ARTIGOS MARKETING DIGITAL
A desmistificação do conceito SEO
Sep 6th

SEO significa Search Engine Optimization e refere-se ao trabalho de programação e optimização requerido em qualquer tecnologia web que permite a correcta indexação de conteúdos aos motores de busca utilizados pelos usuários da Internet.
Muitos profissionais ligados ao mundo web continuam a querer vender os seus serviços querendo fazer acreditar ao público em geral e aos seus potenciais clientes que a fórmula de indexação da Google por exemplo, é algo extremamente complexo, capaz de deixar qualquer um confuso em relação a que critérios têm mais peso na hora de elaborarmos um bom plano de marketing digital e qual a preocupação que devemos ter com este “bicho” chamado SEO.
Como ser ignorado numa Rede Social
Aug 23rd
Cada vez mais serviços web incorporam funcionalidades sociais. As nossas actividades (likes, uploads, comentários, fotos) propagam-se por toda a web. Neste artigo reflicto sobre a forma como o replicar muli-plafaforma sem olhar ao contexto pode danificar a nossa capacidade de comunicação e, em último caso, tornar-nos invisíveis.
SOCIAL MEDIA 1,2,3… vou ver isto outra vez!
Aug 16th
Imaginemos que, por trás deste texto se encontra uma estratégia bem delineada, objectivos escorreitos, percursos tácticos alinhados como deve ser e capacidade operacional de escrita de excelente nível.
Tudo isto pode ser deitado por terra por força de um qualquer impulso irreflectido, empurrado pelo vício e pela febre de «twittar» que, literalmente, é capaz de nos comer vivos.
Esta manhã, aberto o LinkedIn, podia ver-se – no meu sítio – uma notícia oriunda de um profissional que exerce cargo hierarquicamente poderoso, numa das 8 estruturas desiguais, que compõem um colectivo de 1450 pessoas. Explicitamente, podia seguir-se o rasto a um PDF de 6 páginas, onde se contava a história de uma fusão difícil, que tem vindo a ser negociada desde Setembro de 2008 e que, parece, finalmente concluída. O comentário que «linkei» minutos após a fonte ter drenado o texto na «rede» chamava a atenção para a elevada complexidade do conteúdo! Obviamente, o PDF desapareceu, em seu lugar foram colocados «links» para jornais «online», que haviam recortado o original segundo métodos e técnicas adequadas, aparentemente assépticas.
Este pequeno parágrafo, real q.b., toca em dois pontos sensíveis dos «social media»: primeiro, a questão comunicacional; depois, a importância do «face-to-face».
A minha declaração de interesses é rápida e informal: Sou a favor da inserção dos profissionais no circuito «social media»; tenho conta no «facebook» para não desiludir meia dúzia de amigas e conhecidos; sou primitivo evangelista do «twitter», ferramenta de utilidade incomparável em actividades de instrução & educação; mantenho diariamente, uma a duas horas vivas nos vários espaços «LinkedIn», que vou rodando à medida que a minha vida profissional se vai reorientando em volta do SOL.
Impedir acesso a medias sociais nas empresas, why?
Jul 18th
Hoje venho partilhar convosco a minha opinião sobre um assunto que tem preocupado muitas empresas, que corresponde à utilização das redes sociais em horário de trabalho.
Muitas empresas, têm decidido cortar o mal pela raiz, bloqueado o acesso aos diversos medias sociais.
No meu ponto de vista, esta situação levanta dois inconvenientes imediatos para a empresa;
1º consiste na procura de soluções por parte dos funcionários que acedem através do telemóvel ou pesquisam formas de desbloquear conteúdo. Correm o risco de entrar num ambiente de “caça ao rato”.
2º desmotivação que será, cada vez mais, uma problemática, tendo em conta as gerações que entrarão para o mercado,
As gerações são envolvidas por épocas, marcadores temporais e valores. A geração “Y “é marcada pela época da “conectividade”.
12 dicas para promover o Word-of-Mouth (Social Media Marketing)
Jun 17th
1. Criem conteúdo relevante, de interesse e que consiga gerar conversa…evitem o ruído.
2. Identifiquem os influenciadores e os líderes de opinião/prescritores de informação. Certamente eles irão ajudar a espalhar a mensagem junto do nosso público-alvo
3. Envolva este segmento de pessoas e criem um compromisso com eles para que participem activamente nas campanhas e acções em causa.
4. Contactem emocionalmente com a vossa audiência e identifiquem os seus objectivos para lhes conseguirem oferecer valor acrescentado, satisfazendo as suas necessidades.
5. Animem e motivem os que participam activamente na campanha de Social Media, criando círculos de influência (amigos, familiares, contactos de rede, etc.)
6. Recompensem a actividade dos líderes de opinião e dos membros mais activos (descontos, promoções, ofertas, etc..)
7. Identifiquem a acção e a mensagem que passou para o vosso público depois de contactarem com eles.
8. Mantenham-se atentos e estejam presentes em plataformas interactivas (twitter, Facebook, Digg, Tuenti, Del.ici.ous, blogosféra, etc.) para recolher feedback e para dar resposta às exigências do vosso ”target”
9. Reconheçam e agradeçam a todos os que têm ajudado, enviem mensagens personalizadas (evitem as mensagens massificadas). Procurem transmitir a importância desse envolvimento e dessa colaboração em todo o processo (distinguindo-os publicamente, por exemplo)
10. Contactem com o vosso público – alvo e criem uma comunidade à volta da tua marca, seja qual for. Cria uma “tribo”. É um processo delicado, lento e que exige bastante dedicação.
11. Sejam transparentes, conscientes, realistas e sinceros com os envolvidos no processo de comunidade. Não criem falsas expectativas.
12. Tenham muito desejo, ambição, vontade e paciência. Ao contrário do que se quer fazer parecer, uma estratégia de Social Media Marketing pode demorar a atingir resultados eficazes.
Workshop sobre a matéria:
Slides
Vídeo Workshop:
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Global e Transmissível!
Jun 14th
A Globalização foi um dos elementos fulcrais na expansão de conteúdos graças ao aparecimento dos mídia de distribuição de informação/conhecimento a uma escala global. Na verdade, global torna-se um conceito importante, pois com a globalização económica e de informação o mundo mudou: o que era longe passou a ser perto, o que era local passou a ser global. A globalização teve a capacidade de criar uma ideia global e que através dos seus processos técnicos a adapta às diferentes culturas, que por sua vez a torna particular de um local, como afirma Malcolm Waters (1999:131), “ A globalização é de um modo geral, um processo de diferenciação e de homogeneização. Pluraliza o mundo ao reconhecer o valor dos nichos culturais e das capacidades locais.” Instalou-se assim a era da informação. As organizações insistiam numa desmedida passagem de informação, muitas vezes sem a articulação necessária com a própria organização e seus interesses. O termo “sociedade da informação” parece ter surgido no Japão em meados dos anos 60, segundo Denis Mcquail (2003:123), embora a sua genealogia seja associada ao conceito de sociedade “Pós-Industrial”.
Com a massiva passagem de informação através dos órgãos de comunicação de massas, as organizações perceberam que não bastava passar informação. Era fundamental comunicar. Para Nuno Brandão, “Comunicar significa estabelecer uma relação de partilha, de passagem ao individual ao colectivo e de transmissão de sentidos. Mas implica também possuir uma atitude crítica perante realidades vistas e estudadas na vida quotidianas, de modo a que seja possível que a comunicação proporcione a união do cidadão e das suas comunidades, aproximando-os dos seus valores e das suas diferentes e particulares culturas, com vista a atingir o indispensável conhecimento, com a comunicação gerada e a consequente diminuição das distâncias que ela proporciona.” (Brandão, 2005: 15).
Shannon criou a teoria da informação com o objectivo de melhorar a velocidade da transmissão de informação, diminuindo distorções, aumentando assim o rendimento global do processo de comunicação. A teoria de Shannon é largamente aplicável a todas as questões da comunicação humana. Distingue três momentos fundamentais: A velocidade de transmissão das mensagens; A medida da quantidade de informação e Rendimento informacional.
Umberto Eco relativamente à teoria da informação salienta que, “Ligada a uma hipótese comunicativa, ela não é garantia de comunicação mas de coerência estrutural, de trâmite entre sistemas diferentes. (…) Que depende de uma dupla acepção de comunicação: como transferência de informação entre dois pólos e como transformação de um sistema em outro sistema, ou em elementos do mesmo sistema.” (Eco, 1991:150)
Considerando isto, podemos falar de informação sem comunicação mas não podemos falar de comunicação sem informação. A informação limita-se à transmissão de dados quantificáveis, a comunicação estimula a relação entre pessoas e contribui para a alteração de comportamentos, pois “ é precisamente no contexto em que as empresas se movimentam, que se determina a forma como elas influenciam e são influenciadas pelo seu meio ambiente.” (Quintela, 2006:36)
Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos
Para que a comunicação (interna ou externa) das organizações seja eficaz, para que não haja más interpretações da mensagem nem erros na transmissão de informação, é necessário que alguns conceitos estejam bem claros e definidos. Conceitos como Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos dentro da organização de modo a auxiliar qualquer acção, atitude e/ou evento que a mesma queira realizar tendo sempre em consideração os seus interesses bem como os interesses dos seus envolventes.
Ao definir Identidade, antes de mais, devemos sempre saber separá-la de Imagem. Apesar de interligados estes conceitos diferem bastante no sentido em que a identidade é gerida pela organização em si, baseando-a nos valores que esta pretende transmitir, é o modo como a organização pretende “ser vista” pelos outros; Kapferer (1991:75) descreveu a identidade precisamente como o conjunto de características específicas da marca, resultantes da sua história, dos seus valores, das suas propriedades, do seu aspecto físico, do clima de relação que mantém com o público, do reflexo.
Já a imagem é a ideia que os outros têm da organização; “A imagem de uma organização são percepções que estão na cabeça dos públicos ou das pessoas individualmente, formadas pelo contacto directo ou não com essa organização”(Ruão, Teresa, 2008), é o modo como os outros “vêem” a organização. Encontramos então aqui uma das maiores dificuldades na definição de Identidade, visto que o objectivo final de qualquer organização é que os seus públicos a vejam como ela quer ser vista. Aaker (1996) escolhe falar de identidade nuclear e extensa: no primeiro caso referindo-se à ideia de elementos intemporais, tal como no ser humano, a sua personalidade, os seus valores, a sua moral, enfim os seus elementos mais profundos e no segundo caso reportando a uma ideia mais momentânea, tal como as particulares físicas, ou os espaços de inscrição e leitura.
Era uma vez na galáxia das Redes Sociais
Jun 7th
Era uma vez uma galáxia onde as Redes Sociais proliferavam uma Rede porventura desconhecida pela grande maioria. O seu nome era Picotea. Picotea? Sim, escutaram bem, Picotea. Este nome nada mais acrescentaria a essa bela e florescente Galáxia se não fosse um “Twitter versão espanhola”.
Esse “Twitter” começou como uma ferramenta de comunicação entre trabalhadores de várias lojas. Mais tarde, optou-se por utilizar essa aplicação como “Ferramenta para Comunicação Interna em Organizações”.
Esta Rede começou a ganhar notoriedade em Espanha e em Países de Expressão Hispânica. Estarão a perguntar-se: Quais eram as diferenças entre este “Twitter” e o “Original”?
Procurar-se-á, no seguinte quadro, estabelecer esse paralelo:
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Picotea |
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-Grupos; -Eventos; -Círculos de Conversa; |
- Grupos; -Eventos; - Inexistência de Círculos de Conversa; |
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- Sincronização com o Twitter, FriendFeed e Facebook (o que poderá ser uma mais-valia ao nível do Posicionamento); |
- Inexistência de Sincronização com o Picotea; |
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- Próxima versão terá ainda mais possibilidades de Sincronização; |
- Não aplicável ao Twitter; |
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- Num futuro próximo será utilizado como Media Digital [permitir aos meios de comunicação divulgar as suas notícias e vídeos e permitir a interacção com os “picoteadores” (utilizadores do Picotea)]; |
- Não aplicável ao Twitter; |
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Mensagens com 160 Caracteres; |
Mensagens com 140 Caracteres; |
A nível da sua utilização, o Picotea, é bastante simples e intuitivo. Esta rede poderá ser encontrada em http://picotea.com/es/. O registo na mesma é gratuito e bastante célere.
Actualmente, a Rede conta com alguns utilizadores com grande notoriedade social. Temos como exemplo: O Palácio da Moncloa que actualiza diariamente os seus conteúdos relativos à actividade política do Governo Espanhol.
De realçar que esta estratégia de Comunicação por parte do Governo Espanhol tem sido bastante proveitosa.
Imagem 1- Página de Perfil do Governo Espanhol “Desde la Moncloa” no Picotea
Esta tipologia de Redes Sociais, de âmbito nacional, poderá ser um trunfo a utilizar pelas empresas que pretendam penetrar em dados mercados. Neste caso, uma estratégia de divulgação dos produtos da empresa X tendo em mente o mercado espanhol seria sem dúvida proveitosa.
Serão as Redes Sociais de âmbito nacional o futuro no que ao Web Social Marketing diz respeito?
Abordando uma particularidade desta rede, o tamanho neste contexto poderá revelar-se fulcral. No Twitter as mensagens podem conter até 140 caracteres, enquanto que no Picotea elas podem conter até 160 caracteres. 20 caracteres; poderão parecer irrelevantes aos olhos do comum dos mortais, mas aquando da divulgação dos conteúdos poderão ser de extrema importância.
Convido-vos a “picotear”! Deverão antes disso ver o vídeo do Criador do Picotea:
¡ Hasta pronto en Picotea!
Referências:
http://picotea.com/es/ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://picotea.com/es/como-funciona [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://twitter.com/ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
http://www.youtube.com/watch?v=If7tdN2-EJQ [ data de acesso: 15 de Maio de 2010]
Sobre o autor:
Licenciado em Tradução e Assessoria de Direcção pela Escola Superior de Educação de Castelo Branco. Curioso de Web Social Marketing e amante da comunicação na sua vertente escrita, oral e digital.
Redes Sociais – Um fenómeno das sociedades actuais
May 23rd
Se o Facebook fosse um país, os seus cerca de 400 milhões de “habitantes” fariam dele um dos países mais povoados do mundo. O Twitter (criado em 2006) com os seus 105 milhões de utilizadores equivaleria quase a um Japão virtual. Tudo isto em poucos anos e sem sabermos “onde vai parar”.
Subitamente as Redes Sociais adquiriram uma quase dimensão planetária, transformando comportamentos, hábitos e consumos. De repente podemos ter 200/300 (supostos) “amigos” e partilhar informação livremente (e ao segundo).
No entanto, é urgente ter consciência daquilo que partilhamos (e com quem partilhamos) e das mensagens e imagem que de nós passamos. Expor orgulhosamente fotografias dos nossos filhos “ao mundo”, dizer que somos “anti-isto” ou “anti-aquilo”, que estamos de férias (portanto podem-nos assaltar a casa à vontade) pode ter consequências a evitar. E, se tiver o seu patrão como “amigo”, lembre-se que ele poderá saber de tudo…
Há estudos que referem que se passa hoje mais tempo nas Redes Sociais do que a consultar, por exemplo, o correio electrónico.
Apesar das Redes Sociais – nomeadamente o Facebook – terem sido criadas a pensar na pessoa como individuo, as empresas cada vez mais têm que estar atentas a este fenómeno, e tirar partido das suas potencialidades para comunicar com os clientes. Como em todos os canais, físicos ou digitais, de nada adianta uma empresa “estar” numa rede social se não gerar e disponibilizar informação relevante, de qualidade, consistente com a imagem da empresa e que produza um efeito positivo junto do seu público-alvo.
É pois importante que as empresas tenham noção que algo de novo se está a passar e, embora com a cautela que deve caracterizar estes tempos conturbados, não percam mais este “comboio”.
TENDÊNCIAS
Uma das maiores dificuldades é saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Outra questão importante é determinar o ROI (Return of Investment).
No entanto, com o que existe hoje, é possível antever algumas tendências:
- Perfil único: os utilizadores tenderão a exigir um único perfil que será transversal a todas as Redes Sociais.
- Modelo de Negócio: as acções de Marketing serão valorizadas de acordo com a influência social dos utilizadores. Haverá assim uma disputa entre Redes Sociais para se conseguir ter os utilizadores com maior influência. Cada um de nós terá o seu próprio CPC (Cost per Click).
- Centralização de Gestão: ferramentas específicas irão aparecer permitindo optimizar a gestão das relações e da comunicação. As ferramentas de correio electrónico e web introduzirão funcionalidades para os utilizadores estarem informados da actividade social da sua rede de contactos.
- Semântica: os utilizadores irão ter experiências cada vez mais interactivas e ricas. No futuro, as aplicações passarão a interagir entre si, criando espaços mais transparentes e adaptados a cada um de nós.
Sobre o autor
Carlos Lopes
Director de Marketing
Formação em Gestão de Marketing, IPAM
Formação em Auditoria da Qualidade, Excelente Especialista em Google
AdWords, Webglocal Formação de Vendas, Infos Formação de Web Design, Infos
Comunicação, p´ra que te quero…
May 16th
Já ninguém tem dúvidas. Depois da industrialização, estamos em plena era da informação. Nunca como antigamente tivemos tanta necessidade em comunicar e o aumento exponencial do número de telemóveis e de novos acessos à internet são prova disso. Estamos sempre “ligados”, 24 horas por dia, sejamos jovens ou adultos, mulheres ou crianças, de qualquer classe social. Várias gerações praticam um “multiprocessamento exagerado” de tarefas, como conduzir e falar ao telemóvel, comunicar via sms nas aulas, às refeições, etc.
Num contexto empresarial, as empresas precisam de estar cada vez mais focadas na fluidez da comunicação (externa e interna), na partilha da informação e do conhecimento, uma vez que são pressionadas por um consumidor “camaleão”, cada vez mais exigente, atento e selectivo, que busca satisfação imediata e plena personalização.
Com a crescente competitividade, é urgente comunicar com o mercado, de uma forma eficaz e consistente, as acções e evoluções geradoras de valor, utilizando, para isso, todas as ferramentas de comunicação disponíveis.
Se no mundo físico as PME’s têm realizado as suas acções de Marketing com mais ou menos resultados, é em ambiente web onde as coisas mais têm falhado. Depois de séculos a comunicar pessoalmente, não podemos encarar a comunicação web como semelhante às formas tradicionais de comunicar. Já não basta “estar” na net com os mesmos textos que durante anos imprimiu na sua impressora, é preciso “ser”. As empresas têm que interiorizar esta nova linguagem, encontrando a melhor forma de comunicar o seu negócio na web e gerar valor acrescentado para o seu cliente.
Por não ser fácil, ainda existem muitas oportunidades desperdiçadas na internet. Quem conseguir proporcionar, além de um bom design e de uma boa plataforma, uma organização eficaz das ideias, uma navegabilidade intuitiva, uma usabilidade com lógica e coerência, ergonomia e flexibilidade aliada a conteúdos e serviços interessantes e actualizados para o visitante, então terá uma vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes e conquistará na mente do seu cliente um “lugar on-line”.
E lembre-se: se vender ideias no mundo físico sempre foi difícil, na internet ainda o é mais, pois basta um simples clique para o seu potencial cliente ir embora, além de que o cliente on-line por norma é mais exigente, mais informado e mais consciente do seu poder como consumidor. Seja optimista, arrisque, inove e aposte nesta ferramenta para comunicar com os seus clientes 24 horas por dia, 7 dias da semana, com acesso de qualquer parte do mundo. Como disse um dia Sir Winston Churchill: “um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade enquanto um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade”.
Sobre o autor
Paulo Taveira
Sócio Fundador e Director Geral da Designarte
Licenciado em Design e Comunicação Visual, ESAD Pós-Graduação em Marketing,
IPAM Programa Executivo de Marketing, AEP Especialista em Google AdWords, WebGlocal
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O potencial dos novos media na comunicação das Instituições de Ensino Superior
Apr 26th
De um lado temos um fenómeno crescente de adesão, interactividade, partilha e tempo gasto no mundo online, que tem despertado a curiosidade e o interesse de muitas marcas e entidades, pelo seu potencial de contacto com os consumidores. Do outro lado temos um sector vital para o crescimento da sociedade – o Ensino Superior e as suas Instituições – mas que enfrenta enormes problemas de sustentabilidade, quer pela sua frágil capacidade financeira, quer pela insuficiente captação de alunos.
Relação entre novos media e ensino superior
Ao nos debruçarmos sobre estas duas realidades, procuramos entender porque podem estes novos serviços representar uma oportunidade de marketing e comunicação para as Instituições de Ensino Superior.
Com base na figura 1 verifica-se que os estudantes-alvo das Instituições de Ensino Superior são também os principais utilizadores da Internet – jovens entre os 15 e 17 anos (92%), 18 e 24 anos (89,7%).
Figura 1. Utilizadores da Internet – 2007 (www.marktest.com)
A utilização da Internet pelos jovens é francamente maior em comparação com o conjunto de todos os utilizadores. Em 2006 (ver figura 2) foram 848 mil os jovens entre os 15 e os 24 anos que navegaram na Internet a partir de suas casas.
Durante o mesmo período, estes jovens visualizaram um total de quase 15 mil milhões de páginas, uma média de 17 647, 135 horas e 46 minutos por utilizador.
Figura 2. Ranking de domínios e páginas visitadas por jovens entre os 15 e 24 anos (www.marktest.com)
Estes resultados apresentam vários novos media nos primeiros lugares, o que confirma a proximidade destes indivíduos com estes serviços. Para Antunes (2008, p. 3) parece que “para esta geração o contacto físico não tem a mesma importância que para as gerações mais velhas. Rapidamente trocam uma conversa de café por horas num chat, diante do computador”.
Dionísio et al. (2009, p. 35) descrevem os jovens desta geração como:
“indivíduos que têm à sua disposição um conjunto de recursos que lhes permite estar permanentemente em contacto com tudo e com todos, que lhes dá uma visão global do mundo, um mundo sem distâncias e onde as barreiras linguísticas são cada vez menores, onde a máxima “anytime, anywhere, anything” faz parte da sua realidade diária”.
Outros estudos apontam ainda a Internet e os contactos pessoais como as principais fontes de informação dos jovens (Torres, 2004 e Magalhães, 2009) tendo inclusive uma forte influência nas suas decisões (Dionísio et al., 2009; Tapscott, 2008).
Como se caracterizam e diferenciam os media sociais
Para entendermos com clareza como explorar os novos media é fundamental caracterizar a sua natureza e funcionamento. Para Hartley (2004) media são qualquer meio pelo qual possam ser transmitidas mensagens (p. 168), pelo que a televisão, a Internet, os telemóveis, o cinema e um concerto podem ser identificados como tal. Os media sociais são serviços alojados na Internet que permitem, a qualquer utilizador, produzir, distribuir e consumir informação, num ambiente onde a transmissão de mensagens pode realizar-se em grande escala, sem qualquer controlo e reduzidos custos associados a essas actividades.
Ao contrário dos tradicionais órgãos de comunicação social os media sociais não são controlados por nenhuma pessoa ou entidade e são os utilizadores que, efectivamente, decidem o que querem ver e difundir entre as suas redes de “amigos”. Reuben (2008, p. 1) considera que “os media sociais estão a redefinir como nós nos relacionamos uns com os outros enquanto humanos e enquanto humanos como nos relacionamos com as organizações que nos servem”1.
A televisão, a imprensa e a rádio são meios com características muito distintas mas todos percebidos como media tradicionais. Com base num dos mais importantes princípios do marketing – a identificação do benefício que cada serviço gera para o utilizador – podemos considerar que os media sociais também se apresentam de forma diferenciada entre si.
Plataformas de publicação
Estas plataformas satisfazem a necessidade de expressão – escrevo logo existo – que está relacionada com a necessidade de expor ideias e convicções com os outros. Permitem a interacção com os utilizadores, pela forma de comentários e de outras aplicações instaladas (sondagens, votações, visualizações) que indicam aos autores o interesse dos seus leitores nos artigos que escrevem. Identificar e acompanhar plataformas com relevância para a Instituição e contribuir para o desenvolvimento dos conteúdos dos autores mais influentes, é um trabalho de assessoria completo e moderno.
Plataformas de discussão
Estas plataformas, também associadas ao conceito de fórum, permitem o debate e a troca de ideias, com base em perguntas e respostas entre os utilizadores, numa praça pública virtual. São inúmeras as plataformas que os estudantes utilizam para obter mais informações sobre determinado curso e/ou escola. Essas informações são normalmente fornecidas pelos actuais alunos desses cursos e instituições. Oportunidades que, aproveitadas pelas instituições, podem potenciar o contacto entre as duas partes, recolher as principais questões e dúvidas dos alunos aquando do acesso ao ensino superior e, como tal, melhorar os outros materiais informativos on-line e off-line.
Plataformas de partilha
O desejo de partilha é uma das principais motivações que explica a atractividade às plataformas de media sociais. Podem ser publicados e partilhados todo o tipo de ficheiros, como vídeos e imagens. O conceito de partilha destas plataformas é de tal forma profundo que transcende o espaço “físico” da própria plataforma, uma vez que comungam, na sua maioria, da possibilidade de facultar, a todos os utilizadores, a possibilidade de publicar esses elementos noutros lugares da web. Estas plataformas são excelentes oportunidades para responder a vários constrangimentos de um serviço que, não sendo palpável tem a dificuldade de materializar a sua proposta de valor. Assim é mais fácil atribuir uma forma tangível à instituição, através de vídeos sobre as instalações, exemplos de aulas, de eventos e vida académica, testemunhos de alunos e professores, etc.
Plataformas de relacionamento
A oportunidade de conhecer outras pessoas ou reforçar relações já existentes (familiares, amigos, colegas) é ampliada pelas plataformas de relacionamento. Os utilizadores criam um perfil mais completo, dando a conhecer as suas preferências (livros, programas de televisão, música, cinema), habilitações académicas, experiência profissional, etc. Estas plataformas são enormes fontes de pesquisa de informação sobre comportamentos, valores e estilos de vida – atributos essenciais para a melhor compreensão das necessidades dos estudantes. Porque representam também bons veículos de informação, pretende-se que as Instituições sejam capazes de criar perfis atractivos e actualizados, condições sine qua non para o sucesso neste ambiente.
Plataformas de agregação de conteúdos
Apesar dos motores de pesquisa utilizarem critérios próprios para apresentar os resultados procurados (em forma de listas e organizados por ordem de relevância), estes resultados podem ser influenciados, quando conhecidos alguns princípios – optimização de sites (search engine optimization – SEO). Já a utilidade das plataformas de social bookmarking está na possibilidade de um utilizador poder agregar, num só local, e sob a sua própria taxonomia, informação do seu interesse. Por outro lado, pode ainda aceder aos favoritos de outros utilizadores e encontrar os conteúdos mais “populares” de cada tema – cenário muito relevante para o gabinete de informação de qualquer Instituição que pode aumentar o interesse e o acesso aos conteúdos que produz.
Nota
1 – Tradução aplicada a Social media is redefining how we relate to each other as humans and how we as humans relate to the organizations that serve us.
Referencias Bibliográficas
Antunes, José (2008), Mundos virtuais, Porto Editora
Dionísio, Pedro et al. (2009), b-Mercator, Dom Quixote
Hartley, John (2004), Comunicação, estudos culturais e media, Quimera
Magalhães, António et al. (2009), Avaliação nacional da satisfação dos estudantes do ensino superior, Centro de Investigação de Políticas de Ensino Superior
Reuben, Rachel (2008), The use of social media in higher education for marketing and communications: a guide for professionals in higher education
http://doteduguru.com/wp-content/uploads/2008/08/social-media-in-higher-education.pdf [consultado em Agosto, 2009]
Tapscott, Don e Williams, Anthony (2008), Wikinomics, QUIDNOVI
Torres, Maria (2004), Função do marketing em instituições de ensino superior, Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho
Sobre o autor
Domingos Pereira
Mestre em Marketing pela Universidade Católica (com tese em novos meios de comunicação de marketing para as instituições de ensino superior) e Licenciado em Comunicação Organizacional pelo Politécnico de Coimbra. Durante dois anos foi responsável pelo serviço de comunicação de marketing da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e é formador certificado desde 2006. Actualmente desenvolve a sua actividade de Consultor e Formador em Marketing e Comunicação na Worklovers (fundador).
visite o site do Domingos Pereira
Planeie a sua presença online
Mar 29th
A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas ”plataformas”, das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais.
A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online.
Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.
Redes sociais & Networking para empresas
Feb 20th
Aqui no Marketing Portugal, já tivemos um especialista a falar em Networking – Filipe Carrera.
Já restam poucas dúvidas da importância do Networking numa carreira profissional e todos sabemos que quanto maior for a nossa rede de contactos, maior é a probabilidade de sucesso e de progredir na carreira (noutro artigo abordarei a importância das redes sociais para as pessoas, individualmente).
Inevitavelmente, falar de Networking, nos dias de hoje, é falar de Redes Sociais. Estas redes vieram potencializar a utilização de contactos, sejam profissionais ou não, em prol de um objectivo. Sempre que estabelecemos um contacto (seja online, ou não..) estamos a trabalhar a nossa rede.
Neste artigo e mantendo a continuação dos artigos de Marketing Digital, vou me concentrar nas redes sociais e partilhar de que forma se pode tirar partido de algumas dessas redes (twitter, linkedin, facebook e youtube), aumentando a relação, em rede, com o público-alvo (cliente, colaboradores, investidores, etc..)
Vamos então abordar de que forma as redes sociais podem-se tornar numa verdadeira “vantagem competitiva”, na óptica das empresas.
É indispensável relembrar que as redes sociais devem ser utilizadas como um meio (canal de comunicação) que pretende atingir um fim (objectivo). Tal como outro qualquer canal de comunicação, temos que definir o nosso público-alvo, definir a mensagem que queremos passar e devemos estabelecer objectivos (quantificáveis) para medir o sucesso do investimento.
Cada rede social funciona como um canal de comunicação. Cada um tem as suas características próprias e diferem umas das outras (tal como a TV difere da rádio..). Temos que pensar, estrategicamente, se faz sentido entrar em todas as redes ou se devemos ser selectivos. É importante saber onde estamos e para onde queremos ir e de que forma as redes sociais nos podem ajudar nesse percurso.

Um estudo da consultora Brand Republic, mostra claramente que não serve ter uma grande quantidade de “seguidores” no twitter, o importante é saber trabalha-los.

A “gigante” Google, apresenta mais do dobro de “followers” da Starbucks, mas a Starbucks conseguiu gerar 3 vezes mais comentários que a Google, principalmente porque a Starbucks é das marcas que melhor trabalha as redes sociais. Dá resposta aos seus “seguidores” e procura estar presente em todas as redes. Não entrou nas redes por entrar, está presente de forma activa e proactiva, ao contrário do que se passa com muitas marcas que apresentam uma postura “reactiva”, esperando que o cliente se manifeste e transmita informação útil.
Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet.
É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada.
O Twitter é uma rede importante para:
Gerar BUZZ
Comunicar novos serviços
Comunicar novas campanhas
Recolher informação sobre o público-alvo

O Facebook é uma rede com características únicas. As empresas devem utilizar esta rede, focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção.
Já muitas marcas estão presentes no Facebook, mas se analisarmos algumas, verificamos que pouco fazem com a sua rede. Não lançam promoções especializadas, não cativam os utilizadores e limitam-se a “despejar” conteúdo. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas.
O Facebook tem uma aplicação que permite às empresas criarem anúncios. Estes anúncios têm uma particularidade que permite segmentar de uma forma incrível, ao pormenor, o que torna a nossa campanha mais eficaz.

Como podemos ver no exemplo anterior, com 40,12€, um anúncio obteve mais de 750.000 impressões e recebeu quase 400 cliques.
O que nos leva a tentar perceber, quanto vale um novo utilizador?
Não é dos serviços mais baratos, mas é bastante eficaz!
Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:
Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
Comunicar novos serviços
Comunicar novas campanhas
Criar anúncios segmentados
Recolher informação sobre o seu “alvo”
No Facebook temos a função de criar grupos, o que nos permite comunicar, apenas com um clique, com um conjunto de pessoas.
É importante relembrar que estes grupos têm que ser dinamizados, porque os utilizadores do Facebook, muitas vezes, têm um papel reactivo no que toca aos grupos, ou seja, ficam à espera que a informação lhes chegue e não têm a iniciativa de acompanhar tudo o que é dito/partilhado no grupo.

O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube.
Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo.
O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores.
Devemos utilizar o Youtube para;
Comunicar novas campanhas
Criar acções de marketing viral
Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

O Linkedin é a principal rede social para se estabelecer contactos profissionais.
O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos.
Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido.
Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível.
A marca nesta rede deve entrar como uma mais-valia na partilha de informação. É escusado criar grupos publicitários. A forma mais eficaz de trabalhar esta rede é criando grupos de conhecimento e partilha de informação sobre o sector em que estamos inseridos.
Devemos utilizar o Linkedin para;
Estabelecer contactos profissionais
Dinamizar utilizadores com poder de compra
Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

É de facto comum, cada vez mais, vermos empresas com a sua própria rede social.
Estas empresas, por vezes, não tiram partido desta rede e de tudo o que podem fazer com ela. Digamos que o principal ponto, é a obtenção de dados e o envolvimento do seu “target”.
É importante trabalhar muito bem uma rede própria, porque se for mal gerida acaba por ser uma “mancha” na companhia.
Através de uma rede social própria, podemos conquistar novas ideias, de forma eficaz e com baixo investimento. É uma forma pertinente de por os clientes e potenciais clientes a debater sobre uma ideia ou mesmo um produto.
Muitas marcas já lançam produtos, apenas para os “testers” da sua rede, pois daqui surgem pequenas criticas que podem ditar o sucesso, ou insucesso, do produto. Geralmente são clientes já envolvidos com a marca, que gostam de participar no seu desenvolvimento e vão sentir orgulho em estar no processo, gerando BUZZ entre os seus pares.
No caso de a empresa/marca, ter a sua própria rede social, é importante que haja uma sincronização entre as redes públicas (facebook, twitter, linkedin, etc.) e a rede social privada, da empresa.
Os principais objectivos de uma rede social própria podem ser;
Envolver colaboradores
Envolver clientes
Promover as sugestões de ideias
Agrupar e organizar “testers”
Influenciar KOL´s
Dar resposta a todos os comentários (mesmo que negativos)
Contacto One to One

Transversalmente a todas as redes, deixo alguns objectivos a considerar;
Criar um grupo de testers
Criar “opinion leaders”
Trazer mais-valias para os utilizadores das redes
Criar simuladores (para as pessoas e para empresas) – por exemplo, no caso da banca, disponibilizar simuladores de crédito
Recolher opiniões (feedback e novas ideias)
Identificar e detectar necessidades
Segmentar utilizadores
Obter o máximo de informação sobre os utilizadores. (por exemplo, se detectar que uma maioria gosta de Golfe, se calhar faz sentido promover um serviço com uma oferta relacionada com esta temática)
Postura nas redes;
Dar resposta a todas as questões
A entidade deve ser “proactiva” e não “reactiva”.
A geração “proconsumer” não admite ser ignorada e quer sempre receber “feedback”. Devemos felicitar as iniciativas, mesmo que não sejam as melhores para os objectivos da marca.
Cuidado com o seu comportamento e dos seus colaboradores. Os clientes estão em todo o lado
Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede.
O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço.
Como recomendação final, aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.
De uma forma genérica, se as marcas souberem tirar partido das redes sociais irão concluir que;
O ROI é bastante favorável
É possível satisfazer e superar as expectativas dos clientes
Aumentam e melhoram o relacionamento com clientes (fidelização)
Conseguem angariar novos clientes com campanhas personalizadas (oferecendo o que o cliente procura), o que de outra forma seria impossível
É possível e gratificante envolver os clientes com a marca e com os produtos/serviços
Conseguem motivar, envolver e avaliar os colaboradores
Algumas curiosidades sobre as redes mencionadas (estes valores não são exactos):

Este artigo vem no seguimento de:
Da web 2.0 para a 3.0 e a geração proconsumer
Introdução ao Marketing Digital
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Da web 2.0 para a 3.0 e a geração Proconsumer!
Feb 6th
Depois do artigo de introdução ao marketing digital, irei trazer uma abordagem que para muitos é familiar mas que para outros ainda está muito distante – A Web 2.0.
A Web 2.0, como referimos no artigo de introdução, veio potencializar a partilha de informação, mas mais do que isso, veio desenvolver uma nova geração – a geração Proconsumer (produtor – consumidor).
Existe muito texto escrito sobre a Web 2.0 e suas potencialidades, com bastante informação de qualidade e de referência, por isso vou procurar dar uma abordagem diferente ao assunto.
A Web 2.0 é alimentada pela geração dos PROCONSUMER, que dedicam o seu tempo à produção de conteúdos, mas que por outro lado são autênticos “infoholics” (dependentes de informação).
Com a geração Proconsumer , com a Internet e com a Web 2.0, surge o conceito Consumer-Generated Media (CGM), que é um termo utilizado para descrever o conteúdo que é criado e divulgado pelo próprio consumidor. Com o surgimento da Internet e o avanço das tecnologias digitais, da mesma maneira que o acesso dos consumidores à informação teve um aumento significativo, aumentou também a facilidade dos consumidores em expressar suas opiniões (in wikipedia).
Os mercados estão mais exigentes!
A capacidade de um Proconsumer é reconhecer a importância da partilha de informação, divulgado o seu conhecimento e know how, fazendo com que o mercado e as profissões se tornem cada vez mais exigentes. Antes a “teoria” vendia, agora qualquer um, em qualquer lugar, tem acesso à teoria. Falta é a prática.
Mas o que é que isto tem a ver com Marketing Digital?
Tudo!
Os profissionais têm de se tornar proconsumer´s e têm que saber aproveitar todo o potencial dos seus clientes “opinion leaders” que gostam que a sua mensagem chegue a todo o lado.
Uma das formas de tirar proveito desta geração, é incentivar os “Proconsumers” a colaborarem com as marcas, procurando criar novo valor acrescentado para os seus clientes. Afinal o que poderá ter mais sucesso que um produto criado pelos nossos próprios clientes, com custos reduzidos e boas garantias de sucesso?
Grandes empresas têm tirado muito bem proveito desta realidade. A nike, já criou sucessos de vendas a partir de opiniões de “Proconsumers” dedicados à marca, a custo 0!
Outra forma de potencializar esta geração, é criando grupo de “testers” para utilizarem os produtos antes de eles irem efectivamente para o mercado. Surgem opiniões e abordagens simples de resolver que podem ditar o sucesso do produto.
É uma geração que gosta e tem poder de opinião, que quer estar ao lado das marcas e já não admite que não lhe seja oferecido um valor extra pelos produtos que compram.
Promover o Buzz-net!
Muitos destes “consumidores” orgulham-se de fazer parte da criação de um produto/serviço, o que irá, naturalmente, gerar um “buzz” muito interessante.
Mais do que estratégias de SEO, o “Buzz-net” tem provas dadas e a sua eficácia é inquestionável. Como exemplo temos os vídeos do youtube, que quando adquirem fama atingem todo o mundo em poucos dias, sem qualquer “promoção” intencional do vídeo. Naturalmente a informação é partilhada e as pessoas têm orgulho em partilhar bom conteúdo junto dos seus pares.
É importante gerar valor e conteúdo valioso para promover o Buzz. Esta é uma regra base para qualquer criação nesta nova era global.
Os paradigmas do Marketing, alteram-se!
As empresas/marcas deixaram de ter apenas que publicitar conteúdo, agora têm que saber interagir e têm que procurar ter recursos e meios para dar respostas aos seus clientes, é um facto imprescindível nos dias de hoje.
Outra grande mudança prende-se com a própria colocação de anúncios na Web 2.0. Com esta evolução, as empresas já não têm que pagar “xapa 5” pela publicidade, agora podem pagar em função do retorno que têm, pelos resultados que recebe – Marketing de Performance.
Hoje em dia, as empresas pagam, pelo número de cliques ou visualizações que o seu anúncio online tem.
Estar na internet, só para não ficar fora dela, não serve de nada. Apenas serve para desiludir consumidores e denegrir imagens.
As acções Cross – media, que reúnem os diversos “mídias”, assumem cada vez mais destaque. Existem vários anúncios que começam num jornal, revista, rádio ou TV (meios tradicionais) adquirindo continuidade no meio online (meios digitais), permitindo ás empresas/marcas manter o contacto com o cliente, com custos muito mais baixos, tendo possibilidade de promover a participação da geração Proconsumer.
Quando os anúncios são de informação massificada, é essencial que se promova o Buzz –net através de estratégias de Marketing Viral.
A informação está por todo o lado, não há segredos!
Não só para as empresas, mas para os profissionais, é importante que comecem a “dar a cara”, produzindo valor para a internet, trabalhando a sua “marca” de forma eficiente e produtiva. É importante que os nossos pares reconheçam valor no nosso trabalho, para que seja promovido o debate e a discussão, que quase sempre se traduz em aprendizagem para os intervenientes. A Web 2.0, quando bem utilizada, permite-nos uma aprendizagem que de outra forma seria impensável. Antigamente tinha que se ler dezenas de livros para perceber um conceito ou uma abordagem, hoje em dia discute-se e pergunta-se nas redes sociais, nos fóruns ou nos blogues.
Antigamente era também um “trunfo” ter conteúdos exclusivos, hoje em dia os conteúdos estão em todo o lado, já não há segredos, nem deve haver!
Mas qual a essência desta geração?
Mais do que Produtores, cada vez mais, o utilizador de internet é proactivo, sabe tomar iniciativa e cria projectos que de outra forma seria impensável. Temos como exemplo o Marketing Portugal, que já conta com mais de 1500 visitas, mais de 2.000 fãs no facebook, mais de 400 membros no grupo do linkedin. E isto no espaço de menos de um mês. É preciso procurar onde estão os nossos “alvos”, os nossos leitores e os nossos “proconsumers” para trabalharem ao nosso lado.
Esta geração está disponível para partilhar, partilhar e partilhar! Todos querem partilhar e ser reconhecidos por isso, o feedback é indispensável e a colaboração está cada vez mais acentuada. É possível ir mais longe, fazer coisas diferentes, com valor acrescentado e tudo graças a uma Web 2.0 recheada de oportunidades!
Tim O’Reilly (creditado como o criador da expressão Web 2.0) define a web 2.0 como;
“Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva”
Qual o principal desafio dos utilizadores de internet?
Obviamente que nem tudo é um “mar de rosas”, se esta “porta” está aberta para bons profissionais, também está aberta para maus profissionais que utilizam a Web 2.0 para divulgar maus conteúdos, para denegrir imagens de terceiros, para destruir marcas ou para apenas “fazer barulho”. É indispensável que as marcas, as empresas e as pessoas estejam na Web 2.0 em força, mesmo que isso exija tempo. É a única forma que têm de estar a par do que se passa e do que dizem delas, será catastrófico para uma empresa não estar na Web 2.0, não estar junto dos consumidores e permitir que se fale dela, bem ou mal, sem nenhum controlo e acompanhamento.
Outro desafio grande que nós, utilizadores, temos é “filtrar” a informação credível e correcta, mas para isso temos que saber quem está por trás dessa informação, seja uma pessoa ou uma entidade. Como exemplo deste facto temos a grande enciclopédia online (wikipedia) que pode ser editada por qualquer um (motivação proconsumer), mas já assumiu uma credibilidade muito interessante. Neste momento a famosa “Wiki” é mais credível do que muitas enciclopédias em papel, para além da quantidade de informação disponível e da facilidade que temos em pesquisar na plataforma.
Entramos na Web 3.0 ?
Existem muitas teorias a prever o que vai ser a futura Web – Web 3.0 – mas ninguém tem duvidas que vamos entrar na era da semântica, em que o utilizador não precisa de recorrer a milhões de paginas para procurar uma informação, a informação é lhe dada, exactamente como ele a deseja receber, com uma simples pesquisa.
Várias fontes referem que a 3ª geração da internet estará no “ar” mais rápido do que se pensa e diversos autores defendem que esta geração irá servir para organizar, de forma inteligente, toda a informação existente na internet.
Iremos começar uma travessia, que irá por numa margem a World Wide Web (rede mundial) e na outra a World Wide Database (base de dados mundial).
Certamente iremos ver programas a crescer, que servirão para dar respostas precisas ao seu utilizador – capacidade semântica.
Actualmente se quisermos saber alguma coisa sobre Marketing, pesquisamos num motor de busca – Marketing. E a resposta é equivalente a todos os sites que fazendo referência à palavra Marketing – por exemplo, no google, aparecem cerca de 475.000.000 de alternativas.
Com a capacidade semântica, Web 3.0, iremos poder pesquisar – Marketing, o que é? – e iremos ter uma resposta directa, de fontes de informações (dados) que nos indiquem o que é o Marketing, sem mais alternativas.
A yahoo e o Skype prometem novidades, já numa perspectiva de semântica.
Vamos aguardar para ver e ficar na expectativa desta evolução que será certamente produtiva para todos nós!
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
Introdução ao Marketing Digital
Jan 22nd
Introdução ao Marketing Digital
A ideia deste artigo é fazer uma abordagem introdutória ao Marketing Digital. O artigo irá ser complementado com outros artigos, divididos da seguinte forma:
- Web 2.0
- Geração “proconsumer”
- Redes sociais e Networking
- Comportamento de compra e consumo via Internet
- Segmentação de mercados
- Novas formas de pensar (Marketing Mix).
A geração “y” tem uma taxa de utilização de internet, próxima dos 100%
- Cada vez mais há utilizadores de internet e quanto mais jovens são as pessoas, maior é o seu conhecimento e capacidade de adaptação a novas tecnologias.Relembro uma notícia do Publico, publicada a 16.10.2009:
O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest.
Este valor é altamente significativo e não deixa dúvidas de que a internet, independentemente da indústria onde trabalhamos, deve ser uma aposta clara.
O estudo refere ainda:
Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento – mais 863 por cento do que então, indica o relatório.
A profissão dos utilizadores é ainda marcante no acesso à Internet: entre as domésticas apenas 9,1 por cento assume aceder à Web, ao passo que entre os estudantes a percentagem aumenta para 98,5 por cento.
Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3 por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam.
Os dois sexos apresentam igualmente diferenças: 62,19% dos homens acede à Internet, ao passo que esse valor baixa para 46,5% junto das mulheres.
Entre as regiões é onde encontramos menor heterogeneidade, embora os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto apresentem taxas superiores de utilização de Internet: 63,0 por cento e 60,8 por cento, respectivamente.
Não tenhamos dúvidas que os “novos clientes” já estão pela internet à procura de informação. Será através da internet que vão ser influenciados iniciando o seu processo de decisão de compra (que falaremos noutro artigo)
Internet e Web são a mesma coisa?
Para começar a falar sobre este assunto, convém perceber um pouco alguns conceitos que por vezes se misturam.
Recorremos ao livro de Filipe Carrera – Marketing digital na versão web 2.0 para encontrar algumas definições.
É preciso clarificar que Internet é diferente de Web (World Wide Web, que em português significa “Rede de alcance mundial”), ou seja, de uma forma simplista, podemos assumir que a Web é uma ferramenta da Internet.
Para além da Web, a Internet tem outras ferramentas, como por exemplo o correio electrónico e os chats (messenger, skype, etc.).
É de facto extraordinário tentar perceber todas estas definições que se interligam, mas não é esse o motivo para que serve este artigo. Aqui procuro dar uma visão que, ao contrário do que se possa pensar, adapta-se à nossa Indústria, a Indústria Farmacêutica.
Nos dias de hoje, é indispensável que os Marketeers e Gestores olhem para a Internet como uma ferramenta única, que merece uma análise individual e particular, tem variáveis próprias que têm e devem ser analisadas.
Toda a estratégia deve passar pelo mundo Digital, mesmo que seja apenas numa perspectiva Institucional.
É essencial que as empresas e o Marketing se adaptem à nova realidade, estruturando os seus recursos, procurando tirar o maior partido deste mercado. É importante que haja uma estratégia clara, que integre o Marketing Tradicional com o Marketing Digital, porque a Internet veio para ficar e está em forte crescimento.
Web 2.0 e a geração PROCONSUMER
A “nova” Web, chamada de Web 2.0, veio impulsionar a geração proconsumer (produtor + consumidor), a geração que para além de se servir da Internet para recolher informação, também a partilha, entrando numa óptica de produtor/consumidor de conteúdos e informação.
Criámos um quadro para exemplificar melhor as alterações da antiga Web (designada por web 1.0) para a recente Web 2.0.
| Web 1.0 | Web 2.0 |
| Eu publico, tu lês | Nos publicamos, nós lemos |
| Eu forneço | Nós partilhamos |
| Era da Produção | Era da colaboração |
| Webpage, site | Wiki, Blog, CMS (Content Management Systems), LMS (Learning Management Systems) |
| Sociedade da Informação | Sociedade do conhecimento |
Fonte: Marketing Digital na versão 2.0
A mobilidade causada pelos gadgets (dispositivos electrónicos portáteis), e pelo forte aumento da velocidade de banda larga, tem vindo a aumentar a interacção na Internet e permitiu que cada vez mais se partilhassem conteúdos e informação. Actualmente, em qualquer lado do mundo, uma pessoa pode aceder à Internet, partilhando ou recolhendo informação em tempo real.
Aguarde pelo próximo artigo, onde aprofundarei o tema WEB 2.0 (fazendo referência à web 3.0)
Sobre o Autor
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE











