de apenas mais um no grupo. Assim, meu argumento de incluir a Personalização como uma das ferramentas do Marketing Mix vem ao encontro de todos esses fortes indicadores sociais de hábitos do consumidor.

Os consumidores estão preferindo cada vez mais produtos personalizados. Pois querem que suas necessidades sejam totalmente satisfeitas. Estamos na era da diversidade e as pessoas querem sentir-se
como se estivessem adquirindo algo especial.

Desde 1998 a Mattel disponibiliza em seu site na internet a possibilidade de personalização das bonecas Barbie. As meninas podem escolher a tonalidade da pele da boneca, a cor dos olhos, o penteado, a cor dos cabelos, as roupas, os acessórios e o nome. Elas também preenchem um questionário onde falam sobre suas predileções na boneca. 

Quando a Barbie personalizada é entregue pelo correio, as meninas encontram o nome que deram à boneca na embalagem junto a um pequeno texto que descreve sua personalidade.

A Custom Foot, uma empresa de Westport, Connecticut, com cinco lojas, tira 13 medidas dos pés das mulheres e envia o resultado eletronicamente para a Itália. Os sapatos são feitos sob medida e levam em conta o formato e as saliências dos pés de cada cliente.

A Bigcicle Industrial Company em Kokubu, Japão, fabrica bicicletas sob encomenda em uma linha de montagem. As bicicletas com medidas fornecidas pelo cliente são entregues duas semanas após os pedidos, e a empresa oferece 11.231.862 variações de seus modelos, a preços 10% acima dos preços dos modelos prontos.

No Brasil a personalização industrial chegou há mais de uma década nas tintas de alvenaria. O cliente procura o revendedor, lá é orientado sobre o sistema de personalização das cores, escolhe as de sua preferência diante dele, a tinta é colocada na máquina juntamente ao corante, cuja dosagem é ajustada por computador e, em minutos, a tinta personalizada é entregue.

A personalização e a privacidade
À medida que forem surgindo softwares capazes de “rodar” em poderosos hardwares, os bancos de dados poderão se comunicar livremente, inclusive com o auxílio da Internet, aumentando ainda mais a velocidade e a interatividade de conexão entre as informações a cerca dos consumidores que terão seus dados circulando a velocidades sequer imaginadas pelo mais ávido roteirista de ficção científica de Hollywood.

A partir do momento em  que os profissionais de Marketing vão se habituando a trabalhar com esses novos parâmetros tecnológicos, capazes de fornecer combinações infinitas de dados sobre os consumidores, as novas necessidades e desejos dos que esperam atenção personalizada, e que estão dispostos a pagar por ela, poderão ser atendidas, sejam elas uma em 100 ou a 10 milhões de clientes.

Parece ficar cada vez mais claro que é praticamente impossível se ter personalização e ter controle sobre a privacidade. 

Na rede, as empresas têm motivos fortíssimos para colecionar dadossobre os consumidores. A Internet permite que as companhias ofereçam serviços e anúncios personalizados a seus clientes, mas antes é preciso ter no banco de dados as preferências de cada um. Da forma como a falta de privacidade na web vem se generalizando a cada dia, apesar dos mecanismos criados para tentar freá-la, em breve as metrópoles se parecerão com as pequenas cidades do interior em um aspecto: todo mundo saberá tudo sobre a vida dos outros.

Por exemplo, se uma locadora vende a listagem de predileção de filmes de seus clientes a outras empresas, seria ético o cidadão começar a receber mala direta pornográfica em seu endereço, ou através de e-mail, apenas porque em seus dados da locadora consta que este gênero de filme é o mais locado por ele durante o mês?

Nos Estados Unidos, após um repórter ter conseguido tais informações sobre um cidadão, e este ter negado a locação dos filmes, o Congresso americano rapidamente aprovou uma lei proibindo locadoras de fornecer informações a indivíduos ou a profissionais de marketing.

Ainda nos Estados Unidos, a Farrell`s, uma loja de sorvetes, vendeu sua lista de aniversários de crianças para o serviço de seleção do Exército americano, que a utilizou para certificar-se de que jovens que completam 18 anos sejam engajados no serviço militar.

Visto por este prisma, e, à luz destes breves exemplos, não se pode deixar de temer a figura “orwelliana” do “Grande Irmão” a nos bisbilhotar a todos diuturnamente. 

O problema é que não se pode frear a tecnologia, e nem direcioná-la para a prática comercial do bem. O mesmo banco de dados funcionando à velocidade da luz  pode servir às legítimas ações de marketing, bem como a empregadores que investigam se o candidato esteve, ou está envolvido com indenizações trabalhistas. 

Logo, é importante para os homens de marketing tentar compreender melhor os pontos de vista de seus consumidores no que tange à privacidade, e tomar muito cuidado para evitar tropeços que possam denegrir a reputação da empresa, e da indústria, e o valor de troca a logo prazo, que afinal, é a razão de existir do marketing, com ou sem Personalização.

Desta forma, meu argumento inicial de que a Personalização deve ser encarada como o quinto P do Marketing, encontra respaldo na prática cada vez mais rotineira de empresas que estão atentas às mudanças ambientais de seus mercados.

Veremos ainda os defensores da privacidade do cidadão travarem batalhas sobre o que é ético ou não nessa briga pela obtenção de informações sobre o consumidor. Mas o fato é que diante dos argumentos e fatos expostos, a Personalização, passará dentro em breve a ser considerada – a exemplo do que proponho hoje -, como o quinto P do Marketing.

Autor

Sérgio Luís Domingues: Título de Especialista em Marketing e Comunicação
pela Fundação Cásper Líbero em São Paulo. E especialização em Marketing
Pleno pela Madia Marketing School. Jornalista com vinte e quatro anos de
experiência em jornalismo impresso diário, empresarial e televisivo.
Professor das disciplinas Fundamentos de Marketing e Benchmarking e
Relacionamento com a Imprensa, sendo esta última no curso de pós-graduação em Comunicação Empresarial na UNIVAP. Editor de inúmeras publicações internas de empresas multinacionais. Assessor de Comunicação Social da Câmara Municipal de Jacareí, Fundador e Diretor da TV Câmara, sendo o responsável pela criação da grade de programação e idealizador, diretor apresentador de documentários. Assessor de Comunicação de entidades de classe e de campanhas políticas. Cursos de extensão universitária em: Jornalismo Científico, A era espacial no Brasil, Economia, Edição Visual de Revistas, telejornalismo, Atualização jornalística, Visão estratégica da comunicação corporativa e Marketing de relacionamento. Palestrante convidado em universidades sobre o tema Propaganda Subliminar.

Introdução ao Marketing Pessoal

 

Chegou o momento de começar a falar de Marketing Pessoal em Portugal. Até porque dois temas relacionados começam também a ter maior expressão de forma organizada na sociedade. Falo do Networking e do Coaching.

O Marketing Pessoal interage com estas duas disciplinas de forma e em momentos distintos. O Coaching é importante de uma forma transversal ao apoiar o equilíbrio das dimensões da vida, na identificação dos valores pessoais, na definição dos objectivos, na definição da estratégia em todas as fases da gestão da vida pessoal e profissional. O Networking é uma ferramenta fundamental de relacionamento com o exterior.

O que é e o que não é o Marketing Pessoal?

Podemos começar por tentar definir o que é o Marketing Pessoal. Não é fácil. Prefiro a definição abrangente. Alguém disse “Tudo é marketing e marketing é tudo”. Transpondo para o campo pessoal, podemos dizer que Marketing Pessoal é tudo o que tem a ver com a pessoa. E quando digo tudo, é mesmo tudo.

Vejamos então o que não é Marketing Pessoal. Não é só etiqueta e boas maneiras. Não é só boa apresentação. Não é só capacidade de expressão. Não é só extroversão. Mas tem tudo isto.

Imagine que tem um emprego normal e que o horário de entrada é às 9h00. Chegar pontualmente às 9h00 todos os dias é Marketing Pessoal. Chegar às 8h30 é uma excelente acção de Marketing Pessoal. Chegar constantemente às 11h00 com desculpas esfarrapadas é anti  Marketing Pessoal.

Não podemos distinguir a vida pessoal da vida profissional em termos de valores e atitudes. Devemos fazer essa separação sim mas em termos de tempo. Deve haver momentos distintos, para a pessoa, a família e o trabalho. Mas os valores pessoais que regem todas as nossas actividades devem ser os mesmos. Procurando um equilíbrio em todas as dimensões da vida, os nossos objectivos devem permitir uma estabilidade pessoal, familiar e profissional.

Questionar, questionar, questionar..

Temos que nos questionar constantemente. Como exercício prévio há que saber quem somos, quais os nossos pontos fortes e fracos. Ter uma atitude de melhoria contínua da própria pessoa. Identificar os nossos valores fundamentais, aqueles dos quais não abdicamos. E fazer deles base para a nossa vida global.

Antes de começar sequer a pensar em como nos vamos promover, temos que saber se realmente somos alguém que vale a pena ser promovido. Temos que iniciar um processo de auto conhecimento e auto crítica que não pode parar nunca. Será um processo constante que nos acompanhará para sempre. Este processo pode demorar um dia ou um ano, mas não avancemos para o próximo passo sem ter este muito bem apreendido. Temos que ter a certeza absoluta que somos quem queremos que os outros saibam que somos. Porque no Marketing Pessoal temos que ser sempre verdadeiros, genuínos. Nada de máscaras.

 A importância da “Short-list” mental

Quando pensa em jogar de futebol qual o primeiro nome que lhe vem à memória? Provavelmente o Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque temos, para cada actividade, uma short-list mental de nomes. Um dos objectivos do Marketing Pessoal é fazer com que o máximo de pessoas o tenha no topo da short-list mental para a actividade que você quer ser conhecido. Se for um agente imobiliário quererá que o máximo número de pessoas se lembre de si no momento de comprar ou vender um imóvel. Quererá que essas pessoas falem de si quando um amigo lhes diz que quer comprar um apartamento. Já imaginou o potencial? Na minha actividade como comercial numa empresa de instalações eléctricas, se eu estiver na short-list mental de todos os directores de obras das grandes construtoras, se for em mim que pensam em primeiro lugar quando precisam consultar uma empresa de instalações eléctricas para uma obra nova, já imaginaram o potencial para a empresa? E isto pode aplicar-se a qualquer coisa. Há pessoas que estão na short-list dos RP’s e são convidados para todos os eventos e festas. Não tem que ser só trabalho. Pode ser aquilo que quiser que seja. Temos é que trabalhar para isso. E não é uma corrida de sprint. É uma maratona. Requer motivação, disciplina, regularidade, persistência, paciência.

Pense mais nos outros…

Para lá chegar há uma atitude de princípio que tem que tomar. Deixar de pensar em si e começar a pensar nos outros. Deixar de pensar em como pode lucrar com a pessoa que está à sua frente, mas pensar em como a pode ajudar. Pode ter a certeza. Marketing Pessoal é muito mais acerca do que faz em relação aos outros do que para si.

O Marketing Pessoal vai levá-lo ao sucesso. E o sucesso não tem que ser medido financeiramente. Pode ser reconhecimento pessoal, familiar, profissional. E não tem que ser a materialização destas relações. Pode ser, mas não tem que ser. E continua a ser sucesso. Depende do que o sucesso é para si. E pode ser qualquer coisa.

Use a sua inteligência emocional. A capacidade de se conhecer, de conhecer o outros. A atenção aos pormenores, às expressões, à linguagem corporal. A capacidade de decifrar todos estes códigos e agir. Agir em prol dos outros, na satisfação das suas necessidades.

Do ponto de vista profissional

Visto de uma perspectiva profissional, podemos dizer que somos uma empresa que tem um serviço para vender a um determinado preço. Temos uma marca que é o nosso nome, um serviço que é o nosso trabalho e um preço que é o que o mercado está disposto a pagar. Podemos então aplicar a nós o marketing que uma empresa aplica aos seus produtos e serviços. Mas para vingarmos temos que acrescentar valor. Temos que nos distinguir da concorrência. E evitemos a diferenciação pelo preço mais baixo. Procuremos introduzir uma mais-valia competitiva através de competências extra que nos diferem. Para isso apostemos na formação como melhoria contínua do nosso serviço. Identifiquemos uma necessidade no mercado, façamos a promoção das nossas qualidades que vão suprir essa necessidade, e façamo-nos pagar pelo preço justo.

Dê-se a conhecer

 Vejamos então o que podemos fazer para nos tornarmos conhecidos, agora que já nos preparámos para isso. Temos que sair e conhecer pessoas. Temos que abandonar a zona de conforto. Identifiquemos quem nos interessa conhecer. Participamos em eventos, workshops, seminários. O cartão pessoal é uma ferramenta fundamental. Temos que os ter sempre connosco e não ter receio de o tirar da carteira e entregar. Utilizemos as redes sociais, não como destino final, mas como meio de introdução para o contacto pessoal. Não esqueçamos que o contacto pessoal é o nosso objectivo máximo. O contacto virtual não é mais que um preliminar. Um passo muito importante é passar da condição de participante a organizador. Dá muito mais trabalho mas tem muito mais impacto. Num evento com 100 pessoas, é impossível que fique a conhecer todos os participantes, mas certamente todos os participantes ficarão a conhecer o organizador.

 

 

O Jorge vai dar brevemente um workshop sobre este mesmo tema, para mais informações clique AQUI.

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Sobre o Autor

jorge lascas

Jorge Lascas é licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e frequenta uma pós-graduação em Gestão no ISEG.
Tem desenvolvido actividade profissional na área comercial, marketing e comunicação, sempre ligado aos ramos da construção e imobiliário.
É orador em seminários e workshops sobre Marketing Pessoal.
Está nomeado para os prémios “Linkedin European Business Awards 2010″ na categoria “Rising Star of the Year”.
Fala fluentemente: Português, Inglês, Francês e Espanhol.

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Pingo Doce mantém liderança na recordação publicitária

 

Os anúncios do Pingo Doce continuam a dar que falar.

 No mês de Novembro, segundo a Marktest, Pingo Doce mantém-se na liderança da recordação genérica de publicidade. Mantendo-me imparcial nesta matéria, será que o Pingo Doce se mantem na liderança pela positiva ou pela negativa?

Obviamente que o objectivo do estudo é apenas medir “o grau de recordação”, mas não avalia o nível de recordação, até porque todos sabemos que as “coisas más” ficam mais tempo na memoria que as “coisas boas”.

Não estou com isto a querer dizer que o anúncio do Pingo Doce é mau, estou a levantar a questão, pois as criticas a este anúncio foram muitas, por todo o “lado”.

O buzz negativo nesta campanha foi avassaladora, mas não tenho garantias que tenha afectado os objectivos a que se propôs a “Duda Portugal”. Um dos cenários deste “negativismo” pode ser visto na rede social Facebook, em que existem diversos grupos “anti-música do Pingo Doce”, um deles que já conta com mais de 7.000 membros.

Se querem a minha opinião pessoal, penso que contra tudo e todos, o Pingo Doce conseguiu mostrar garra, agressividade e uma capacidade, adormecida até então, de fazer frente ao gigante Continente.
Efectivamente mexeu com o mercado e sinceramente acho que os resultados vão ser recompensadores.

Voltando ao estudo da Marktest, os resultados são esclarecedores.

 

À pergunta “Que anúncios recorda ter visto publicitados, recentemente?”, base para a criação do indicador “recordação de publicidade genérica” do estudo Publivaga da Marktest, as maiores referências entre os residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto com idades compreendidas entre os 8 e os 64 anos foram, em Novembro, para o Pingo Doce, que manteve a posição conquistada no mês anterior.

O Pingo Doce não apenas mantém a posição anterior, como aumenta o seu nível de recordação genérica, registando ainda um valor que excede o dobro do conseguido pela segunda marca mais recordada este mês, a Meo, que também manteve a segunda posição da tabela de marcas mais referidas por estes indivíduos.

A marca Continente subiu um lugar para a terceira posição do top de Novembro, trocando de lugar com a TMN/Telemóveis TMN, que baixou para quarto.

O Modelo, que se encontrava na 13ª posição no top em Outubro sobe oito lugares e ascende à quinta posição do mês de Novembro.

A entrada do Modelo ocasiona a saída da marca Vodafone/Telemóveis Vodafone do top 5, encontrando-se agora esta referência na sexta posição.

Quanto a si, qual o impacto que este anúncio teve?

Autor

DSCN0761Paulo Morais

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Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa

Facebook cresce em Dezembro

 

facebook

O domínio Facebook.com, da rede social Facebook, continua a ser o que maior crescimento tem, no que toca a visitantes únicos.

Por outro lado, o badoo.com, foi o que apresentou maior crescimento no que toca a páginas visitadas.

Estes valores só surpreendem quem não acompanha a evolução do Facebook que tem uma taxa de actividade altíssima. A adesão a campanhas de solidariedade é surpreendente e consegue “movimentos” nunca antes vistos.

A Marktest avaliou este crescimento, divulgando o seguinte “relatório”;

Em Dezembro de 2009, 3 275 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram em suas casas na internet, o que representou uma pequena descida de 0.2% relativamente ao mês anterior mas um aumento de 2.0% face ao mês homólogo de 2008, de acordo com os resultados do estudo Netpanel da Marktest.

O domínio facebook.com registou novamente o maior aumento mensal em número de utilizadores únicos, enquanto o badoo.com foi este mês o que mais cresceu em páginas visitadas a partir do lar.

Neste mês, foram visitadas um pouco menos de 3 mil milhões de páginas, o que equivaleu a uma descida mensal de 2.4% e homóloga de 1.3%. Cada utilizador viu, em média, 912 páginas, o que significou uma descida de 2.3% e de 3.3% face a Dezembro de 2008.

O número de horas de navegação mensal superou 31 milhões, o que representou um decréscimo mensal de 1.0% mas uma subida homóloga de 10.9%.

O tempo despendido por utilizador baixou para 9 horas e 28 minutos, menos 4 minutos do que em Novembro mas mais 46 minutos do que no mesmo mês de 2008.

Na lista de domínios com mais utilizadores únicos, o google.pt mantém-se na liderança, com 2 947 mil indivíduos, seguido do sapo.pt, com 2 282 mil utilizadores únicos. O live.com, com 2 215 mil utilizadores únicos, sobe à terceira posição.

Em utilizadores únicos, a maior subida face a Novembro observada na lista dos 20 domínios mais visitados ocorreu de novo no domínio facebook.com, que cresceu 15.0% para os 1 427 mil utilizadores únicos (9ª posição). Pelo contrário, o domínio bing.com foi o que mais baixou entre os domínios do top 20, para os 724 mil utilizadores únicos (17ª posição), baixando 16.5% face ao mês anterior.

Quanto a páginas visitadas, a lista dos domínios com mais visualizações mantém-se encabeçada pelo google.pt, com mais de 314 milhões de páginas visitadas, seguido do hi5.com, com 290 milhões e do facebook.com, com mais de 274 milhões.

Em páginas visitadas, a maior subida face a Novembro foi observada no badoo.com, que mais que duplicou os números do mês anterior: cresceu 105.0% para os 18 milhões de páginas (15ª posição). No netlog.com observou-se, pelo contrário, a maior descida mensal, com uma quebra de 42.3% para 12 milhões de páginas (19ª posição).

A análise tem como base informação do Netpanel da Marktest, um estudo que analisa o comportamento dos internautas portugueses a partir de um painel de utilização doméstica. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto

fonte: Marktest

 

Badoo

Estes valores não podem ser desprezados pela Gestão e pelo Marketing, é mais um estudo que revela o potencial destas redes sociais e a capacidade de influência que têm junto dos seus consumidores.
A maior surpresa para alguns pode estar nos motores de busca. Quando se previa que o “BING” vinha em crescimento para fazer frente ao poderoso Google, obtém a maior “queda” nos domínios do Top 20.

É surpreendente continuar a ver o Hi5, uma rede dada por “morta” por muita gente, como nº 2 (a seguir ao gigante Google.com) no TOP de paginas visitadas (com 290 milhões), deixando o Facebook para o terceiro lugar. Não é de surpreender que na próxima análise o Facebook atinja o 2º lugar.

É de recordar que o Facebook, por 2 dias já teve mais visitas que o gigante Google.com.

Deste estudo destaco ainda o crescimento da Badoo.com, que embora pouco familiar dos portugueses, apresentou um crescimento de 105.0% para os 18 milhões de páginas visitadas. É mais um dado importante a reter.

Autor

DSCN0761Paulo Morais

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Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa

Publicidade no telemóvel, sim ou não?

consumidor

Depois da noticia de que 11 mil portugueses contra a publicidade no telemóvel, o que se pode esperar da utilização desta ferramenta?

Todos os estudos indicam o “boom” que ai vem na utilização da publicidade no telemóvel, mas os portugueses não parecem muito receptivos à ideia, porque?

Como tudo, ou quase tudo, o que é novidade e possa invadir a privacidade das pessoas, é difícil de aceitar, o que é perfeitamente compreensível e concordo.

O que eu acho pertinente é que se explique e se tente perceber que tipo de publicidade se vai enviar através do telemóvel e é aqui que as empresas poderão fazer a diferença entre “invasores de privacidade” e “parceiros de valor acrescentado”.

Se a publicidade via telemóvel for personalizada e numa relação ONE – to – ONE, em que “valor acrescentado” é a palavra de ordem, porque não?

O que eu critico é o envio massificado das mensagens, sem se procurar perceber se a informação enviada, interessa, ou não, ao receptor.

Se a utilização deste tipo de ferramenta for bem feita, sem dúvida que será bem-vinda no meu telemóvel.

O envio de “SMS” deve ser uma ferramenta (entre outras) de Marketing Relacional, com o objectivo de satisfazer as necessidades do cliente.

É indispensável que tal como nas newsletters, o cliente tenha a possibilidade de sair da base de dados do serviço de SMS.

Um exemplo claro deste tipo de serviço a funcionar, é o que faz a Massimo Dutti, que uns dias antes dos saldos, envia uma SMS aos seus clientes a “oferecer” saldos antecipados. Será que o cliente fica insatisfeito em receber este tipo de informação?

Autor

DSCN0761Paulo Morais

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Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa