Estudo Microsoft prevê que uso Internet ultrapasse a Televisão já em Junho 2010

 

Estudo sobre o comportamento dos internautas europeus e as tendências de proliferação do uso e acesso à Internet no futuro promovido pela Microsoft revelou que em Portugal, entre outros indicadores, existem já mais de 4 milhões de utilizadores de Internet, que passam 34% do seu tempo online. Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%). Todas as alterações comportamentais deram origem a uma nova geração de redes sociais. Por esta razão, as estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” para “milhões de audiências”, de forma a maximizar o ROI para os anunciantes.

Principais conclusões do Estudo Microsoft

”A Europa inicia sessão: As tendências actuais e futuras da Internet”:

• Em Portugal existem mais de 4 milhões de utilizadores de Internet que passam 34% do seu tempo online, mais do que o tempo passado a ler material impresso, a ver filmes ou a jogar videojogos(1).

• Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%).

• Prevê-se que o consumo de Internet ultrapasse a TV tradicional em Junho de 2010: 2,5 dias por mês passados na Internet versus 2 dias passados a ver TV tradicional(3), o que significa uma mudança na forma de consumo e não um decréscimo de utilização da televisão ou do computador.

• Crescimento da popularidade do PC e do telemóvel como ecrãs alternativos de TV e conteúdo digital: os utilizadores acedem cada vez mais à Internet através de IPTV, consolas de jogos e telemóveis. O tempo passado na Internet através de um PC será reduzido de 95% (actualmente) para 50% nos próximos 5 anos(5), graças à proliferação do acesso à rede através de dispositivos alternativos ao computador.

• Todas estas alterações deram origem a uma nova geração de redes sociais. A socialização da Internet irá continuar à medida que a conectividade social se torna comercial e que a Internet móvel continua a crescer, permitindo aos anunciantes personalizar e aumentar a relevância do seu público-alvo.

• As estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” e tentar atingir o máximo de pessoas possível, para “milhões de audiências”, “alvos” individuais, de forma a aumentar substancialmente a importância das campanhas e maximizar o ROI para os anunciantes.

Mais info: MICROSOFT

Marketing de consciência social

A Responsabilidade Social das Empresas está na moda, tornando-se num imperativo para muitas empresas, principalmente aquelas com maior visibilidade. Ou seja, a integração de preocupações sociais e ambientais na actividade das organizações.

Disto resulta o aparecimento do denominado Marketing Social cuja actividade se centra no desenvolvimento de acções que visam a adopção por parte das organizações de atitudes, comportamentos e práticas, orientadas de acordo com princípios éticos.

Mas, mais que uma verdadeira consciência social, esta correspondem a meras iniciativas que visam fundamentalmente a criação de “goodwil” junto dos seus stakeholders.

Na verdade, mais que acções para as organizações demonstrarem que se preocupam realmente com os cidadãos e com o futuro do meio-ambiente, os departamentos de marketing são confrontados com a necessidade de “fazer algo” com o orçamente disponibilizado pelas benesses fiscais proporcionadas pela Lei do Mecenato (DL Nº 74/99).

A verdadeira preocupação das Administrações continua a ser a de crescer, de aumentar os seus lucros, por vezes, colocando em causa tudo aquilo que as suas actividades sociais parecem demonstrar.

Senão vejamos: os departamentos de vendas e de marketing são constantemente pressionados, mesmo sem criação de valor aparente, para encetarem iniciativas que levem a um aumento das vendas, conquista de quota de mercado e, em simultâneo, uma constante pressão sobre a redução dos custos de produção.

A verdade é que está na hora das famílias trocarem de carro, mesmo que este tenha apenas quatro anos e esteja em óptimas condições mecânicas; é imperioso fazerem uma nova viagem que transcenda a anterior, ou então consumirem um novo tipo de alimento rico em fibras ou vitaminas…

Até quando?

Os acontecimentos recentes vieram demonstrar que esta necessidade quase doentia pelos resultados imediatos, pelos chorudos bónus dos gestores, levou às organizações e os seus departamentos de marketing a encetarem iniciativas que chegaram mesmo a criar artificialmente necessidades nos seus públicos.

Obviamente que o marketing não cria necessidades: apenas as procura descobrir e tenta cumprir de forma mais satisfatória que a concorrência. No entanto, é claro que as constantes campanhas de comunicação acabam por gerar, mesmo que inconscientemente, necessidades para determinados produtos ou até necessidades de afirmação social que levam as pessoas ao consumo desmedido e a um endividamento muito para além das suas capacidades.

Diariamente somos confrontados com ofertas de crédito ao consumo que apenas têm conta o rendimento e o histórico financeiro do indivíduo ou da sua familiar. É impossível que, em apenas alguns minutos, os sistemas informáticos, mais que uma avaliação da capacidade de endividamento, façam uma avaliação clara da capacidade de pagamento futuro das obrigações contratualizadas. A verdade é que não têm em conta os montantes já em dívida não registados nos sistemas financeiros; não conseguem diagnosticar a sua estabilidade laboral ou até mesmo estabilidade familiar!

Sei que é um pouco utópico pensar em administrações e departamentos de marketing preocupados com o dia-a-dia dos seus clientes ou dos seus problemas pessoais.

No entanto, é hora do Marketing tomar consciência que ajudar as organizações a vencer a todo o custo é levá-las a criar situações que podem gerar o seu desaparecimento, torna-se urgente ajudá-las a tomar consciência que é possível vencer sem por em causa o futuro dos seus públicos e, consequentemente, o seu próprio futuro.

Como prova poderia apresentar uma Congregação de Freiras francesas (cujo nome não recordo) que criou um Fundo de Investimento com uma carteira de acções que segue de forma escrupulosa os preceitos da religião cristã – por exemplo, todas as empresas farmacêuticas ficam de fora da sua carteira pois estão directamente ou indirectamente ligadas a produção de anticoncepcionais ou de fármacos utilizados nas práticas abortivas; também empresas cuja produção se situa em países referenciados pela exploração de trabalho infantil, ficam automaticamente excluídas. Curiosamente – ou talvez não – este fundo tem conhecido uma elevada procura por parte de investidores.

Também muitas instituições financeiras efectuaram adaptações para poderem operar em países muçulmanos onde a cultura/religião torna difícil operações financeiras porque, para além de outras particularidades, proíbe a usura e os investimentos estão sujeitos à aprovação da autoridade religiosa.

Por isso, mais que o marketing Social, defendo o aparecimento de um verdadeiro Marketing de Consciência Social.

Sobre o autor:

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Paulo Moreira

Licenciado em Relações Internacionais pelo ISPAB, fez o MBA na EGE – Atlantic Business School. Neste momento encontra-se a desenvolver a sua Tese de Mestrado na Faculdade de Economia do Porto na área da Gestão da Marca Cidade.Desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área do Marketing e Comunicação, em organizações B2B, como o Grupo Amorim e o Grupo Maxit, tendo sido igualmente responsável pela comunicação do projecto de construção do Metro do Porto.

City Marketing

O termo City Marketing (marketing turístico) foi introduzido na literatura Europeia nos anos 80, o marketing turístico é uma forma simples de atrair pessoas a visitar um destino, e o sucesso deste depende de repetir visitantes.

Um país com cidades fortemente turísticas deve ser uma forte marca na atracção de investimentos e negócios, deve promover a industria turística, deve promover diplomacia politica, deve promover interesses de exportação industrial e uma forte identidade nacional, assim como respeito próprio e pelos outros.

Uma cidade tem como objectivo assegurar infra-estruturas, desenvolvimento económico e segurança aos seus residentes para que possam criar uma boa recepção aos visitantes. Desenvolver uma cidade turística pode mudar a imagem da cidade para positivo, devido a mudanças económicas positivas e a atracção de novos residentes e novos negócios. A cidade deve ser tratada e cuidada como se de uma marca se tratasse, ela não deve ser apenas um slogan, ou um logótipo, um panfleto a publicitá-la, mas deve ser tratada como algo mais.

Para promovermos uma Cidade turística terá que ser criado um slogan, e este terá que ser revisto de tempos a tempos, para que a sua mensagem seja sempre eficaz. O nome Albufeira será suficientemente distinto de muitos outros? O ideal seria o nome vir incorporado num slogan para melhor ser promovido entre os turistas e para ao mesmo tempo ser distinto de muitos outros. Este slogan teria que ser usado frequentemente e teria de ser impactante, ser mais que só palavras para realmente promover a cidade e reflectir a sua hospitalidade, criando relações de paixão pela própria marca, exemplo: Only in San Francisco”.

A cidade de Albufeira também tem uma cultura própria e é essa mesma cultura que deve ser usada para promover a marca Albufeira para que esta se diferencie e se distancie das restantes e das cidades concorrentes e crie a sua própria personalidade. E será que existe alguém famoso que lá tenha nascido e que se tenha tornado célebre? Seria uma mais-valia poder usar a imagem dessa pessoa para promover a cidade e atrair turistas.

Um dos pontos fulcrais a ter em reflexão será a imagem utilizada actualmente para promover a cidade, será esta suficientemente positiva para reflectir o seu brilho?  

A cidade como produto só pode ser conhecida e experienciada depois de se viajar até ela. Consequentemente então o produto/cidade é também o produto/lugar, que pode ser consumido em diferentes níveis e por diferentes géneros de consumidores. A cidade poderá ser direccionada a diferentes targets, se assim for, poderá ser imposta uma estratégia para consumidores por exemplo de classe alta, (com elevado poder de compra, casais maduros e terceira idade), e em simultâneo para classe média (jovens com médio poder de compra, independentemente da nacionalidade).

Desenvolver o turismo requer também segmentar potenciais visitantes em diferentes grupos e depois analisar o melhor para atrair visitantes á cidade.

Se o target for mais que um grupo deveremos desenvolver diferentes mensagens promocionais. Pode ser segmentado por género, idade, ocupação, ciclo familiar etc. A cidade pode criar pacotes turísticos e vende-los aos seus clientes, através de agências de viagens obviamente preferidas pelo target.

Como é que os turistas jovens vêm Albufeira? Será que se precisa de uma imagem da cidade criada em separado para atingir os jovens? Uma marca pode ser criada na mente do consumidor, ela diferencia-se dos seus produtos competitivos, cria emoções.

A promoção estratégica de uma cidade é fundamental, mas por outro lado, também é um verdadeiro desafio, porque para se auto promover uma cidade só  poderá fazê-lo através de uma única imagem de cada vez, e o que na realidade ela tem para oferecer é inatingível.

O marketing na cidade é único, porque é um serviço, é uma ideia, é uma experiência. Existem alguns pontos para criar uma imagem positiva e eficaz de uma cidade turística. Dar ênfase aos edifícios, monumentos, sistemas de transportes e ruas, criar uma boa imagem através da beleza, excitação, charme, valor artístico, live style, valores dos residentes locais, simpatia e atitude amistosa dos residentes, etc. Juntar características únicas , particulares que consigam posicionar a cidade como única, original, diferente.

A cidade como produto é parte da experiência que o turista quer adquirir, a imagem que ela transmite, os serviços e eventos produzidos na mesma, é o que deve ser promovido na comercialização de um destino turístico. Exemplo de uma CIDADE/MARCA Paris ou CIDADE/MARCA Londres.

A Cidade deve ser promovida através de packaging, da marca, slogan, (como falamos anteriormente), e colocá-los na mente do potencial visitante, juntamente com os benefícios que uma visita irá proporcionar. Criar um plano de produção, relações públicas, incentivos de marketing directo etc. E certificar-se que esta promoção é bem transmitida e chega aos meios de comunicação que a levam ao consumidor.

Algumas cidades em Portugal, Sagres, Portimão, Óbidos são consideradas com estratégias bem definidas, que apostam na sua própria marca, Óbidos característico pela sua beleza e pelas muralhas que rodeiam o centro histórico, distancia-se com eventos como o Festival do Chocolate patrocinado por grandes marcas, dá grande notoriedade à cidade e torna-a numa referência do nosso país. A cidade de Portimão também tem vindo a provar ser digna de referência; Segundo a revista Marketeer, a cidade já é o segundo destino Português mais procurado na internet quando se pesquisa o motor de busca mais solicitado. A prova de que Portimão aposta na sua cidade e na promoção da mesma, foi a Conferencia Internacional de Marketing Places realizada a 24 Junho 2009, onde teve como convidado de honra o já chamado “pai do marketing” Philip Kotler, entre outros convidados não menos importantes.

A câmara de Portimão já é chamada por muitos como a Câmara Movimento, pelos eventos constantes que estão sempre a relembrar a cidade como aquela onde tudo acontece.

A cidade deve ser avaliada como potencial turístico, as suas características físicas devem ser analisadas, para determinar o que pode ser usado para atrair turistas. Mas também deve ser analisada quanto aos benefícios que a experiencia da visita pode proporcionar.

Teremos nós objectivos claros da nossa estratégia de marketing para atrair turistas ao Algarve? Será que uma Cidade como Albufeira tem a sua estratégia bem definida?

Referencias Bibliográficas:

Marketing Places, Philip Kotler, Donald H. Haider, Irving Rein
How to Brand Nations Cities and Destinations, Teemu Moilanen and Seppo Rainisto
Revista Marketeer, Edição Janeiro 2008

 

Sobre o autor

Sara MoreiraSara Moreira

Licenciada em Design de Comunicação, actualmente frequenta o Mestrado na Universidade Lusófona de Lisboa em Ciências da Comunicação, Marketing e Publicidade.

Controle o “buzz” da sua marca, empresa, concorrência..

É um importante que haja um controlo sobre o que é publicado na rede, sobre nós, sobre a nossa empresa, sobre os nossos concorrentes.

Existem ferramentas disponíveis, gratuitas, que nos permitem saber o “buzz” que tem sido gerado à volta de um produto, de uma marca, de uma empresa, ou de outra qualquer “buzz word”.

Disponibilizamos diversos links, com finalidades idênticas, mas muito úteis.
Experimentem que vale a pena.

addict-o-matic

Backtype

BlogPulse

SocialMention

Spezify

Twitterbeep

yasni

Sem título

Espero que estas soluções vos sejam úteis. Recomendamos que utilizem várias, porque umas conseguem ir buscar conteúdo que noutras não aparece.

Boas pesquisas e bom “BUZZ NET”.

Estratégia de Social Media da Coca-Cola

Coca-Cola facebook

 

A Coca-Cola é sem dúvida uma das empresas que melhor “gere” as suas redes.
É considerada a empresa nº 1 no Facebook e olha para as redes como uma forma inteligente de colocar a marca nas “mãos do consumidor”.

A Coca-Cola tem apresentado uma postura que só uma grande marca pode apresentar, mas com alguns riscos.

Deixou que os seus fãs, dominassem as redes Coca-Cola, por exemplo, no Facebook a Coca-Cola já foi atacada por diversas marcas/pessoas e são os fãs que defendem a empresa, obviamente estimulados para tal (principalmente com a divulgação de vídeos emocionais).

Clyde Tuggle, vice-presidente sénior de assuntos globais e comunicação, adianta mesmo que a Coca-Cola é uma marca do consumidor, e cada vez que pensavam que a marca era deles, corria mal. Os consumidores fazem a Coca-Cola!

A Coca-Cola aprendeu ainda a valorizar estas redes, deixando de as usar apenas para atrair “público” para o seu site. É importante envolver o consumidor e deixa-lo conduzir os valores da marca.

Os resultados falam por si:

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A Essência do Marketing

 

O Marketing é uma área absolutamente fascinante. Entranhado no nosso quotidiano, em situações tão naturais como a compra de uma marca de vinho, o Marketing é o elemento central da agitação da nossa actual sociedade contemporânea. Amado por uns – por aqueles que o entendem na perfeição -, mas odiado por outros – por aqueles que não percebem e continuam a não querer perceber a sua verdadeira beleza e essência, e que o vêm como um “centro de custos” -, o certo é que o Marketing é um activo de valor inquestionável para quem se apodera da sua real e verdadeira essência.  

Esta vertente estratégica da gestão das empresas começa a ganhar vida (e sentido), quando, junto de certos consumidores, a quem tecnicamente chamamos públicos estratégicos, ou públicos-alvo, se origina o conceito de troca, isto é, um conjunto de transacções estabelecidas entre a oferta e a procura, que ocorre porque uma das partes (a procura) vê nessas transacções um “pacote” de benefícios que vão de encontro às suas necessidades (e expectativas, podendo mesmo as superar) e desejos, e que, por certo, supera o respectivo “pacote” de custos, contribuindo, assim, para a concretização dos seus objectivos. Se o Marketing objectiva, por um lado, a satisfação dos seus públicos-alvo, com base numa proposta de valor distinta, por outro leva também em consideração os objectivos das empresas, dando-se um equilíbrio entre as partes intervenientes. Esta dualidade de benefícios, assente num conjunto de transacções, ocorre num espaço (físico e não físico) que comummente designamos de mercado, não fosse Marketing uma acção no mercado (Market+ing). 

Se a troca e o valor (que pressupõe, obrigatoriamente, uma análise às necessidades e desejos, uma preocupação central do Marketing) são, na essência, os elementos principais para que se possa falar em Marketing, e tendo o mercado como o “palco” principal de actuação, importa agora reflectir sobre as diferentes abordagens que o Marketing “pratica” no mercado, abordagens tais que reflectem a evolução do Marketing ao longo do tempo.

A primeira abordagem, designada de massificação, foi, se assim quisermos dizer, a primeira forma de “fazer” Marketing (também conhecida por Marketing de Massas), tratando-se de uma abordagem praticamente indiferenciada das empresas no mercado, ou seja, as ofertas empresariais (produtos e serviços) caracterizam-se como únicas e igualitárias para todos os públicos, mesmo que estes possuam características homogéneas. Um exemplo vivo desta abordagem aconteceu com o Ford T, onde o legendário Henry Ford referia que qualquer pessoa podia adquirir um Ford T desde que fosse preto. Também sabemos que a Pizza Hut, quando se afirmou inicialmente no mercado, não tinha um leque de ofertas tão vasto como o que possui actualmente. Se uma abordagem massificada ao mercado possui vantagens, designadamente ao nível das economias de escala, rápido se percebeu que esta abordagem estratégica não era, de todo, a mais aconselhável. Factores de mercado, como diferentes necessidades, desejos, gostos e condições económicas por parte dos consumidores, fizeram crer que as empresas que “praticavam” um Marketing de Massas tiveram que adoptar uma nova metodologia de actuação, passando, deste modo, a segmentar o mercado.

A Segmentação de Mercado é uma abordagem que implica dividir o mercado em grupos homogéneos de consumidores, cujas características e perfis são iguais entre si (ou muito próximos), mas diferentes entre os restantes segmentos. A divisão do mercado em grupos homogéneos de consumidores pode ser feita com base em variados critérios, desde os demográficos aos económicos. Aqui convém sublinhar que, um maior número de critérios a utilizar não significa propriamente uma boa segmentação. O mais importante é que tais critérios sejam relevantes, independentemente da sua quantificação. Com base nesta abordagem, surgem dois conceitos de importância capital, definidores do potencial sucesso das empresas que adoptam esta abordagem ao mercado, falando-se expressamente nos conceitos de targeting e posicionamento. O targeting refere-se à escolha dos segmentos (estratégicos) mais adequados para as empresas, cuja decisão pode ser tomada com base em diferentes critérios, como por exemplo, a atractividade económica dos segmentos e as capacidades tecnológicas das empresas em actuar em tais segmentos. Seleccionados os segmentos de mercado com elevado potencial, há que criar na mente dos consumidores (alvo) uma posição distinta, tão distinta que os objectivos das empresas por si só se concretizem. Falamos, assim, no conceito de posicionamento, operacionalizado através de um conjunto de actuações estratégicas, como as políticas de produto e serviço, as políticas de preços, de comunicação e de distribuição, assim como as modernas políticas relacionadas com as pessoas, os processos e os suportes físicos. Mencionam-se, assim, as grandes estratégias centrais de Marketing, as variáveis controladas pelas empresas.

Contudo, e perante uma actual Sociedade contemporânea, caracterizada por consumidores cada vez mais exigentes e informados, com gostos, preferências, características, motivações e atitudes bastante particulares, e perante key players extremamente agressivos, exige-se às empresas uma nova abordagem ao mercado, cuja finalidade passa por ir não ao encontro das necessidades do segmento, mas sim ao encontro das mais profundas necessidades e desejos individuais de cada um dos seus clientes, oferecendo soluções “à medida”. Fala-se, assim, na era da customização. Existem, actualmente, marcas que possibilitam aos seus clientes ofertas personalizadas, como é o caso da Pizza Hut que proporciona a concepção de uma pizza à medida dos gostos de cada um dos clientes, dando-lhes a possibilidade de escolherem os ingredientes e as massas que mais se adequam às suas preferências. Da mesma forma que a Pizza Hut, também a Olá se apercebeu da importância desta abordagem estratégica, dando a possibilidade aos seus clientes de “construírem” o seu próprio gelado. Outro caso vivo desta abordagem passa-se com a Nike, que permite aos seus clientes sacos e sapatilhas de desporto personalizados, por cor e forma, por exemplo.

Esta última abordagem, a da customização, pressupõe que haja um conjunto de relações estabelecidas entre as empresas e os seus clientes (os mais valiosos), uma vez que ir ao encontro de necessidades e gostos individuais requer um conjunto significativo de custos, nomeadamente de tempo. É nesta perspectiva, que surge uma nova abordagem do Marketing, designada de Marketing das Relações, cuja finalidade passa por obter-se um maior envolvimento entre os públicos definidos como alvo e as empresas. Importa sublinhar que o Marketing das Relações não é exclusivo das relações que se estabelecem com os clientes, dirigindo-se também às relações que as empresas estabelecem com outros “actores” que contribuem para os processos de fidelização de clientes, um aspecto central no Marketing das Relações. A título exemplificativo, sabemos que se as empresas não estabelecerem boas relações com os seus fornecedores, ou seja, se não comprarem bem, por certo não venderão bem. Tal como refere Brito (2000), “quem compra mal dificilmente venderá bem”, institucionalizando-se, desta forma, o Marketing das Compras. O mesmo se passa com a gestão das relações que as empresas estabelecem com os seus públicos internos (colaboradores), pois se com eles não se institucionalizarem processos motivacionais e esquemas de recompensa (Marketing Interno), a desmotivação será, por certo, uma constante, correndo-se o risco de não se realizarem bons negócios. Contudo, é na gestão das relações com os clientes que predomina uma maior atenção, não fossem estes a “peça” central que alimenta todo o processo de relacionamento que as empresas têm com os seus diferentes “actores”. É com base nas boas relações que se estabelecem com os clientes, que as empresas encontram o caminho mais seguro para um entendimento profundo acerca das suas necessidades e expectativas, sendo esta uma das preocupações centrais do Marketing, sendo também um caminho seguro para se definirem processos de fidelização, um aspecto tomado em consideração pelo Marketing One-to-One.

O Marketing One-to-One, um desenvolvimento estratégico do Relationship Marketing, assenta numa exploração mais “íntima” das relações que se estabelecem com cada um dos (bons) clientes, de forma individualizada, almejando estados de “encantamento”, sendo para tal crucial uma eficiente gestão, quer das expectativas, quer das percepções. São imensos os caminhos a explorar no Marketing One-to-One, contudo, há um que merece especial destaque, dada a sua capacidade em perceber bem cada um dos (bons) clientes de forma completa e rigorosa, sublinhando-se, assim, o conceito de interactivity, definida como a capacidade em ouvir minuciosamente os clientes, para que depois se possa estabelecer com cada um deles uma comunicação eficaz e individualizada, fazendo com que cada um dos clientes se sinta único e especial. Importa sublinhar que a capacidade de tornar um cliente “encantado” é tanto maior quanto maior for a sua relação com a marca, sendo esta tanto mais eficiente quanto maior for a sua capacidade em estabelecer laços emocionais com os públicos a que se direcciona, tornando-os fãs, e transformando-se em LoveBrands, assumindo o carácter de “parceira de relações”, como se de um seguro de vida vitalício se tratasse.

Se hoje a individualização e as marcas emocionais são as palavras-chave em mercados altamente competitivos, o futuro do Marketing residirá, por certo, em novos conceitos e estratégias que redefinirão a base de actuação das empresas, destacando-se a pertinência do Neuromarketing (a Biologia das Compras), o Marketing Tribal, o Marketing Viral, o Marketing de Redes, o Marketing das Experiências e das Emoções e o Customer Experience.

Se para muitos o Marketing continua a ser entendido como aquele “centro de custos” que se dedica, em exclusivo, a vender, a publicitar e a criar necessidades, por certo ficarão “agarrados” a um passado caracterizado por mitos que “assombram” o verdadeiro valor do Marketing.

Se, por um lado, a fidelização de clientes é uma das preocupações cruciais do Marketing, com base em propostas de valor que causem “estados de encantamento”, e com base numa eficiente gestão de relações (emocionais), por outro, gerir diferenças, com base em marcas (emocionais) de elevada notoriedade, constituem, na boa verdade, as essências (fundamentais) do Marketing

  Sobre o autor

Luís PinheiroLuís Pinheiro

É Mestre em Marketing pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), na especialização de Inovação. Licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade do Porto, prepara Doutoramento em Gestão, na especialidade de Marketing. A sua carreira tem-se desenvolvido em actividades de docência, nomeadamente em áreas relacionadas com a Economia e a Gestão de Empresas, tendo também desenvolvido consultoria no ensino tecnológico e profissional, para além da sua participação em diferentes palestras como orador convidado. Como consultor e formador, trabalhou em áreas diversificadas, desde a restauração à produção de chocolates, tendo realizado trabalhos para marcas como o Pingo Doce/Feira Nova. De momento, presta consultoria especializada na área do Marketing e Estratégia a um projecto de âmbito nacional sobre empreendedorismo, cujo objectivo passa por promover a criação de empresas.

Passatempo actUAliza-te

Conforme prometido via facebook (o objectivo de atingir os 3.000 membros foi superado) lançamos o primeiro desafio do Marketing Portugal, apenas para registados! (só poderão participar os e-mails com registo no Marketing Portugal).

Para este passatempo, contamos com a parceria da Markteam e iremos sortear uma entrada para a conferência de Marketing – actUAliza-te 2010.

A Markteam – Junior Empresa de Marketing sediada na Universidade de Aveiro, organiza a segunda edição do “actUAliza-te! Conferências de Marketing”. Este evento irá realizar-se nos dias 16 e 17 de Março de 2010 no auditório da Reitoria da  Universidade de Aveiro e conta com a presença de oradores reconhecidos.

  • Carlos Coelho – President at IVITY Brand Corp;
  • Luis Rasquilha – Managing Partner & CEO at AYR Consulting, Trends & Innovation
  • Francisco Sanches Osório – International Strategic Marketing Manager at Bial/Portela & Cª SA;
  • André Rabanéa – Owner at TORKE;
  • Paulo Fidalgo – Direcção de Marketing Millennium BCP
  • Filipe Carrera - International Trainer and Speaker.;
  • António Quina – Founder at “A vida é bela”;
  • Horácio Puebla - Executive Creative Director at Leo Burnett;
  • Fernando Gaspar Barros – Founder & Marketing Manager at Brands Like Bands;
  • Pedro Vieira – Life Training;
  • João Aberto Catalão – Managing Partner at SalesUp
  • Filipe Bonina – Marketing Manager at Coca-Cola Portugal

Toda a informação em : http://conferenciasmarketing.blogspot.com

 

Para participar neste desafio e ganhar um bilhete para os 2 dias, tem que enviar uma frase criativa que nos mostre o seu interesse em assistir a esta conferência.

 

Sejam criativos!

 

Para além desta frase tem que responder à seguinte questão – Quais são os principais parceiros da Markteam neste evento?

Podem enviar as vossas participações (não se esqueça de referir o seu nome) até dia 10 de Março para mkt@mktportugal.com (não esquecer que o e-mail tem que estar registado no Marketing Portugal)

 O vencedor será anúnciado até dia 13 de Março, neste mesmo espaço!

Boa sorte e actUAliza-te!

Mais info: mkt@mktportugal.com

Como gerir uma equipa de vendas

“Como gerir uma equipa de vendas?”

Designadas por consultores, account managers, delegados comerciais ou outras, para muitos clientes a Equipa de Vendas (EV) é a empresa. Assim, as EV representam a empresa junto dos seus clientes. Hoje, mais do que apenas vender, as EV assumem um importante papel na construção e manutenção de relações duradouras e rentáveis para ambos, empresa e clientes.

Desta forma, muitas empresas consideram as EV como um dos seus mais importantes activos. Não apenas pelo seu peso relativo no quadro de pessoal, mas principalmente pelo seu impacto nos resultados, quer ao nível das vendas quer dos custos. Assim, ganha significativo relevo e importância a gestão das EV e a sua melhor rentabilização.

Qualquer tentativa de resumir de uma forma simples como gerir uma equipa de vendas, seria certamente demasiado simplista. Os modelos de gestão das EV variam muito em função do negócio e da empresa – o seu papel, objectivos, estrutura e dimensão. Também no que respeita aos aspectos relacionados com a remuneração, recrutamento, selecção, formação, treino, supervisão, animação e avaliação, as especificidades de cada negócio e empresa determinam o desenvolvimento e a adopção de diferentes modelos de gestão das EV em cada um destes aspectos.

As exigências dos mercados actuais obrigam que o gestor das EV conheça e domine os modelos e as ferramentas de gestão relacionadas com cada um destes aspectos, assim como o mercado em que se insere. Neste âmbito, o actual ritmo de evolução do conhecimento e das tecnologias obriga o gestor a um permanente esforço de formação e actualização.

Há no entanto um factor comum na gestão das EV, independente do negócio e da empresa: as pessoas. Seja qual for o papel, os objectivos, a estrutura ou a dimensão das EV, importa mobilizar as pessoas para o alcance dos objectivos da empresa. Para esta mobilização contribuem dois importantes factores: (1) a construção uma cultura corporativa favorecedora assente em valores comuns e no cumprimento das expectativas e êxito mútuo; e (2) uma liderança eficaz que efectivamente impulsione para patamares de superior desempenho.

Sobre um e outro destes aspectos muito se tem escrito e teorizado. Se o primeiro implica uma vontade política, ou seja, o envolvimento da gestão de topo e a adopção de ferramentas de gestão em harmonia, para o segundo concorre definitivamente o desempenho de cada um daqueles que exerce responsabilidades de gestão de equipas. Para um desempenho superior contribuirá certamente a sua actuação exemplar, a consistência entre as palavras e os actos, a confiança mútua, o feedback, o reconhecimento, o espírito de ajuda e apoio, o estabelecimento de relações amistosas e o desejo de aprendizagem contínua.

Assim, hoje, a gestão de uma EV passa certamente pelo desenvolvimento de competências de gestão relacionadas com os aspectos ligados à análise, planeamento, organização, desenvolvimento e controlo do negócio, e também pelo desenvolvimento de competências de liderança relacionadas com os aspectos de envolvimento e mobilização das pessoas para níveis de desempenho superiores. Um e outro destes aspectos requerem um constante esforço de formação e actualização do gestor para que, num contexto cada vez mais competitivo e em permanente mudança, este possa alcançar níveis superiores de desempenho na gestão das EV.

Sobre o autor

PedroAlvesReisPedro Alves Reis
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM Marketing School, fez um Executive MBA em Gestão Geral pelo ISG e está neste momento a completar na Universidade Nova de Lisboa o Mestrado em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação Estratégica.
Desenvolveu a sua actividade profissional na indústria farmacêutica ligado á gestão comercial, nas áreas de negócio hospitalar, ambulatório, otc e de genéricos, tendo ainda experiência no mercado de distribuição farmacêutica e no lançamento de marcas próprias.    linkedin_logo_autor

 

  

 

 

Redes sociais & Networking para empresas

Aqui no Marketing Portugal, já tivemos um especialista a falar em Networking – Filipe Carrera.
Já restam poucas dúvidas da importância do Networking numa carreira profissional e todos sabemos que quanto maior for a nossa rede de contactos, maior é a probabilidade de sucesso e de progredir na carreira (noutro artigo abordarei a importância das redes sociais para as pessoas, individualmente).
Inevitavelmente, falar de Networking, nos dias de hoje, é falar de Redes Sociais. Estas redes vieram potencializar a utilização de contactos, sejam profissionais ou não, em prol de um objectivo. Sempre que estabelecemos um contacto (seja online, ou não..) estamos a trabalhar a nossa rede.

Neste artigo e mantendo a continuação dos artigos de Marketing Digital, vou me concentrar nas redes sociais e partilhar de que forma se pode tirar partido de algumas dessas redes (twitter, linkedin, facebook e youtube), aumentando a relação, em rede, com o público-alvo (cliente, colaboradores, investidores, etc..)
Vamos então abordar de que forma as redes sociais podem-se tornar numa verdadeira “vantagem competitiva”, na óptica das empresas.

É indispensável relembrar que as redes sociais devem ser utilizadas como um meio (canal de comunicação) que pretende atingir um fim (objectivo). Tal como outro qualquer canal de comunicação, temos que definir o nosso público-alvo, definir a mensagem que queremos passar e devemos estabelecer objectivos (quantificáveis) para medir o sucesso do investimento.

Cada rede social funciona como um canal de comunicação. Cada um tem as suas características próprias e diferem umas das outras (tal como a TV difere da rádio..). Temos que pensar, estrategicamente, se faz sentido entrar em todas as redes ou se devemos ser selectivos. É importante saber onde estamos e para onde queremos ir e de que forma as redes sociais nos podem ajudar nesse percurso.

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Um estudo da consultora Brand Republic, mostra claramente que não serve ter uma grande quantidade de “seguidores” no twitter, o importante é saber trabalha-los.

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A “gigante” Google, apresenta mais do dobro de “followers” da Starbucks, mas a Starbucks conseguiu gerar 3 vezes mais comentários que a Google, principalmente porque a Starbucks é das marcas que melhor trabalha as redes sociais. Dá resposta aos seus “seguidores” e procura estar presente em todas as redes. Não entrou nas redes por entrar, está presente de forma activa e proactiva, ao contrário do que se passa com muitas marcas que apresentam uma postura “reactiva”, esperando que o cliente se manifeste e transmita informação útil.
Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet.
É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada.

O Twitter é uma rede importante para:
 Gerar BUZZ
 Comunicar novos serviços
 Comunicar novas campanhas
 Recolher informação sobre o público-alvo

facebook

O Facebook é uma rede com características únicas. As empresas devem utilizar esta rede, focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção.
Já muitas marcas estão presentes no Facebook, mas se analisarmos algumas, verificamos que pouco fazem com a sua rede. Não lançam promoções especializadas, não cativam os utilizadores e limitam-se a “despejar” conteúdo. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas.
O Facebook tem uma aplicação que permite às empresas criarem anúncios. Estes anúncios têm uma particularidade que permite segmentar de uma forma incrível, ao pormenor, o que torna a nossa campanha mais eficaz.

facebook2

Como podemos ver no exemplo anterior, com 40,12€, um anúncio obteve mais de 750.000 impressões e recebeu quase 400 cliques.
O que nos leva a tentar perceber, quanto vale um novo utilizador?
Não é dos serviços mais baratos, mas é bastante eficaz!

Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:
 Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
 Comunicar novos serviços
 Comunicar novas campanhas
 Criar anúncios segmentados
 Recolher informação sobre o seu “alvo”
No Facebook temos a função de criar grupos, o que nos permite comunicar, apenas com um clique, com um conjunto de pessoas.
É importante relembrar que estes grupos têm que ser dinamizados, porque os utilizadores do Facebook, muitas vezes, têm um papel reactivo no que toca aos grupos, ou seja, ficam à espera que a informação lhes chegue e não têm a iniciativa de acompanhar tudo o que é dito/partilhado no grupo.

youtube

O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube.
Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo.
O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores.

Devemos utilizar o Youtube para;
 Comunicar novas campanhas
 Criar acções de marketing viral
 Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
 Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

Linkedin

O Linkedin é a principal rede social para se estabelecer contactos profissionais.
O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos.
Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido.
Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível.
A marca nesta rede deve entrar como uma mais-valia na partilha de informação. É escusado criar grupos publicitários. A forma mais eficaz de trabalhar esta rede é criando grupos de conhecimento e partilha de informação sobre o sector em que estamos inseridos.

Devemos utilizar o Linkedin para;
 Estabelecer contactos profissionais
 Dinamizar utilizadores com poder de compra
 Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
 Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

mysocialnetwork

É de facto comum, cada vez mais, vermos empresas com a sua própria rede social.
Estas empresas, por vezes, não tiram partido desta rede e de tudo o que podem fazer com ela. Digamos que o principal ponto, é a obtenção de dados e o envolvimento do seu “target”.
É importante trabalhar muito bem uma rede própria, porque se for mal gerida acaba por ser uma “mancha” na companhia.
Através de uma rede social própria, podemos conquistar novas ideias, de forma eficaz e com baixo investimento. É uma forma pertinente de por os clientes e potenciais clientes a debater sobre uma ideia ou mesmo um produto.
Muitas marcas já lançam produtos, apenas para os “testers” da sua rede, pois daqui surgem pequenas criticas que podem ditar o sucesso, ou insucesso, do produto. Geralmente são clientes já envolvidos com a marca, que gostam de participar no seu desenvolvimento e vão sentir orgulho em estar no processo, gerando BUZZ entre os seus pares.
No caso de a empresa/marca, ter a sua própria rede social, é importante que haja uma sincronização entre as redes públicas (facebook, twitter, linkedin, etc.) e a rede social privada, da empresa.

Os principais objectivos de uma rede social própria podem ser;
 Envolver colaboradores
 Envolver clientes
 Promover as sugestões de ideias
 Agrupar e organizar “testers”
 Influenciar KOL´s
 Dar resposta a todos os comentários (mesmo que negativos)
 Contacto One to One

social-networking-sites

Transversalmente a todas as redes, deixo alguns objectivos a considerar;
 Criar um grupo de testers
 Criar “opinion leaders”
 Trazer mais-valias para os utilizadores das redes
 Criar simuladores (para as pessoas e para empresas) – por exemplo, no caso da banca, disponibilizar simuladores de crédito
 Recolher opiniões (feedback e novas ideias)
 Identificar e detectar necessidades
 Segmentar utilizadores
 Obter o máximo de informação sobre os utilizadores. (por exemplo, se detectar que uma maioria gosta de Golfe, se calhar faz sentido promover um serviço com uma oferta relacionada com esta temática)

Postura nas redes;
 Dar resposta a todas as questões
 A entidade deve ser “proactiva” e não “reactiva”.
 A geração “proconsumer” não admite ser ignorada e quer sempre receber “feedback”. Devemos felicitar as iniciativas, mesmo que não sejam as melhores para os objectivos da marca.
 Cuidado com o seu comportamento e dos seus colaboradores. Os clientes estão em todo o lado

Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede.
O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço.
Como recomendação final, aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.

De uma forma genérica, se as marcas souberem tirar partido das redes sociais irão concluir que;
 O ROI é bastante favorável
 É possível satisfazer e superar as expectativas dos clientes
 Aumentam e melhoram o relacionamento com clientes (fidelização)
 Conseguem angariar novos clientes com campanhas personalizadas (oferecendo o que o cliente procura), o que de outra forma seria impossível
 É possível e gratificante envolver os clientes com a marca e com os produtos/serviços
 Conseguem motivar, envolver e avaliar os colaboradores

Algumas curiosidades sobre as redes mencionadas (estes valores não são exactos):

redes - factores

Este artigo vem no seguimento de:

Da web 2.0 para a 3.0 e a geração proconsumer

Introdução ao Marketing Digital

Sobre o Autor

DSCN0761Paulo Morais

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Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing
Marketing & Partners Manager no RCM Pharma
Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos
Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE
A frequentar o mestrado de Gestão de Marketing no IPAM – Lisboa

As cidades e o marketing

A competição entre países, regiões ou cidades, leva à necessidade da sua promoção, de forma a captarem para si os recursos que permitam uma melhor qualidade de vida dos seus cidadãos.  

Mas se a promoção de cidades vem sendo praticada desde o séc. IXX, a aplicação das técnicas de marketing à gestão de cidades é bastante mais recente, tendo surgido apenas nas últimas décadas, como consequência da necessidade de competir por investimentos, turistas ou mesmo residentes.

A gestão da Marca País ou Marca Cidade, tornou-se assim num lugar-comum nas actividades dos seus executivos, chegando mesmo a influenciar as suas políticas.

No entanto, a necessidade da criação de uma Marca, tem levado no nosso país, muitas cidades e regiões a encetar uma frenética actividade em busca da ‘sua’ marca, normalmente, através da criação de um simples logotipo e respectivo slogan – fruto de um devaneio de um qualquer criativo – ou através de uma cópia insipida de um qualquer evento com sucesso noutras paragens.

Ou seja, sem uma verdadeira reflexão, sem um Plano Estratégico. Assistimos depois a um proliferar de Feiras Medievais, Festivais Gastronómicos ou, para os mais abonados, as infraestruturas da moda: centros desportivos ou praias fluviais!

E isto tem de tal forma vindo a ser uma prática comum que gostaria de partilhar convosco uma imagem deveras caricata que tive a oportunidade de presenciar: a colocação de um logotipo de uma cidade num caixote do lixo a transbordar cujo slogan expressava “(nome da cidade) é ambiente”. Uma imagem que ilustra bem o que referi anteriormente.

Obviamente que nem todas as cidades têm  a sorte de ter um monumento de referencia mundial como Paris, ser imagem dos filmes de Hollywood como Nova Iorque ou ou ser o berço de grande personalidade como Stratford-upon-Avon (William Shakespeare). Para estas, diríamos, será fácil atrair investimentos ou turistas.

Mas se não possuem algo que suporte a sua atractividade? Muitas cidades optaram pelo investimento em eventos ou obras arquitectónicas de referência mundial, como a construção do Museu Guggenheim em Bilbao.

Desenganem-se, no entanto, aqueles que pensam que uma só obra será suficiente para colocar uma cidade no roteiro turístico mundial e, mesmo em Espanha, existem exemplos de investimentos semelhantes que resultaram num tremendo fracasso.

Aliás, como em Portugal. A febre do europeu de futebol levou á construção de alguns estádios de futebol que se tornaram verdadeiros ‘elefantes brancos’, uma tremenda dor de cabeça para os executivos locais que não conseguem fazer para se libertarem dos enormes custos fixos que representam.

A própria construção da ‘Casa da Música’, hoje um dos ex-libris da cidade do Porto, surge em toda a promoção e comunicação da cidade desprovida de um enquadramento no restante património arquitectónico da cidade que reflicta um verdadeiro plano estratégico que lhe permita ser determinante na ‘decisão de compra’ de um turista que se localize a muitos quilómetros de distância.

Por isso, é necessário começar a pensar as cidades (ou regiões) como verdadeiros ‘produtos’, merecedores de uma profunda reflexão e estratégia de marketing.

No entanto, ao contrário de qualquer outro produto ou serviço, as cidades possuem um aspecto que as torna diferentes de qualquer outro produto ou serviço: aqueles que aí habitam ou trabalham que são, simultaneamente, parceiros na produção do ‘produto cidade’ mas também um dos seus principais públicos-alvo.

Assim, fazer algo sem o seu envolvimento, condena ao fracasso qualquer estratégia. Ainda recentemente o projecto de tornar um país europeu num dos principais destinos do turismo de negócios, acabou por não ser implementado face à oposição da sua população. Apesar das condições únicas para se tornar um destino de eleição para este público-alvo, o medo da redução da redução de qualidade de vida, levou a uma forte contestação e o projecto foi abandonado.

E também a ausência de recursos financeiros não pode servir como desculpa para ausência de uma estratégia de City Branding.

Agora pergunto, como é que uma pequena Vila do Interior como castanheira de Pera que não tem piscina ou pavilhão imaginou ter uma praia com ondas a 80 Km do mar!?
E como resolver o problema do alojamento!? A maioria dos executivos locais logo pensaria numa viagem para fora do país em busca de investidores ou solicitar ao poder central verbas para construção de um hotel que depois seria dado à exploração, como muitos que se vão degradando por este país fora.

A solução encontrada foi simples e pouco dispendiosa: o alojamento é efectuado em Bungalows e – imaginem – veleiros!

Para além do investimento ser facilmente comportado pelo município local, gera custos fixos extremamente baixos, quando comparados com um hotel, logo, não obrigando a taxas de ocupação muito elevadas. Mais, sempre que quiser ampliar o número de camas, basta comprar mais uma “carcaça” de um veleiro a um preço muito simpático e, com três meses de trabalho se resolve o problema – para além dos custos financeiros e incómodos envolvidos, as obras de renovação/ampliação de um hotel demoram bastante mais tempo.

 Outro exemplo curioso é o de Óbidos, uma pequena vila fortificada, possui todas as condições para ser um dos pontos de paragem obrigatória nos roteiros turísticos das principais operadoras turísticas. A sua arquitectura, a presença do castelo e suas muralhas propicia a realização de eventos de referência marcadamente histórica. No entanto, apesar da realização destes, a vila é hoje mais conhecida por outro evento que, à partida, poderia parecer descabido: o Festival do Chocolate. Os seus responsáveis cedo perceberam que, apesar de toda a sua envolvente histórica, as anteriores realizações pouco a diferenciavam das demais, ao contrário deste evento único no país e um dos poucos do género a nível mundial.

A verdade é que, com o incremento da competição entre lugares, levam a que estes se vejam confrontados com alterações constantes à sua envolvente, significando que, se uma determinada cidade não estiver a cumprir determinados requisitos considerados imprescindíveis pelo seu Público-Alvo, outra, nesse país ou em qualquer parte do mundo, tomará o seu lugar. Uma situação que esbarra constantemente com a falta de visão dos seus responsáveis que não sabem, mais que aproveitar, antever oportunidades.

Assim, o desafio actual da Gestão de Cidades vai no sentido do fortalecimento das suas capacidades e competências com vista a serem capazes de se adaptarem rapidamente a uma envolvente em constante mudança, aproveitando as oportunidades para sustentar a sua competitividade perante a concorrência. Ou seja, na aplicação dos princípios do marketing á sua gestão.

Sobre o autor:

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Paulo Moreira

Licenciado em Relações Internacionais pelo ISPAB, fez o MBA na EGE – Atlantic Business School. Neste momento encontra-se a desenvolver a sua Tese de Mestrado na Faculdade de Economia do Porto na área da Gestão da Marca Cidade.Desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área do Marketing e Comunicação, em organizações B2B, como o Grupo Amorim e o Grupo Maxit, tendo sido igualmente responsável pela comunicação do projecto de construção do Metro do Porto.