ENTREVISTAS

Entrevista: Agustín Torres (Director do E-commarketing Show)

Mais de 4.500 visitantes e 40 expositores deverão marcar presença na primeira exposição profissional de comércio electrónico e publicidade interactiva, que decorre nos dias 15 e 16 de Outubro, no Pavilhão 1 do Centro de Congressos de Lisboa.

Agustín Torres, Director do evento E-commarketing Show, explicou ao nosso site as vantagens em participar neste certame

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Entrevista: Nuno Nunes (Marketing Pessoal)

Marketing Pessoal tem sido um tema quente nos últimos meses. Fomos tentar perceber do que trata esta disciplinado marketing numa conversa com um dos especialistas na área.

Nuno Nunes é licenciado em Gestão de Marketing e tem um percurso recheado de sucessos na gestão de produtos farmacêuticos. Dedicou os últimos anos ao estudo do Marketing Pessoal e defende-o como a melhor ferramenta de crescimento e desenvolvimento individual. Na opinião do coautor do recente livro “Marketing Pessoal. És um produto de sucesso?”, começou a era em que devemos trazer o marketing para a gestão da nossa vida pessoal e profissional.

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Entrevista: Alexandra Sousa (Fundação do GIL)

Alexandra Sousa é fund raiser e marketeer da Fundação do Gil.

Está ligada ao Marketing Social há mais de 10 anos e aceitou conversar um pouco com o Marketing Portugal para percebermos qual o trabalho de uma profissional que tem como missão, ajudar a dinamizar uma organização sem fins lucrativos.

Marketing Portugal – Quando falamos de Marketing Social, estamos a falar propriamente de..?

Alexandra – Estamos a falar de uma das mais recentes  vertentes do marketing, e de um conjunto de estratégias centradas em alcançar uma maior equidade social, que pode passar por questões relacionadas com apoios sociais diversos, ambiente,  educação, saúde, etc. Uma ferramenta essencial para quem trabalha e defende uma causa que visa o bem estar colectivo ou de um grupo de pessoas.

Marketing Portugal – O Marketing Social também se dá ao nível das empresas com fins lucrativos? De que forma pode ser uma mais-valia para uma empresa ?

Alexandra – O marketing social não é uma exclusividade das instituições do terceiro sector. Muitas vezes, desenvolver uma acção de marketing social, pode vir a representar uma mais- valia comercial para uma empresa. Por exemplo, se uma empresa produtora de lacticínios, promover campanhas contra a osteoporose. Se por um lado, está a dar a conhecer as necessidades do nosso organismo e os benefícios de beber leite, contribuindo para combater um problema grave de saúde, por outro lado também vai beneficiar comercialmente, porque a sua campanha vai acabar por se reflectir nas vendas. Para além da imagem positiva que ficará associada ao nome da empresa.

Marketing Portugal – Muitas das vezes o Marketing Social é confundido com responsabilidade social. São a mesma coisa com nomes diferentes, ou são conceitos diferentes?

Alexandra – São conceitos diferentes que muitas pessoas e as próprias empresas tendem a confundir. Como já referi há pouco, o marketing social é usado para comunicar causas, com temáticas tão variadas como a saúde, a cultura, o ambiente, questões sociais, tendo em vista levar o seu grupo alvo a praticar uma acção, a mudar de atitude. A responsabilidade social é outra coisa. Não é uma estratégia de gestão. Faz parte das nossas consciências. Uma empresa com responsabilidade social é uma empresa com consciência de que se está inserida num todo, numa sociedade, tem que ter uma participação activa para além de alcançar o seu objectivo máximo – o lucro. Tem que fazer parte do seu adn que é sua obrigação contribuir para um mundo melhor, quer seja em termos sociais, ambientais ou outros, sem tirar daí contrapartidas, nem fazer disso publicidade em seu benefício.

Marketing Portugal – Qual é o principal desafio para um departamento de Marketing de uma organização social, como a Fundação do Gil?

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Entrevista: André Telles (Marketing Digital)

foto andré livro c efeitosGraduado em Publicidade e Propaganda pela PUC-PR em 1995, o publicitário André Telles possui Pós Graduação em Marketing na FAE Bussiness School em 1996 . Tem um MBA com ênfase em direção estratégica na FGV Fundação Getúlio Vargas em 2008
Tem em seu currículo diversos cursos de extensão ligados a marketing digital e Internet, no Brasil e exterior. Foi o primeiro brasileiro a publicar um livro sobre Social Media Marketing, em 2005, intitulado “Orkut.com”.
Em 2008 escreveu sua segunda obra, intitulada “Geração Digital”. Em 2010 lançou seu terceiro livro de marketing digital, pela editora M. Books, intitulado “A revolução das Mídias Sociais”.
Realizou diversas palestras e ministra aulas sobre marketing digital e mídias sociais em Universidades e Escolas de Marketing e Propaganda importantes como a ESPM e Universidades Federais. Realizou a convite do Google Internacional palestra para os Googlers, funcionários da gigante de buscas.
Atualmente é CEO da agência especializada em marketing digital; Mentes Digitais.

Marketing Portugal – André, quando falamos em Marketing Digital, “Mídias Sociais” e Redes Sociais, por vezes os conceitos são confusos. Como caracterizaria cada um destes conceitos?

André Telles – Temos os conceitos de marketing como grandes fundamentos, sem eles não podemos pensar em Marketing Digital. O Marketing tem diversas ramificações, como o marketing Social, o Marketing Esportivo, o Marketing Cultural dentre outros. As Mídias Sociais e as Redes Sociais estão abaixo do grande guarda-chuva do Marketing Digital, sendo assim:

Marketing Digital é um conjunto de estratégias de marketing que visam a satisfação dos desejos do consumidor virtual e a venda de um produto/serviço por meio do ambiente digital. Temos uma gama de nos comunicarmos melhor com esse consumidor: SEO (otimização de sites para mecanismos de busca), SEM (administração de links patrocinados), e-mail marketing, mobile marketing, mídias sociais, contrução de sites e blogs modernos e interativos, entre outras estratégias.

Mídias sociais o termo é recente, e só nos últimos anos passou a ser difundido, deixando para trás o termo “new media”, como era chamado em 2005, época do meu primeiro livro. O seu significado está voltado para a característica dos sites, nos quais o conteúdo é gerado para e pelo usuário. Sendo assim, sites como o Twitter (microblogging), Youtube (compartilhamento de vídeos), SlideShare (compartilhamento de apresentações), Digg (agregador), Flickr e Twipic (compartilhamento de fotos) são juntamente com as Redes Sociais (Orkut, Facebook, MySpace, LinkedIn), as quais considero uma categoria a parte.

Redes sociais – são ambientes virtuais cujo foco é reunir pessoas, os chamados membros, que, uma vez inseridos, podem expor seu perfil com dados como fotos pessoais, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando listas de amigos e comunidades. Lembrando que no aspecto sociológico, Redes Sociais são grupos de pessoas e não ferramentas, mas como estamos conceituando dentro do Marketing Digital o termo se aplica de modo similar.

Marketing Portugal – Hoje em dia, com o crescimento das soluções de Marketing Digital, quase que se tornou obrigatório para uma empresa estar ligado à Internet. Qual a sua visão sobre este assunto?

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Entrevista: André Carvalho (Director de Marketing – RED BULL)

RedBull_AndrédeCarvalhoAndré Carvalho é Licenciado pelo IADE e está à frente do Marketing da Red Bull Portugal desde Junho de 2003. Na marca desde 1999, percorreu várias áreas da empresa, desde o Trade Marketing ao Event Management.

MKTPortugal – Quando falamos de Red Bull estamos a falar de..?

André Carvalho – Quando falamos de Red Bull, falamos de energia que nos permite ir mais longe, mais rápido, mais preciso, mais alto ou mais fundo. Falamos de dar asas, de permitir atingir os objectivos e ultrapassar barreiras, sejam elas quais forem. Dar asas para mim é uma coisa, para outra pessoa será, com certeza, outra. É sermos nós próprios. Estamos a falar de inovação, de auto-confiança com uma boa dose de auto-ironia, de ser anti-autoritário, profissional mas com tranquilidade na execução, ser polarizador, criativo e imprevisível e sempre, sempre genuíno. É isso que é a Red Bull. E tentamos que esses atributos passem em tudo o que desenvolvemos.

MKTPortugal – Qual o posicionamento da Marca Red Bull?

André Carvalho – O nosso posicionamento baseia-se na funcionalidade do produto – revitaliza corpo e mente. O slogan “Red Bull dá-te aaasas.” é a interpretação criativa disso.

MKTPortugal – A Red Bull é sem dúvida uma marca diferente, inovadora e “aventureira”. Qual a estratégia da Red Bull para manter esta diferenciação tão exigente e acentuada, num mercado cada vez mais competitivo e globalizado?

André Carvalho – A estratégia de marketing da Red Bull tem por base duas vertentes: a funcionalidade do produto e o foco nas pessoas, no consumidor. O mundo e o lifestyle das pessoas alteraram-se muito nos últimos vinte anos. Existe, cada vez mais, uma grande necessidade das pessoas de viver a vida ao máximo, quer em termos profissionais, quer em termos pessoais. Este estilo de vida exige mais tanto do corpo como da mente das pessoas e aí que entra Red Bull. Red Bull revitaliza corpo e mente. Nós mantemo-nos fiéis a nós próprios e a quem interessa realmente – o consumidor. A implementação da estratégia assenta em quatro pilares: a comunicação (onde além da comunicação de conteúdos Red Bull, se inclui a publicidade), o consumer collecting (as Wings Teams que dão a experimentar Red Bull a potenciais consumidores no local certo e na altura certa), o patrocínio a atletas e, finalmente, a criação de eventos em diversas áreas.

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Entrevista André Rabanea Guerrilla Marketing

Entrevistador Pedro Garcia

Certamente que a maioria dos profissionais ou entusiastas de Marketing já ouviram falar em Marketing de Guerrilha. Contudo nem todos conseguem caracterizar o que realmente é a Guerrilha, sendo para muitos  uma tendência a seguir e para outros  apenas uma moda ou uma ferramenta  utilizada quase em exclusivo por pequenas empresas com recursos muito limitados.
Assim lançámos o desafio ao André Rabanea para nos falar um pouco de Marketing de Guerrilha.

Andre Rabanea

O André Rabanea é especialista em Marketing de Guerrilha, CEO e fundador da primeira Agência de Guerrilha em Portugal: a Torke.

Actualmente a Torke já conta com 5 anos de actividade e recentemente o seu posicionamento foi reajustado, trazendo com ele um novo conceito (Boutique Guerrilla Agency) e uma nova forma de se assumir perante o mercado:

A visitar: http://invisiblered.blogspot.com/ e http://bignicknack.wordpress.com/

Marketing Portugal – O que é o Marketing de Guerrilha?

André Rabanea - Hoje já nem sei mais como definir.
Em 1982 Jay Conrad achava uma coisa, em 2005 eu achava isso: O marketing de guerrilha é uma forma de envolver os consumidores com a marca. Não através da imposição mas através da conquista. É um conjunto de estratégias diferenciadas e inovadoras cujo objectivo é surpreender, pelo inesperado e pelo barulho, pela emoção, pela ousadia e pela agilidade e que, por isso mesmo, conquistam e seduzem os consumidores. Disto são exemplos estratégias como o marketing viral, ambush marketing, intervenções urbanas e performances, marketing invisível, blog marketing, PR stunts, etc….
O mercado muda o conceito não pode ficar parado. Se é um conceito inovador não podemos mante-lo intocável.

Marketing Portugal – Até há bem pouco tempo existia a percepção de que o Marketing de Guerrilha era apenas uma ferramenta utilizada por PME’s. Actualmente já começa a ser perceptível a importância do mesmo como parte integrante do Marketing Mix das empresas, será que esta tendência será para manter?

André Rabanea - Com certeza. Hoje os maiores clientes utilizam marketing de guerrilha.

Marketing Portugal – O que achas do “estado” do Marketing de Guerrilha em Portugal? É difícil realizar acções de Marketing de Guerrilha em Portugal?

André Rabanea - Acho bom! Não estamos atrás em termos de criatividade de outros paises, e varias empresas já começam o fazer, algumas mais criativas qeu outras, algumas com mais experiencia que outras, mas é um bom indicativo tantas empresas começarem a pedir e nascer novas agencias nesta área.
Não é difícil, só depende do cliente.

Marketing Portugal – Quando falamos em Marketing de Guerrilha pensamos na expressão “desafiar os limites”.Até aonde vão esses limites e de que forma são eles controlados?

André Rabanea - Limite ta do lado do cliente, nunca do nosso. Pensávamos fora da caixa a 5 anos atrás…hoje nem sabemos onde está a tal da caixa.

Marketing Portugal – Actualmente ainda existe quem desconfie da utilização do Marketing de Guerrilha, consideras que é possível realizar Guerrilha em todos os modelos de negócio?

André Rabanea - Estamos a fazer para o ActivoBank.

Marketing Portugal – Quando os clientes pretendem realizar uma acção de Marketing de Guerrilha sabem o que os espera?

André Rabanea - Não sei, as vezes pedem sem saber o que pode aparecer. Os melhores clientes são os que já tem uma noção básica da guerrilha e do nosso portfolio, pois sabe do potencial que tem. As vezes o problema é que alguns clientes fazem uma acção de distribuição de flyer no metro, a agencia chama isso de guerrilha e o cliente nunca mais vai querer fazer guerrilha. Ou pensa que guerrilha é sujar as ruas ou fazer malabares no semaforo.

Marketing Portugal – Qual foi o projecto que mais o marcou?

André Rabanea - Ixii, tem vários. Vários momentos importantes. Cases da Fox, Optimus e Peugeot foram os maiores e mais importantes destes 5 anos. Mas claro que os nosso próprios cases são marcantes, como a menor árvore da Europa, a invasão nas agencias e o croquette awards.

Marketing Portugal – Qual a empresa ou marca para a qual gostarias de realizar uma acção de Marketing de Guerrilha?

André Rabanea - As marcas que tínhamos interesse já batemos a porta e já fizemos algo, não ia aguentar quieto. Mas queria que a Lego tivesse em Portugal e que a Mini apostasse em guerrilha como aposta lá fora.

Marketing Portugal – Por fim, como caracterizas o Marketing de Guerrilha numa única palavra?

André Rabanea - Disrupçãocriativa!


“Tyrannybook” – Testemunhas da Tirania

Numa época em que as redes sociais fazem cada vez mais parte do dia-a-dia dos cidadãos, as instituições governamentais, empresas, e organizações não governamentais aperceberam-se de quão estes websites são ferramentas de comunicação e networking incrivelmente poderosas e eficazes. Se os novos média sociais se encontram já a ser explorados, com a criação de perfis no Hi5, LinkedIn, Facebook, Twitter, entre outros, bastante generalizada, parece ter chegado a altura de dar o passo seguinte.

Assim, aliando o networking social à luta pela defesa dos Direitos Humanos, surge o “Tyrannybook” (livro da tirania), o novo projecto da Amnistia Internacional Portugal em colaboração com a agência de publicidade Leo Burnett Iberia. Com um design derivado do Facebook, o “Tyrannybook” apresenta-se como uma plataforma de comunicação e partilha de informação, permitindo aos seus utilizadores, através de um sistema de seguidores, tornarem-se testemunhas dos atentados aos Direitos Humanos perpetrados por alguns dos maiores ditadores do mundo contemporâneo e participar na denúncia dos seus crimes.

Robert Mugabe, presidente do Zimbabwe, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão ou Kim Jong-il, líder de facto da Coreia do Norte, são apenas alguns dos “tiranos” cuja actividade o utilizador pode seguir através de notícias colocadas nas várias páginas. O “Tyrannybook” permite também convidar amigos a tornarem-se nossos “aliados” na troca de pontos de vista e discussão das problemáticas inerentes à violação dos Direitos Humanos.

Irene Rodrigues, Directora de Comunicação e Imprensa da Amnistia Internacional Portugal, aceitou amavelmente responder a algumas perguntas sobre esta nova plataforma social:

Marketing Portugal – O que é e como surgiu o conceito “Tyrannybook“?

Irene Rodrigues – O conceito do “Tyrannybook” vai ao encontro da intenção da Amnistia de criar um movimento global de Direitos Humanos que passa também por promover redes sociais de activistas e pessoas preocupadas empenhadas em observar alguns dos líderes mundiais que mais atentam contra os Direitos Humanos. Este conceito foi-nos proposto pela agência de publicidade, Leo Burnett.

Marketing Portugal – Quais os objectivos por detrás da criação desta rede social?

Irene Rodrigues – Promover a consciencialização dos seus seguidores para as violações de Direitos Humanos perpetradas pelos líderes mundiais visados e levar os mesmos seguidores a actuarem contra essas violações. O dever de promover os Direitos Humanos e denunciar a violação é de todos os Seres Humanos (não só de organizações como a Amnistia Internacional) pois os Direitos são de todos.

Marketing Portugal – Porquê a opção por uma rede social distinta para desenvolver este projecto e não apenas fazê-lo através dos perfis que a organização tem em outros websites de networking social como o Hi5 ou o Facebook?

Irene Rodrigues – Pelo impacto que pode ter e para distinguir precisamente das redes já existentes. O conceito sendo parecido é distinto uma vez que em todas as outras redes os utilizadores procuram ser os pólos aglutinadores de amigos, partilhando com eles todo o tipo de informação. Aqui o conceito é mais partilhar informação com os amigos sobre alguns dos líderes responsáveis pelas violações dos Direitos Humanos.

Marketing Portugal – Como pretendem divulgar a existência desta nova plataforma?

Irene Rodrigues – Através da imprensa, da internet, das redes sociais existentes, entre outros.

Marketing Portugal – Quais as metas em termos de utilizadores que se propõem atingir até ao final de 2010?

Irene Rodrigues – Não colocámos qualquer meta. Pretendemos sim consciencializar os utilizadores, levando-os a actuar em prol dos Direitos Humanos. A nossa meta final é dar a perceber aos lideres responsáveis pelos atropelos aos Direitos Humanos que as pessoas estão atentas e que não toleram a sua actuação.

Marketing Portugal – Tendo em conta a diversidade de redes sociais existentes e, apesar do carácter distintivo do “Tyrannybook”, como pretende a Amnistia Internacional dinamizar esta nova rede?

Irene Rodrigues – Será dinamizada de acordo com a disponibilidade da organização, sempre que se justifique e que existam informações. Com recurso às notícias produzidas pela organização sobre as violações aos Direitos Humanos nos países dos líderes no “Tyrannybook”, proporemos às pessoas formas de actuarem para pressionar estes mesmos líderes para que cessem essas violações.

Marketing Portugal – De que forma é que este tipo de projectos de marketing social acrescenta valor a uma organização como a Amnistia Internacional Portugal?

Irene Rodrigues – Pode ajudar a fazer chegar mais longe e a mais pessoas o trabalho desenvolvido pela organização e a própria consciencialização para os Direitos Humanos.

Marketing Portugal – Qual o impacto observado resultante da presença da Amnistia Internacional Portugal nos vários websites de networking social em que se encontra inscrita?

Irene Rodrigues – A Amnistia Internacional Portugal está presente no Facebook, no Twitter, no Youtube, no LinkedIn e no Hi5 e usa estas ferramentas como forma de publicitar e dinamizar as suas acções, mas o impacto ainda não é o desejado ou o possível.

Sendo uma das mais antigas Organizações Não Governamentais bem como uma das com maior grau de notoriedade, a Amnistia Internacional percebeu já claramente as vantagens de se associar aos média para o melhoramento da sua Comunicação com a sociedade. Isto traduzir-se-á no reforço da sua imagem de marca, o que, por sua vez, reflectir-se-á num maior número de doações e voluntários, levando a que os cidadãos se sintam mais parte integrante e activa dos projectos da organização.

A luta contra a violência doméstica sobre as mulheres, a procura de soluções para um maior controlo das armas, o repúdio da discriminação nas suas mais variadas formas, o combate ao terrorismo sem o recurso à tortura de prisioneiros e o fim da pena de morte são apenas algumas das bandeiras de luta mais conhecidas da Amnistia Internacional. Acima de tudo, é através de plataformas como o “Tyrannybook” que é possível angariar fundos para utilização em iniciativas que pelo seu menor mediatismo não atraem normalmente a atenção do cidadão comum.

O “Tyrannybook”, website de networking social de alerta e combate aos ditadores do século XIX, é apenas a mais recente iniciativa de Comunicação da Amnistia Internacional. Afinal, que melhor maneira de alcançar o público mais jovem, muitas vezes dessensibilizado para os conflitos políticos e humanitários que decorrem nos vários cantos do mundo, do que através do apelo à discussão e partilha de informação de modo interactivo para fortalecer a causa dos direitos humanos e formar uma comunidade global de defensores dos Direitos Humanos? Abaixo a tirania!

Sobre o entrevistador:


rui silvaRui Frias


A frequentar o 3º ano da Licenciatura de Gestão da Faculdade de Economia do Porto (FEP).
Estudante Erasmus na Universidade Robert Gordon no Reino Unido, no período de Setembro de 2009 a Janeiro de 2010.
Certificate of Proficiency in English (CPE).

Entrevista: Jorge Lascas

Jorge LascasJorge Lascas é licenciado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e frequenta uma pós-graduação em Gestão no ISEG.
Tem desenvolvido actividade profissional na área comercial, marketing e comunicação, sempre ligado aos ramos da construção e imobiliário.
Está nomeado para os prémios “Linkedin European Business Awards 2010″ na categoria “Rising Star of the Year”.

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Marketing Portugal – Como e quando começou a sua dedicação às redes sociais?

Jorge Lascas – A minha primeira experiência foi há cerca de 10 anos com o hi5. Entretanto abandonei a sua utilização quando comecei a levar mais a sério a vida profissional por não ver na mesma utilidade para a minha actividade. Após um interregno de cerca de 5 anos voltei a utilizar quando em Agosto de 2009 descobri o linkedin e o considerei adequado a uma utilização profissional. Pouco depois criei também perfil no facebook e no twitter, apesar de não estar ainda activo no último. Como sou responsável pelo site da Monofásica (www.monofasica.pt) decidi também criar para a empresa uma presença nas redes sociais como parte da estratégia de comunicação interna e externa.

Marketing Portugal – O Jorge está presente em várias redes sociais. Quais são as suas favoritas e porquê?

Jorge Lascas – Sem dúvida a minha preferida é o linkedin por permitir identificar em cada perfil o nome do utilizador, a empresa onde trabalha e a sua função. Tem um potencial enorme no desenvolvimento da minha actividade comercial. Do tempo que dedico às redes sociais, 90% é passado no linkedin. Acredito que o facebook também tem imenso potencial, até mais do que o linkedin para certas actividades, mas para mim continuo a preferir o linkedin.

Marketing Portugal – Como se consegue gerir tantos grupos, com tantos membros, procurando estar sempre presente, perde-se muito tempo?

Jorge Lascas – Não é fácil fazer uma gestão efectiva de todos os grupos sem despender muito tempo. Normalmente o que faço é no momento de redigir a newsletter mensal de cada grupo fazer uma arrumação e limpeza dos grupos. Poderia efectivamente fazer melhor, mas precisaria investir mais tempo que não tenho. Quando surge alguma discussão que me interessa pessoalmente participo como qualquer utilizador, partilhando a minha opinião com os restantes membros.

J.Lascas Linkedin

Marketing Portugal – Qual o segredo para ter 4 grupos de tanto sucesso no Linkedin (Sales & Marketing Portugal, Business Ideas PortugalBusiness & Jobs EUROPE e Business & Jobs PORTUGAL)?

Jorge Lascas – Quando na questão refere “sucesso” penso que se refere a ter muitos membros. Antes de responder permito-me esclarecer que o sucesso de um grupo não tem que ser medido pelo número de membros. Por exemplo um grupo com 100 membros, mas muito específico no seu âmbito pode ser mais interessante para certos utilizadores do que um grupo com 5.000 membros mas muito abrangente.

Quanto ao segredo para ter um grupo com muitos membros, posso dar alguns tópicos:

1 – Nome e âmbito: Um nome e âmbito abrangente irão atrair muito mais utilizadores. O “Business & Jobs Portugal” é o caso. A grande maioria dos utilizadores do linkedin tem ou quer ter um emprego ou um negócio. Assim, é muito fácil os utilizadores identificarem-se com o grupo e quererem tornar-se membros.

2 – Comunicação activa: Comunico regularmente com os membros dos grupos através da newsletter mensal e anúncios regulares, onde faço sempre um apelo à sua actividade no grupo e divulgação junto dos seus contactos. Há sempre membros que respondem positivamente ao apelo e apoio a expansão dos grupos. É aos membros que devo a expansão dos grupos.

Marketing Portugal – Muitas pessoas questionam – O que ganha uma pessoa em criar grupos e “perder” o seu tempo a dinamiza-los. Quer responder?

Jorge Lascas – A minha actividade online é parte de uma estratégia de marketing pessoal. Utilizo a minha presença online como uma ponte para um conhecimento offline, para um conhecimento real das pessoas. Nesse aspecto é muito gratificante, pois muitas das pessoas que conheço no decorrer da minha actividade já tiveram de alguma forma um contacto comigo online, o que facilita a aproximação e a criação de uma relação de confiança. Na minha actividade comercial na Monofásica recebo pedidos de cotação para trabalhos vindos de contactos que conheço online. Organizo regularmente eventos e workshops em que os participantes vêm exclusivamente da divulgação nas redes sociais. Sou regularmente contactado por empresa de executive search, interessadas em saber mais sobre a pessoa por trás de tanta pró-actividade online. Para mim é como estar a investir num seguro de saúde, acidentes pessoais, trabalho e vida, num só pacote.

Marketing Portugal – É financeiramente viável e recompensador este trabalho online?

Jorge Lascas – Na minha actividade profissional é muito difícil medir o retorno do investimento de tempo passado nas redes sociais no curto prazo. Para mim é um investimento a médio prazo (3 a 5 anos) e ainda é cedo para fazer um balanço, mesmo que provisório. No entanto acredito que para certas actividades, como por exemplo um consultor financeiro, o retorno financeiro possa ser muito mais rápido, mesmo até a partir do primeiro dia.

Marketing Portugal – Mudando de assunto. O Jorge assume publicamente que tem como objectivo ser o especialista, número 1, em Marketing Pessoal. Em que consiste esta temática e o que o tem fascinado para traçar objectivos tão ambiciosos?

Jorge Lascas – Tenho efectivamente investigado e desenvolvido o conceito de Marketing Pessoal. Existem várias razões para esse posicionamento. Em primeiro lugar porque gosto do tema. Interessa-me. Também porque não identifiquei em Portugal ninguém que tivesse abordado o tema da forma que o vejo. Há portanto uma porta aberta para este posicionamento. Tenho visto algumas coisas sobre Marca Pessoal, mais focado na imagem do que na essência do indivíduo. O conceito de Marketing Pessoal que quero desenvolver começa por olhar primeiro para o interior da pessoa, os valores, os objectivos, a estratégia para depois passar para a comunicação, a imagem e o restante mais exterior, de forma transversal, coerente e equilibrada. O meu objectivo não é inventar nada, até porque acho que não há nada para inventar neste campo. Acho o desafio é sistematizar, desenvolver uma metodologia que seja fácil de transmitir e se possa relacionar com resultados.

Marketing Portugal – De que forma o Marketing Pessoal pode ajudar um profissional?

Jorge Lascas – O Marketing Pessoal na forma que o entendo ajuda qualquer pessoa, quer na sua relação com a família ou os amigos, quer na sua actividade profissional. Abordando o lado profissional, todas as pessoas, de forma mais ou menos sistematizada fazem acções de Marketing Pessoal na sua actividade profissional. Um funcionário que tem como hora de entrada na empresa as 9h00 e que religiosamente chega às 8h50, está a promover o seu Marketing Pessoal. Já o funcionário que sistematicamente chega às 9h30, com desculpas esfarrapadas, está a prejudicar a sua imagem na empresa. O Marketing Pessoal é um processo de melhoria contínua, que se pode começar em qualquer idade ou fase da vida, e que nunca deve parar. O que obtemos está directamente relacionado com o que somos e o que fazemos. Se estivermos sempre a melhorar quem somos, se fizermos mais e melhor, estaremos em condições de atingir mais rapidamente e ter objectivos mais ambiciosos.

Marketing Portugal – As pessoas, nomeadamente os profissionais, já estão consciencializados para a importância do Marketing Pessoal?

Jorge Lascas – Existem muitos profissionais que de forma intuitiva já o praticam há muitos anos. Basta que pensemos nas pessoas que consideramos como especialistas, vencedores, gurus, em qualquer actividade profissional, académica, desportiva, do espectáculo. São casos de sucesso em Marketing Pessoal. Penso que poucas pessoas olham para o tema e o abordam de forma metódica e sistematizada. Assim como há muitas pessoas que são verdadeiros casos de estudo de anti-marketing pessoal.

Marketing Portugal – Pode dar-nos algumas dicas, genéricas, de como podemos trabalhar o nosso Marketing Pessoal?

Jorge Lascas – Posso falar de algumas ferramentas muito úteis para desenvolvimento do Marketing Pessoal:

1 – Programação Neuro Linguística: Ferramenta muito útil para para conhecer a forma como o nosso cérebro processa a informação.

2 – Coaching: Conhecer o processo de coaching, as suas metodologias e abordagens pode ajudar o indivíduo a atingir resultados mais rápidos no processo de evolução e melhoria pessoal.

3 – Networking: Uma coisa que nunca vai mudar é que o mundo é comandado por relações pessoais. As empresas são compostas por pessoas. As decisões são tomadas por pessoas. A nossa evolução pessoal e profissional está directamente relacionada com as pessoas que conhecemos e como interagimos com elas. Temos que apostar no crescimento da nossa rede de contactos.

4 – Redes Sociais – A presença nas redes sociais deve fazer parte da estratégia de Marketing Pessoal.  São um excelente catalisador. Podem fazer as coisas acontecer mais rapidamente e de forma global, sem fronteiras.

NWeventos Open Networking

Marketing Portugal – O Jorge está altamente empenhado em dinamizar a sua rede. Criou agora o OPEN NETWORKING LUNCH. Qual o objectivo e como tem corrido esta iniciativa?

Jorge Lascas –O Open Networking Lunch permite que qualquer pessoa saiba que tem um local onde pode ir e conhecer pessoas novas, qualquer que seja o seu objectivo. É um almoço que acontece todas as sextas-feiras no restaurante Brisa do Rio situado em Lisboa no Parque das Nações Norte e de forma aberta recebe todos os participantes numa perspectiva de partilha, de entre ajuda profissional. Já aconteceu 3 vezes com cerca de 15 pessoas de cada vez, onde há sempre repetentes e novos participantes. Qualquer pessoa pode ir só uma vez, todas as semanas ou quando puder e quiser. Penso que é um formato de sucesso e que irá expandir até para outras cidades.

Marketing Portugal – No Ignite Lisboa, começou a sua apresentação como um verdadeiro humorista. Considera esta característica indispensável para um orador se aproximar da plateia? Que outras características destaca para se ser um bom orador?

Jorge Lascas – É talvez a pergunta onde estou menos à vontade. No Ignite foi a terceira vez que falei em público, tendo a primeira vez acontecido há cerca de 2 meses. Tenho pois uma reduzida experiência. Não quer dizer que não tenha a minha opinião sobre o assunto. Dependendo do local, do público, do tema, pode ou não ser adequado lançar uma piada. Mas normalmente começar uma apresentação com uma piada ajuda a soltar o orador, o público e criar ligação entre ambos. A piada não estava prevista na minha apresentação, mas achei adequada por fazer ligação à apresentação de outro orador. Isto também acho importante quando fazemos uma apresentação numa sequência de oradores, procurar ligar a nossa apresentação com as outras. Existem também questões mais técnicas como a postura, a colocação da voz, a forma de olhar para a plateia, os gestos. Mas aqui também ainda muito tenho a aprender e desenvolver.

Marketing Portugal – Sabemos que o Jorge Lascas tem inúmeros projectos. O que poderemos esperar de Jorge Lascas nos próximos tempos?

Jorge Lascas – A novidade que posso lançar em primeira mão é que estou a escrever um livro sobre Marketing Pessoal. Sobre o meu conceito de Marketing Pessoal. Espero fazer o pré-lançamento online nas redes sociais no fim de Abril e que esteja pronto em Dezembro deste ano. É um grande desafio mas que é fundamental para sistematizar o conceito de Marketing Pessoal e massificar a sua divulgação.
Marketing Portugal – O Jorge já escreveu um artigo para o Marketing Portugal, sobre Marketing Pessoal. Porque decidiu entrar neste “barco” e de que forma considera que o Marketing Portugal poderá ser uma mais-valia para os seus leitores?

Jorge Lascas – A colaboração com o Marketing Portugal engloba muitos dos temas abordados nesta entrevista. Conheci o Paulo Morais online, nas redes sociais, e iniciou-se uma comunicação regular entre nós. O Paulo ficou a saber o que eu faço e eu fiquei a saber o que o ele faz. Daqui surgiu o contacto com o projecto com o qual me identifiquei. Apresentei logo a minha disponibilidade para colaborar. Penso que o Marketing Portugal é um excelente projecto do qual beneficiam pessoas e empresas. Os profissionais e estudantes de marketing têm uma fonte de informação e conhecimento de qualidade. As empresas têm acesso a profissionais em diversas áreas do marketing que podem consultar para melhorar o seu negócio. Será interessante ver o desenvolvimento e consolidação do projecto e é uma honra poder participar.

Entrevista Pedro Caramez

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Rui Pedro Caramez, é autor do livro Linkedin – Como rentabilizar a sua presença online.

O livro é um excelente guia para a utilização da plataforma Linkedin, revelando ao leitor português todas as dicas para um bom uso da mesma. Cada capítulo oferece uma característica importante, à volta da qual se preparam estratégias para uma melhor rentabilidade da presença online. Esta plataforma é uma montra virtual fundamental para qualquer empresário, empreendedor que se pretende afirmar neste mercado competitivo.
Com formação superior em Gestão no âmbito das organizações desportivas, desenvolve funções docentes no Instituto Superior da Maia e é formador em várias organizações de formação profissional.
Formador acreditado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tem coordenado e conduzido formação nos últimos 12 anos para diversos tipos de público.

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Marketing Portugal – Sendo o Pedro um Networker activo em diversas redes sociais, como caracteriza cada rede em que está inserido?

Caramez – Antes de mais, agradeço o convite para a realização desta entrevista. De facto, o universo das redes sociais é gigantesco e serve naturalmente diferentes grupos e áreas de interesse. Dado o meu interesse e curiosidade em analisar as várias redes sociais, estou envolvido em cerca de 30. Cada uma delas tem as suas características. O utilizador comum consegue gerir activamente 2 a 5 redes sociais (últimos estudos).

Marketing Portugal – Sendo o Pedro um especialista da rede Linkedin, de que forma esta rede pode ajudar as empresas?

Caramez – os benefícios são variados dependendo do que vêm à procura. Aumento da carteira de contactos, a comunicação dos seus produtos ou serviços (boca-a-boca), a contratação dos melhores talentos, o desenvolvimento de estudos de mercado, estarem actualizados com as últimas tendências da indústria, referências para negócios por partes dos membros da sua rede de contacto… poderia continuar a enumerar mais benefícios.

Marketing Portugal – O Pedro, no grupo do Linkedin – LinkedPortugal – presta um serviço de excelência dando dicas indispensáveis para se rentabilizar a presença no Linkedin. Pelo número de pedidos de avaliações de perfil que temos assistido, parece ser uma tarefa delicada que exige tempo e dedicação. É compensador partilhar este tipo de informação a troco de, aparentemente, nada? Qual o objectivo?

Caramez – Desde início, tive necessidade de mostrar às pessoas todo o potencial que esta rede lhe podia trazer. Imaginei que as pessoas viriam à procura de mais dicas para melhor orientarem o seu perfil. A avaliação procura ser muito detalhada e, na maioria dos casos, as pessoas ficam surpreendidas com toda a análise. Esta avaliação cobre todos os elementos chave do Perfil desde a foto do perfil aos grupos.

Tem sido muito gratificante, já fiz centenas de avaliações. Tem sido uma oportunidade excelente de ver tantos perfis de portugueses nas variadas áreas de negócio e em várias situações profissionais.

linkedportugal

Marketing Portugal – e as pessoas (individualmente)? Conhece casos de sucesso de pessoas que, atravésdo Linkedin, tenham progredido profissionalmente ou encontrado um novo emprego?

Caramez – Claro que sim, são vários os exemplos. Todos os dias recebo na minha caixa de correio, evidências destes “happy endings”.

Marketing Portugal – “Linkedin – Como rentabilizar a sua presença online”, o que podemos aprender com este livro? Quais os “ponto-chave?”

Caramez – Este livro pretende ser um manual de apoio à utilização do Linkedin. Foi redigido de forma a percorrer as diversas funcionalidades ao serviço do utilizador. A secção de destaque é a do perfil – o novo cartão de negócios virtual.

Marketing Portugal – Já existem muitas empresas a recorrer ao Linkedin para “procurar talentos”?

Caramez – Apesar de muitas empresas de recrutamento ainda usarem sistemas tradicionais para a captação de talentos, a quantidade e qualidade de perfis que estão no Linkedin, tem sido decisiva para os fazer usar esta plataforma. O quadro de empregos lançados no Linkedin de empresas portuguesas tem aumentado e as solicitações activas e reactivas dos recrutadores são de momento muito frequentes.

Marketing Portugal – Na sua vida profissional, de que forma tem tirado partido das redes sociais?

Caramez – As redes sociais permitem-me levar a minha mensagem a muitas pessoas. Adoro a componente social e tenho tirado enormes proveitos profissionais seja nas constantes actividades formativas em Universidades europeias, seja nas actividades de consultoria e formação. Tem sido cada vez mais interessante!

Marketing Portugal – No Net Connections, em Lisboa, juntamente com Filipe Carrera, analisou os vários tipos de redes sociais e “lançaram” algumas dicas para seleccionar as melhores redes para intervir profissionalmente. É possível partilhar connosco algumas dessas dicas?

Caramez -  O evento foi muito interessante dado que pudemos compreender o fenómeno online e offline do networking. O Filipe já foi entrevistado aqui no Marketing Portugal e dispensa apresentações. No processo de selecção das redes sociais, a importância reside na formulação dos objectivos de comunicação da empresa. O que queremos comunicar? Que objectivos pretendemos atingir?

Marketing Portugal – Como tem sido a aceitação das pessoas relativamente às redes sociais? As pessoas e as empresas estão mais conscientes da importância destas redes e do que podem beneficiar com a sua utilização?

Caramez – Já não tenho dúvidas sobre o nível de aceitação das pessoas e empresas face às redes sociais. Os números de utilizadores não param de aumentar!  Uma das edições da Revista Exame deste ano bem como vários jornais já evidenciam o trabalho desenvolvido por várias empresas.
Marketing Portugal – Recentemente tivemos o prazer de estar presentes num Webinar de Pedro Caramez . Esta vai ser uma aposta como “Speaker”? Quais as principais vantagens?

Caramez – Este ano já realizei 3 webinars que contaram com mais de 100 pessoas. As plataformas para a realização de webinars que tenho testado ainda não me inspiram total confiança mas é sem dúvida uma nova forma de oferecer formação aos utilizadores sem que estes saiam de casa. A maior vantagem está relacionada com o facto do formando e formador estarem à frente dos seus computadores, sem qualquer constrangimento de deslocação. No entanto, o carácter impessoal e distante entre formando/formador ainda impõe algumas limitações. Vou continuar a desenvolver esses momentos formativos com temáticas específicas.

Marketing Portugal – O que podemos esperar de Pedro Caramez nos próximos tempos?

Caramez – De momento, estou apostado em dar apoio aos membros do grupo Linkedportugal e acorrer às solicitações das empresas para a realização de formações in-company. No mês passado, iniciei um novo serviço altamente personalizado de e-coaching para a optimização do perfil Linkedin de utilizadores – designado de Programa 777.

Marketing Portugal – Quais os próximos eventos em que estará presente?

Caramez – Em relação a próximos eventos, estarei no dia 13 de Março no Congresso da Federação de Junior Empresários em Viana do Castelo, no dia 16 de Março promovo um Clinic sobre Linkedin no Porto; 9 e 10 de Abril em Lisboa com a Mindcoach e muito mais evento que já estão agendados.

livro

Entrevista a Luís Gonçalves (Lifecooler)

LG_FotoLuís Gonçalves é Director Comercial da empresa Sítios, Serviços de Informação Turística SA, que assume como missão a promoção do Turismo Interno e das actividades de lazer, através de diferentes vertentes: 

Edições: produção de livros e guias, conteúdos digitais, suplementos de jornais e revistas;
Média: diferentes suportes de comunicação, dos quais se destaca o maior e mais visitado site de turismo português: www.lifecooler.pt
Operador Turístico: produtos e serviços turísticos com a marca ChequeHotel sob o conceito “low cost”;
Gifts: CoolGift – uma experiência Lifecooler (marca lançada no passado mês de Novembro 09). 

Luís Gonçalves tem a seu cargo a gestão dos espaços publicitários e parcerias comerciais para o portal Lifecooler e e-mail-marketing. É responsável pelo desenvolvimento de parcerias assentes em Projectos Editoriais no âmbito do Turismo, Entretenimento e Lazer, assim como, parcerias que resultem no licenciamento e exportação de conteúdos no âmbito do Turismo para sites de parceirosProcuramos o Luís, que amavelmente aceitou dar esta entrevista e contar-nos um pouco da sua vida e da estratégia da Lifecooler.pt

 MKTPortugal – Começamos esta entrevista com uma questão que por vezes cria algumas dúvidas nas pessoas. Qual o posicionamento da Lifecooler.pt?

Luís Gonçalves – Ao utilizar a assinatura ”Guia da Boa Vida”, a marca Lifecooler assegura desde logo, uma forte afinidade a valores extremamente positivos: energia, paixão, optimismo, descoberta. Por outro lado, marca a sua territorialidade, assumindo a sua dedicação exclusiva a Portugal. Ao apresentar semanalmente reportagens com sugestões de sítios onde ficar, bons restaurantes, locais a visitar, diferentes espaços de compras, património e natureza de cada região, cumpre o compromisso de dar a conhecer o que de melhor temos no nosso país, merecendo ser conhecido e visitado.

A perguntas como: Onde vamos jantar? Que hotel para este fim-de-semana? Vamos para a serra ou para a praia? Que tal uma massagem de chocolate? O Lifecooler.pt responde com propostas de iniciativas, passeios, visitas a espaços, etc, que possam corresponder de uma forma imediata às necessidades de todos aqueles que consultam o portal.

Sabendo que o lazer é dos temas mais motivadores e envolventes para as pessoas, sabendo que há uma predisposição activa e positiva por parte de quem busca este género de informações e soluções para o seu tempo livre, o Lifecooler responde com um posicionamento dinâmico, jovem e responsável.

MKTPortugal – Com uma concorrência cada vez maior, a Lifecooler identifica-se como líder destacado no seu sector de actividade. Qual o valor acrescentado que tem para os seus clientes?

Luís Gonçalves – O turismo interno tem um peso cada vez mais significativo nos hábitos dos portugueses que privilegiam as viagens de fim-de-semana como momentos particularmente propícios para o lazer e a descoberta, procurando informação idónea sobre como planear e tirar o melhor partido de tais viagens.

É neste contexto que o Lifecooler.pt propõe demonstrar que Portugal pode ser descoberto por todos os portugueses, utilizando para o efeito conteúdos credíveis, fundamentados em informação correctamente recolhida e validada. Julgamos que este é claramente o sucesso do Portal: uma redacção que há 10 anos trabalha diariamente no research e validação de conteúdos, que de facto, satisfaçam, semanalmente, as expectativas dos nossos leitores.

Para além dos artigos de fundo, existem outras duas ferramentas importantíssimas no Lifecooler.pt: por um lado o nosso directório de recursos turísticos (cerca de 70.000 registos) que oferece aos leitores diversas possibilidades de pesquisa, cobrindo desde alojamento e restauração a património ou natureza, entre muitos outros temas, com uma abrangência de âmbito nacional. Por outro lado, uma agenda cultural (designada por Cartaz) completa e actualizada, com destaque para os principais eventos da semana, merecedores de sinopses mais aprofundadas, e que representam em si, importantes pretextos para sairmos de casa. Esta também de âmbito nacional.

Acreditamos que este esforço diariamente desenvolvido represente, de facto, o segredo da liderança do Lifecooler em Portugal. Em consequência, em 2006 vimos o nosso trabalho ser reconhecido pelo Instituto de Turismo de Portugal e pela Deloitte, com a atribuição do Prémio Turismo – Valorização do Espaço Público, na 1ª edição deste evento, entre 74 candidaturas.

Sem título

 MKTPortugal – A Lifecooler apresenta uma estratégia “blended” (online + offline). Com o evoluir do mercado online, como tem encarado a Lifecooler a sua presença na Internet?

Luís Gonçalves – À semelhança de qualquer outra marca, a procura de um índice de notoriedade cada vez maior, associado a um forte “goodwill”, é também uma preocupação que se impõe na gestão da marca Lifecooler. Se muitos projectos (por ex. editoriais) nascem no offline e transitam naturalmente para o online, o projecto Lifecooler assumiu-se à nascença como um projecto para plataforma web, tendo vindo nos últimos anos a transitar também para o offline.

Exemplo disso tem sido o lançamento de diferentes títulos de Guias turísticos Lifecooler (Guias de Lazer Lifecooler, Guia das Cozinhas do Mundo, Guia 101 Alojamentos de Sonho, etc) que assentes no mesmo conceito de disponibilizar informações e sugestões que privilegiam as viagens de fim-de-semana como momentos particularmente propícios para o lazer e a descoberta, acabam por colocar a marca Lifecooler nos lineares da grande distribuição e nas prateleiras do retalho livreiro. O mesmo posicionamento e missão, em dois suportes de comunicação: web e papel.

Com certeza que será no online que iremos continuar a apostar, sendo prova disso, já o novo lay-out que em breve o Lifecooler irá apresentar a todos os seus utilizadores, mais “clean”, mais “user friendly”, não descurando a necessidade de inovarmos ao procurarmos assegurar, em permanência, uma forte dinâmica de desenvolvimento de conteúdos. O objectivo passa claramente por consolidar a posição de liderança actualmente detida no mercado do Turismo e Lazer em Portugal, continuando a assumirmo-nos como a referência neste mercado.

MKTPortugal – Quais são os principais desafios de um Director Comercial? (fale-nos da sua experiencia)

Luís Gonçalves – O principal desafio com que nos deparamos diariamente (nós e outros promotores na web) é lutarmos para que o “budget” que cada marca aloca ao online, seja cada vez menos residual, comparativamente com os suportes tradicionais. Percebe-se que a sensibilidade dos marketeers para o online está a mudar, mas hoje em dia ainda procuramos que cada plano de meios reflicta a importância cada vez maior do online na vida de cada um de nós enquanto utilizadores, em vez de alocar as sobras da TV, imprensa, radio, etc

Para enfrentar este desafio, o Lifecooler.pt , para além dos formatos standard (m-rec, layers, leaderboards, etc) que disponibiliza, tem vindo a apresentar uma considerável flexibilidade, que nos permite saber desenhar as melhores soluções de comunicação, preferencialmente customizadas, em função daquelas que são as expectativas e objectivos de cada marca. Mais do que mera visibilidade (de resto garantida pelo tráfego de que usufruímos, 4 milhões de pv/mês), propomo-nos desenhar soluções que façam sentido para cada marca, através do desenvolvimento de afinidades entre os valores e posicionamento da marca e os diferentes conteúdos desenvolvidos no portal. Por outro lado, na perspectiva do utilizador, a publicidade surge menos agressiva e mais lógica: aos olhos de quem navega no Lifecooler, faz sentido uma Buondi associada ao Tema Restaurantes, assim como faz sentido a Ford associada às sugestões semanais de lazer e descoberta, para as quais naturalmente precisaremos de nos deslocar de automóvel. E se faz sentido aos nossos leitores, fará com certeza sentido às marcas. 

MKTPortugal – Com o crescimento das redes sociais, nota-se uma aposta da Lifecooler nesta área. Qual é o grande objectivo desta aposta?

Luís Gonçalves – Mais do que uma aposta, neste momento é uma abordagem que temos vindo a testar há cerca de 2 meses, atingindo neste momento 6.000 fãs, 4.000 dos quais em 4 semanas. Confesso que ficámos surpreendidos com o ímpeto inicial de crescimento do número de fãs da nossa página no Facebook, sabendo que depois de um forte arranque, estamos neste momento a atingir uma velocidade de cruzeiro. Temos uma dinâmica semanal para a colocação de “posts” que reflectem as principais sugestões da semana em destaque no Lifecooler.pt

Pretendemos que o Facebok se assuma, com certeza, como uma importante “porta de entrada” no Lifecooler.pt, dando a conhecer naturalmente a marca a todos aqueles que com ela ainda não se tenham cruzado.   

MKTPortugal – O que se pode esperar da Lifecooler a curto-prazo?”

Luís Gonçalves – Para já uma nova e mais fresca imagem e uma contínua aposta na promoção de tudo aquilo que de qualidade se faz em Portugal na área do Turismo e Lazer. O lançamento semanal de novos pretextos para a descoberta de Portugal vai continuar a ser sem dúvida a nossa aposta.

Queremos estar presentes em tudo o que tem a ver com o usufruto de lazer do nosso país, daí a nossa recente aposta no mercado dos packs-oferta de experiências, com a nossa marca COOLGIFT. Também com acesso via Lifecooler.pt é um projecto que nos entusiasma e com o qual pensamos dar valor ao mercado, uma vez que nos diferenciamos por dois factores: o lançamento de experiências criteriosamente seleccionadas pela nossa redacção, assentes em temas originais, assim como, uma estratégia de pricing que permite um fácil acesso a cada uma das experiências apresentadas com a marca COOLGIFT.

coolgift

Entrevista: Filipe Carrera

FilipeCarrera08O Filipe Carrera já quase dispensa apresentações, é um Networker activo e cheio de talento que tem levado o seu trabalho além fronteiras. Licenciado em Economia pelo ISEG-Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa, tem MBA pela Universidade Politécnica de Madrid, tem Pós-Graduação em e-Business pela Universidad Politécnica de Madrid, tem Pós-Graduação em Gestão da Formação em e-Learning pela Universidad Complutense de Madrid e tem Pós-Graduação em Gestão de Marketing pela Universidad Politécnica de Madrid.É Responsável pelas áreas de Consultoria de Gestão e Formação na empresa Prestin, é Professor dos Mestrados e Pós-Graduações do ISEG – Universidade Técnica de Lisboa.
Já foi orador em eventos em cerca de 40 países localizados na Europa, América, Ásia e África.
É Autor dos livros “Marketing Digital na versão 2.0 – O que não pode ignorar” e “Networking – Guia de Sobrevivência Profissional”.
É detentor dos seguintes prémios e certificações: International Training Fellow (ITF 103) pela JCI University, Most Outstanding Trainer in the World pelo Congresso Mundial da JCI 2008 (Nova Deli, Índia), Most Outstanding Trainer in Europe pela Conferência Europeia da JCI 2008 (Turku, Finlândia), JCI Senator #68039 e Prémio HR Leadership atribuído pela  Asian Pacific Congress 2008 (Bombaim, Índia).
É Presidente da Global Network Portugal da American Society of Training and Development (ASTD) e Membro fundador da Junior Chamber International – Portugal.
É Docente/formador do IPAM.

linkedin_logo_autor twitter_icon_autor icon_facebook_autor FilipeCarrera08 

MKTPortugal - Filipe, comecemos por falar sobre um tema que por vezes gera alguma confusão na cabeça das pessoas – O networking. Afinal o que é o Networking?

Filipe –  Gostava de começar por abordar o que não é Networking. Networking não é tráfico de influências, não é a cultura da cunha, não é Marketing multi-nivel. O Networking é uma actividade natural e desejável na vida social que qualquer país, permitindo aceder a mais negocio, mais conhecimento e a mais oportunidades de emprego, de uma forma transparente e honesta. 


MKTPortugal - Desde quando se pratica “networking” em Portugal?

Filipe – Os nossos antepassados ao caçarem grandes animais já tinham uma lógica de networking quando organizavam grupos de caça, por isso o networking já anda por cá há muitos anos.

MKTPortugal - O Filipe defende no seu livro – Networking – Guia de Sobrevivência Profissional – que o networking é uma ferramenta de trabalho imprescindível, porque?

Filipe –  Eu acredito que a sobrevivência profissional de todos nós está dependente da forma como utilizamos esta ferramenta, pois todos utilizamos, uns de forma consciente outros não, uns de forma planeada , outros não. Pondo de outra forma a questão, que interessa termos certos conhecimentos, experiências e competências se o mercado em que estamos inseridos não reconhece o nosso valor por puro desconhecimento?

MKTPortugal - O Networking, nos dias de hoje, está muito associado à tecnologia e às redes sociais, há networking para além do “mundo digital?”

Filipe – O networking sempre esteve presente na história da humanidade, as ferramentas do “mundo digital” vieram possibilitar sermos mais eficazes ao lidar com mais pessoas e maiores volumes de informação.

MKTPortugal – Para as pessoas, já verificamos que o Networking é uma ferramenta muito poderosa. E para as empresas?

Filipe – Se formos analisar a origem da facturação de todas as empresas veremos que o networking contribuiu de forma esmagadora para a angariação de negócio, quer venha do esforço de networking dos quadros dirigentes ou da equipa de vendas. Mais, o conhecimento que qualquer organização encerra em si, tem origem em informações obtidas através de redes de contactos.

MKTPortugal –  Falando especificamente das redes sociais, o que se pode esperar deste fenómeno nos próximos tempo? Acredita quando se diz que quem não estiver nestas redes será “invisível”?

Filipe – Acredito que deixaremos de ver networking off-line e on-line como mundos separados e distintos, como ainda muita gente vê. O não estar presente em redes sociais tem consequências invisíveis, pois não há a noção do que perdemos, só sabemos o que outros ganharam.

MKTPortugal – Como caracteriza as principais redes sociais actualmente?

Filipe –  Em constante mutação, que advém da aprendizagem conjunta que todos nós fazemos na sua utilização. Por esta razão, importa experimentar o meio e utiliza-lo de forma disciplinada e objectiva.

MKTPortugal –  O Filipe sempre usou estas redes recorrendo à partilha de informação em Inglês. Tem tido frutos nessa aposta? Sente-se um profissional internacional?

Filipe – Considero que sim. Como formador e orador fui convidado para mais de 40 países, em 4 continentes, tendo mesmo recebido diversos prémios internacionais, nomeadamente como melhor formador da Europa e do Mundo. Ao não trabalhar para uma multinacional, considero que seria impossível ter esta experiência sem recurso ao networking numa lógica global.

MKTPortugal –  Outra área em que podemos considerar o Filipe um especialista, é no Marketing Digital. Uma das discussões mais interessantes nas redes é – “O marketing Digital vem substituir o Marketing Tradicional”. O que acha desta afirmação?

Filipe – As notícias da morte dos meios tradicionais são um pouco exageradas, pelo menos a curto prazo. Acredito plenamente que a crise que vivemos veio colocar em cima da mesa a questão de saber qual a rendibilidade de cada dos meios promocionais, verificando-se que os únicos que respondem de forma clara a esta questão são os meios digitais.

MKTPortugal –  A partir de Março, irá arrancar com uma Pós Graduação, no Instituto Português de Administração e Marketing (Lisboa). O que se pode esperar desta formação?

Filipe –  A Pós-Graduação em Marketing Digital que irá arrancar em Março no IPAM tem por objectivo preparar profissionais de Marketing para a década que estamos a começar. Para se ter futuro na área de Marketing é absolutamente necessário entender e utilizar o meio digital, pois o futuro do Marketing passa por aqui. Esta Pós-Graduação tem por objectivo facilitar a transição a profissionais de marketing para a nova realidade que já estamos a viver. Para tal contamos com uma equipa de docentes composta por profissionais que trabalham diariamente o meio digital, pelo que abordagem será iminentemente prática e sempre que possível com aplicação a realidade profissional dos alunos.

MKTPortugal –  O Filipe considera que o tempo de aulas presenciais deve ser 100% produtivo. Não faz sentido dar muita teoria (visto que está disponível em todo o lado), apenas disponibiliza-la e trabalha-la de forma mais “atractiva” presencialmente. Concorda?

Filipe – Concordo plenamente. O tempo de aulas meramente expositivas já chegou ao fim, pena tenho que muitos colegas ainda não se tenham dado conta.

MKTPortugal – Sendo o Filipe um utilizador frequente de vídeos institucionais e pedagógicos. Muitos interessantes por sinal. Qual é a importância da utilização desta tecnologia na formação dentro das empresas?

Filipe – Com a tecnologia que todos nós temos à nossa disposição e considerando o contexto de mudança permanente que vivemos, já não fazem sentido muitos dos conteúdos institucionais e pedagógicos que são produzidos. A partilha de saber faz-se de uma forma muito mais rápida e eficaz com recurso ao vídeo, ultrapassando mesmo as difuculdades de literacia.

Site

MKTPortugal –De uma forma aberta, quais as principais mudanças que os profissionais de Marketing irão sentir nos próximos tempos, quando vivemos na “era da turbulência” e na “era digital”?

Filipe – Penso que as grandes áreas de mudança estarão relacionadas com a crescente importância do Marketing Digital e do Neuro Marketing, isto é, iremos ter conexões muito maiores entre os departamentos de I&D e os consumidores finais.
MKTPortugal –Já não faz sentido pensar em Marketing sem pensar em “digital”?

Filipe – Já não faz. Não é possível ignorar o tempo e atenção que os consumidores dispensam a estes meios.

MKTPortugal – O Filipe tem muitas palestras internacionais e fala com profissionais de todo o mundo. Como caracteriza Portugal no que diz respeito ao Networking, ao Marketing e à formação?

Filipe –  Todos os países que tenho visitado, pobres ou ricos, tem sempre duas velocidades e Portugal não é excepção, temos coisas brilhantes e outras que são um desastre. Mas temos um factor diferenciador que quase diria que está impregnado no nosso código genético, somos cidadãos do mundo, para mim essa é essência do português, não será por acaso que a nossa bandeira é a única que tem uma representação do mundo. Por isso estamos especialmente preparados para um mundo global.

MKTPortugal – Voltando ao seu livro – Networking – Guia de Sobrevivência Profissional  – o Filipe disse ao Marketing Portugal que e passo a citar – “Um dos objectivos deste livro é terminar com confusão entre contacto e cunha, permitindo que os bons profissionais possam atingir as suas metas profissionais”. O que quer dizer com isso?

Filipe – Muitos profissionais evitam trabalhar a sua rede de contactos porque têm medo de ser confundidos com profissionais medíocres que apenas avançam nas suas carreiras por recurso à cunha. O irónico é que ao terem esta atitude deixam o campo aberto para estes profissionais medíocres à custa das suas próprias carreiras.

MKTPortugal – Para acabar, o que podemos esperar, de Filipe Carrera nos próximos tempos? Mais um livro? Muito networking? Formação inovadora?..

Filipe – Mais um livro? Certamente! Tomei-lhe o gosto, graças aos meus leitores que muito me têm acarinhado, num país em que não há uma tradição de reconhecimento. Networking? Parar é morrer! Formação inovadora? Que por chato não me conheçam!

Entrevista: Rui Borges CEO/Fundador do FARMACIA.COM.PT

 

Rui Borges (farmacia.com.pt)Formado em Ciências Farmacêuticas, com especialização em Marketing Farmacêutico pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (IDEFE / ISEG) e em Gestão de Medicamentos para a Saúde Pública pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz (ESSEM).
Fundador e director da rede de networking MyPharma.biz, e do site de empregos na área da Saúde Xoutor.com.
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MKTPortugal – Rui, quais foram os principais cuidados que tiveram na construção do Portal Farmacia.com.pt?

Rui Borges – Procurámos construir um site com uma imagem limpa que transmitisse credibilidade e confiança a quem o visita.

MKTPortugal – Como se pode caracterizar o profissional de saúde (enfermeiro, farmacêutico, médico) relativamente à aceitação das novas tecnologias?

Rui Borges – Apesar da relutância, muitos profissionais de saúde têm vontade de participar. Penso que na maioria dos casos precisam apenas de um estímulo para começar a participar. Infelizmente, ainda persiste algum medo das consequências da exposição que uma ferramenta deste tipo oferece. Acho que será fundamental uma desmistificação por parte das ordens profissionais que regulamentam estas profissões, no sentido de começarem a esclarecer o que é eticamente e deontológicamente aceitável. Não é enfiando a cabeça na areia e fingir que estas novas possibilidades existem que vamos avançar como sociedade.

MKTPortugal – A saúde é uma das áreas mais “perigosas” na Internet, ou seja, uma informação mal interpretada ou mal dada pode induzir um utente em erro, tomando a decisão errada. Que cuidados vocês têm nesse sentido?

Rui Borges – Da mesma forma como somos críticos e responsáveis por tudo aquilo que fazemos na vida real, o mesmo deve acontecer quando estamos na rede. Isto é, devemos adoptar um espírito crítico com tudo aquilo com que somos confrontados e nos é apresentado. No ínicio da utilização da internet, algumas pessoas eram criticadas pelo facto de a utilizarem para conhecer parceiros. Hoje em dia é normal conhecer alguém que encontrou a sua cara-metade num qualquer chat da internet. Da mesma maneira, que nos podemos deparar com falta de profissionalismo e/ou discordar da informação que nos é facultada num consultório médico, o mesmo poderá acontecer numa consulta “virtual” efectuada através da internet. É por isso que encorajamos os nossos visitantes a questionar, a confrontar e a pedir uma segunda opinião, sempre que não se sintam satisfeitos ou desconfiem da informação prestada.

MKTPortugal – O doente/utente mais informado é um doente melhor tratado?

Rui Borges – Infelizmente não! Muitas vezes os profissionais de saúde esforçam-se por conseguir transmitir toda a informação aos pacientes, só que se esquecem de ter em atenção os anseios e expectativas destes. O que na prática significa que o paciente pode regressar a casa carregado de informação, mas vir ainda com mais dúvidas, o que leva muitas vezes a que acabem por não cumprir com o tratamento prescrito. Existem outros exemplos importantes de informação prejudicial à saúde, tal como as bulas dos medicamentos, cujo conteúdo é pouco acessível à maioria das pessoas devido ao elevado grau de complexidade da linguagem utilizada, e a péssima caligrafia utilizada nas receitas médicas, que provocam por ano milhares de situações com desfechos fatais. A internet, e as novas tecnologias de informação, podem acabar de vez com este tipo de situações.

MktPortugal – Estarão os profissionais de saúde preparados para receber uma geração de utentes/doentes informados?

Rui Borges – Claro que sim! Seria o mesmo que perguntar ao Henry Ford, o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir automóveis em massa, se achava que as pessoas estariam preparadas para conduzir em auto-estrada.

MKTPortugal – Como tem sido a aceitação do Farmacia.com.pt junto da população?

 Rui Borges – Registam-se cerca de 10 membros novos por dia, e esperamos que esse número suba exponencialmente nos próximos meses. Contamos chegar aos 10.000 utilizadores até ao final de 2010.

MKTPortugal – O portal Farmacia.com.pt tem alguma estratégia de comunicação fora dos canais online?

Rui Borges – Por enquanto, e uma vez que não temos recursos suficientes, não fazemos qualquer tipo de comunicação, nem online nem offline.

 MKTPortual – Qual foi a estratégia de comunicação utilizada para a divulgação do portal?

Rui Borges – A única estratégia de comunicação utilizada assenta na produção de conteúdos relevantes e do interesse da comunidade que o visita.

MKTPortugal – Relativamente ao Marketing & Comunicação do portal, quais são as próximas estratégias e metas a atingir?

Rui Borges – Encontrar parceiros que ajudem a alavancar e a projectar a marca FARMACIA.COM.PT.

 

farmacia.com.pt

Entrevista Sérgio Bastos

 SergioBastos

Sérgio Bastos é consultor de Marketing Online e Comunicação.

Sendo um utilizador activo na internet, fundador e colaborador de vários blogues, quisemos saber como se consegue gerir tanto trabalho em simultâneo e qual a sua perspectiva relativamente ao impacto da Web 2.0 no mundo dos negócios.

 
Para saber mais sobre o Sérgio, basta segui-lo através das suas redes sociais.

linkedin_logo_autor twitter_icon_autor icon_facebook_autor

Vale a pena visitar os ”espaços” em que está envolvido:

SERGIOBASTOS.NET
LOWCOSTPORTUGAL
EBOOKPORTUGAL 
DIARIO2
doVINILaoDIGITAL

 
MKTPortugal – Começo esta entrevista, por perguntar ao Sérgio, como se tem mais de 1500 “amigos” no facebook? Considera que para isso é importante ser visto como uma referência na web 2.0?  é puro “spam” ? ou é algo que surge naturalmente quando as pessoas investem no “Networking”
 

Sérgio – A resposta reside nos vários caminhos que aponta. A nível profissional costuma-se dizer que “os contactos são tudo”. O meu número de amigos de Facebook tem um pouco de “networking”, laços de amizade antigos, pessoas que conheço indirectamente e entrei em contacto e, sobretudo, convites que me fazem. Tal se deve à minha colaboração em plataformas de online como o Diário2 e LowCostPortugal

 

MKTPortugal – De facto, para quem segue o seu trabalho, é fácil perceber a sua relação com as redes sociais. O que considera indispensável para ter uma rede de contactos digital eficaz?

Sérgio – Foco, persistência e satisfação. O “networking” digital ou “analógico” é idêntico. Fora da rede existem eventos, almoços, entrevistas mais ou menos profissionais onde se trocam cartões, referências e se fazem “amizades”.  Quem invista na interacção via redes sociais, pode fazer o mesmo numa outra escala. Ambas as formas de “networking” são complementares.

 

MKTPortugal – Na sua opinião, quais as principais desafios que as redes sociais vêm trazer para o mercado? Estarão os “decisores” das empresas preparados para investir, cada vez mais,  neste tipo de canal?

Sérgio – Nós, humanos, somos seres sociais desde que nos conhecemos. A Web 2.0, ou Social Media, são um prolongar desta característica na forma digital. O mercado está a adaptar-se a uma mudança repentina de modelo de negócio especialmente nas indústrias culturais. Em uma década deixámos de ver lojas de discos na rua, as bancas de jornais começam a rarear, assim como o aluguer de vídeos. Por outro lado, o “e-commerce” cresce e torna-se um novo meio de empresas venderem os seus produtos. Agora, o cliente está online e as empresas não descuram esta realidade.

Indicadores vindos dos EUA dizem que o investimento na área será o melhor de sempre em 2010. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, país no qual a aposta no “digital” por parte das empresas parece crescer timidamente. Há profissionais com vontade e boas ideias, há consumidores online, falta que as marcas sintam-se à vontade com as formas de marketing na Web.

 

MKTPortugal – O Sérgio é um dos apaixonados pela WEB 2.0. Participa activamente em redes sociais, é fundador de blogues, e é sem dúvida um “proconsumer”. De que forma a WEB 2.0 tem contribuido para o seu desempenho pessoal e profissional?  

Sérgio – Tem criando oportunidades, factor essencial para qualquer profissional. Oportunidades como a apresentação no Upload Lisboa, ou como a escrita para do artigo “Has Politics 2.0 arrived in Portugal?” para o Personal Democracy Forum, blogue do principal evento na área da Política 2.0, ou colaboração no blogue do Expresso Do Vinil Ao Digital.

Do ponto de vista pessoal, reforço a valência da Web 2.0 a nível do conhecimento. Hoje em dia, a leitura e prática via informação online é a melhor forma de nos actualizarmos profissionalmente.

Diario2

 

MKTPortugal –  Falemos de um projecto em que o Sérgio está envolvido, o Diário2. Quais são os principais objectivos desse projecto e qual a razão da sua existência?  

Sérgio – O Diário2 é um espaço que tem por objecto a Web na era do “tempo real”. É uma evolução do blogue TwitterPortugal e reúne jornalistas, profissionais da área do Marketing, meros ”pró-sumers” da área Web, entre outros. Tem colaboradores tanto de Portugal como do Brasil e acompanha diariamente os desenvolvimentos da internet social mundialmente.

 

MKTPortugal -  Em Portugal, ser  autor de blogues já pode ser visto como profissão? Há quem tenha como salário o o lucro gerado , exclusivamente, por um blogue?  
 
 Sérgio – Em Portugal já há bloggers profissionais. Desconheço se vivem de um só blogue, mas tenho conhecimento de pessoas que gerem redes de espaços e que conseguem assim a sua actividade profissional.

Lowcoastportugal

MKTPortugal – o que é preciso fazer para se ter um blogue de referência?

Sérgio – Repetindo uma afirmação de há pouco: foco, persistência e satisfação. Inicialmente é necessário escolher o tema evitando ser mais um, mas se possível o primeiro a falar sobre este objecto ou pelo menos a fazê-lo com mais preponderância. Exemplifico com o LowCostPortugal. Quando iniciei-lo em Dezembro 2006, recordo-me só de um blogger português a focar-se sobre o assunto, mas não na forma noticiosa. Actualmente conheço mais de uma dezena com este enfoque directo ou indirecto. Por outro lado é necessário ser-se persistente colocando vários artigos por semana coisa que fazendo contrariado é impossível. Daí o apelo à satisfação. Este trabalho acaba, mais mês menos mês, por trazer os seus frutos. Três anos depois, o LowCostPortugal é lido por profissionais da área, turistas, aficionados, etc. Criei relações com os departamentos de comunicação das marcas envolvidos no negócio “low cost”. Finalizando, acrescentaria que é importante ter-se alguns conhecimentos de programação e webdesign.

 

MKTPortugal – O Sérgio tem vários projectos ligados ao mundo on-line, como é gerir todos esses projectos?
 

Sérgio – É uma questão de coordenar tarefas e gostar do que se faz.

 

MKTPortugal –  Para acabar, que sugestões deixa para quem tenta “resistir” ao crescimento da web 2.0 em geral e das redes sociais em particular?
 

Sérgio – Em dez anos o uso da internet passou de uma “brincadeira” para um serviço de primeira necessidade nas nossas vidas, tal como a água ou electricidade. Para os bloggers, as redes sociais são uma ferramenta indispensável, são a extensão da caixa de comentários do seu espaço. Resistir a Web Social é uma opção de vida, mas geralmente as pessoas que o fazem, criticam-na gratuitamente sem a entenderem.

 

Ipsis Verbis